SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

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sábado, 8 de junho de 2013

A falácia do programa “Mais Educação” do Governo Federal… e seus efeitos na Rede Pública Estadual de São Paulo!

 

O Programa Mais Educação (PME), lançado desde 2007 pelo MEC, teria como finalidade, segundo o governo, fomentar a educação integral por meio do apoio a atividades socioeducativas no contraturno escolar. O objetivo principal do programa seria a formação integral de crianças, adolescentes e jovens por meio da articulação de ações e de projetos desenvolvidos na escola. No entanto, o que estamos vendo é um conjunto de políticas de destruição do sistema nacional de ensino público. O “Programa mais Educação” juntamente com outros projetos (Bolsa Escola, FUNDEB, IDEB, REUNI, PROUNI, FIES, etc) e seus congêneres estaduais são verdadeiras “máscaras” para disfarçar os péssimos resultados oriundos das políticas educacionais vigentes.
Esse programa deveria se chamar “menos educação”, pois, do ponto de vista da universalização da educação pública de qualidade – voltado aos interesses dos trabalhadores – tem sido a expressão concreta de uma política que procura, por várias formas, desconstruir o sistema nacional de ensino público.
Em primeiro lugar, ele tem contribuído para a precarização do trabalho dos profissionais envolvidos, corroborando tanto na perpetuação do desemprego como na precarização dos professores pertencentes à rede que são implantados. Isso se torna evidente quando observamos as relações de trabalho envolvidas na contratação de pessoal.
Cada profissional recebe cerca de sessenta reais (R$ 60,00) por turmas, podendo ministrar projetos com no máximo cinco (5) turmas, no contra turno escolar. Se fizermos as contas, o profissional poderá “ganhar” trezentos reais por mês. (Uma fortuna!)
Engana-se quem acreditar ser um professor o profissional contratado. Na maioria das vezes temos à contratação de estagiários, de “oficineiros” e/ou do uso crescente do trabalho voluntário (amigos da escola) oriundos das comunidades do entorno da escola. O que é mais grave: muitas escolas, por não conseguirem professores eventuais estão “colocando” em sala de aula os “oficineiros” e durante o período normal de aulas. Isso é um verdadeiro absurdo!
Enquanto isso centenas de professores com contratos precarizados não conseguem se manter na profissão (categoria “O” e “F”), muitos estão buscando outras formas de sobrevivência, deixando ano-a-ano o sistema educacional. É a verdadeira barbárie educacional!
Enquanto no início do ano letivo, muitos professores são penalizados pelas malditas provas de OFAs, sendo impedidos de dar aulas, no restante do ano letivo, o Estado contrata “oficineiros” para pajear os alunos que estão sem aulas devido às próprias políticas governamentais.
Um outro ponto emblemático é a adaptação de atividades desenvolvidas pelos “oficineiros” à infraestrutura precária da escola. No lugar da ampliação dos espaços escolares estamos presenciando o uso de instalações existentes na comunidade ou de lugares insalubres dentro das próprias escolas, podendo provocar graves riscos à saúde dos alunos e dos próprios profissionais evolvidos no programa.
Pedagogicamente o resultado desse programa, não tem sido positivo. No lugar da ciência, da aplicação das teorias do ensino-aprendizagem, impera o senso comum travestido de singularidades culturais locais. No lugar da escola voltada à educação integral, a escola convertida em “prisão integral”, destinada à ocupação do tempo livre com aquilo que é considerado capaz de garantir “proteção social”: artes, cultura, esporte, lazer. Na rede Estadual Paulista, em uma dobradinha Alkmin/Dilma (Programa Mais Educação /Escola da Família/ Projeto Pé no Chão) algumas escolas estão se transformando em verdadeiras “boates”, substituindo-se algumas aulas por “baladas” regadas à “funk” e à música eletrônica, com direito a reprodução de videoclipes sensuais. É a política do “pão e circo”, reprodutora da alienação em substituição aos referenciais teórico-pedagógicos gerador de transformação social e superação das desigualdades.
O que é mais absurdo, em nenhum momento, estamos “ouvindo falar” em bibliotecas, teatros, salas com acústica especial, equipadas e adequadas para o usufruto das artes. Mas de áreas da escola, anteriormente gramadas, ou com árvores, ou com entulho, mas livres para o movimentar-se autônomo, que são agora tomadas por cimento e concreto para a construção de um retângulo com medidas e demarcação padronizadas e universais: as quadras de esporte. Mesmo assim, nesses espaços, diante da falta de infraestrutura para a aprendizagem, a prática ou o treino do esporte estará sempre restrita ao futebol de salão e voleibol, com uma pequena variação a depender da formação e da disponibilidade dos chamados agentes locais.
Esses são apenas alguns apontamentos desse processo degradante no ensino público provocado por tais programas, que travestido de projeto de “Escola de Tempo Integral” tem provocado a desescolarização e o fortalecimento da precarização do trabalho docente.
Mas a realidade é perversa! As máscaras sempre caem! Por mais que se “pinte” uma escola alegre e envolvente, a “barbárie diária” submerge. Os projetos governamentais desmoronam mesmo diante das propagandas ilusórias governamentais: fervilham na mídia denúncias de salas de aulas superlotadas, infraestrutura precária, professores desmotivados pelos contratos precários e pelos baixos salários. Sabemos que não há bibliotecas, não há laboratórios (informática, química, ciências, etc), não há material esportivos, quadras precárias, quando existem), em algumas escolas convivem até com mau cheiro devido à falta de manutenção em seus ambiente internos.
Poderíamos enumerar centenas de outros problemas, se fizéssemos uma varredura minuciosa somente na rede estadual de São Paulo. Mas essa realidade não é visível a nível estadual. O que temos presenciado em São Paulo, na gestão Serra/Alckmin são apenas tentáculos do “monstro” criado a nível federal por FHC/Lula/Dilma.
Se analisarmos os pressupostos ocultos que orbitam o núcleo dos últimos PDEs, veremos a verdadeira face do Mesonychoteuthis. Elza Margarida de Mendonça Peixoto, em seu texto Conformação e contenção disfarçadas em “Mais Educação”, enumera e desnuda seus tentáculos. Para ela a concepção de educação, que está orientando o PDE aponta: “a) a negação da luta e classes, apagada pela tese da desigualdade social decorrente de discriminação e pelo objetivo vago redução das desigualdades; (b) negação da formação política no interior das lutas sociais substituída pela formação individualista crítica e criativa como tarefa da sociedade como um todo e não da formação escolar sólida; (c) desresponsabilização e diluição progressiva da responsabilidade do Estado com o custeio e condução da Educação Pública e transferência desta responsabilidade para um esforço social mais amplo; (d) enfraquecimento da noção de educação como ensino, entendido como transmissão do patrimônio cultural acumulado pela humanidade, e sua substituição pela vaga noção de construção da autonomia, isto é, formação de indivíduos capazes de assumir uma postura crítica e criativa frente ao mundo”.
Nesse sentido, conclui-se que a barbárie reinante é parte da estratégia da elite brasileira em perpetuar-se no poder usufruindo das benesses historicamente usurpadas da classe trabalhadora, controlando o sistema burocrático estatal (custos e dos gastos com a educação pública) e difundindo o ensino privado, ora exercendo o controle sobre os níveis dos salários, degradando o sistema público de ensino, ora investindo nos setores estratégicos, quando o referido processo de degradação interferir na manutenção das taxas de lucros. Isso expõe o descaso das elites brasileiras (patrões e governos) com os destinos dos jovens filhos da classe-que-vive-do-trabalho neste país.
Diante do exposto, é certo que não serão esses projetos supostamente “milagrosos”, como o “Mais Educação” aplicados a nível federal ou seus congêneres aplicados a nível estadual (Escola da Família/Pé no Chão) que salvará a educação pública. Muito pelo contrário, o caos educacional presente são resultados da aplicação das políticas educacionais reformistas (presentes em tais programas) que tem visado somente cumprir metas de desenvolvimento da educação estabelecidas por organismos financeiros internacionais, requisitos condicionais para o acesso aos empréstimos que resolvem as necessidades da burguesia brasileira, sem a menor preocupação com a qualidade da educação pública.
Nesse sentido, não podemos cair no “canto da sereia” dos governos e muito menos acreditar que projetos apedagógicos como estes servem à classe trabalhadora. Devemos cobrar investimentos estatais direto nas escolas (no mínio 10% do PIB) e incentivar o controle público dos recursos e dos projetos via Conselho de Escola e de Grêmio Estudantil. Isso será melhor viabilizado, quando nós, professores (as), desenvolvermos dentro de nossas escolas uma ação sindical forte, organizada pela base, pois a realidade vivida pela classe trabalhadora só pode ser modificada pela própria classe trabalhadora em luta contra a expropriação histórica dos direitos de acesso aos bens que produzem com o seu trabalho.
Um projeto de educação voltado à classe trabalhadora deve superar a redução de sua educação à preparação para o trabalho. Deve produzir novas formas de sociabilidades. Assim, uma política educacional séria deve ser aquela fundamentada na superação da exclusão, cujos princípios devem convergir para o usufruto daquilo que, historicamente, o nosso trabalho (enquanto classe trabalhadora) produziu. Queremos ter o direito ao usufruto da ciência, da literatura e das artes, ou seja, de tudo que os humanos construíram até hoje.
Por: Por Claudemir Mazucheli Canhin – Professor de Geografia na Rede Estadual de São Paulo e na Rede Municipal de São Paulo – Membro do MOEB (Movimento dos Educadores Organizados pela Base) – Socialista Livre – e autor/organizador do Blog: http://profcmazucheli.blogspot.com/.

sábado, 23 de março de 2013

Cultura vale ou não vale?

Folha da Manhã

 
Quantos campistas vão com frequência ao cinema ou ao teatro? Se são poucos, pode-se saber que essa realidade não é apenas da Planície. A partir do for-te argumento de que a maioria da população brasileira não vai ao cinema, não conhece museus e nunca assistiu a um espetáculo de dança, o Ministério da Cultura (Minc) veicula um vídeo em seu site oficial utilizando esse dado para justificar a importância do Vale Cultura, subsídio a ser concedido para o consumo cultural, ainda neste ano, aos trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. Nesse contexto, a ministra Marta Suplicy chegou a ventilar a hipótese de o benefício poder ser utilizado também no pagamento de mensalidades de TV por assinatura, o que logo recebeu severas críticas por parte de produtores culturais.
Em Campos, essa possibilidade também foi rechaçada por alguns profissionais da área. Após a polêmica, a ministra declinou de sua intenção.
Segundo o advogado Allan Rocha, o Vale Cultura é um projeto de inclusão cultural por meio da distribuição de R$ 50 para aquisição de livros, filmes e outros bens culturais clássicos. Para ele, abrir o uso do Vale Cultura para pagamento de TV por assinatura seria um retrocesso.
— O Vale se tornaria mais um instrumento de financiamento da industrial cultural tradicional, que não mais se sustenta e que depende de verba pública para sobreviver. E detalhe: são em sua maioria multinacionais. Então, pagaríamos para sustentar a existência de empresas estrangeiras moribundas. A possibilidade de usá-lo para pagar TV por Assinatura é, talvez, o exemplo mais grotesco deste desvirtuamento — disse.
O produtor cultural Fernando Rossi considera que o Vale só será significativo se houver formas de garantir que ele seja utilizado para consumir cultura.
“O Vale Cultura é uma iniciativa interessante, mas, é necessário que essas pessoas consumam cultura mesmo, que ele venha para estimular o público a assistirem espetáculos de dança, música e teatro. Não se pode permitir que funcione como uma moeda de troca, do gênero vale transporte que é trocado por qualquer outra coisa. Ele é importante dar possibilidades à população, que muitas vezes não podem ter acesso aos eventos culturais por falta de condições financeiras”, argumentou.
De modo semelhante pensa o teatrólogo Antonio Roberto Ka-pi: A princípio o Vale Cultura é válido e importante. Penso que corre o risco de ser mal administrado, de vir a servir ao consumo de descartáveis. Para que não seja mais um mecanismo falho, é necessário trabalhar o que é cultura de fato, ou ficaremos na mesma mixórdia. O Vale tem que beneficiar o indivíduo — artista e consumidor — não as empresas. A questão requer maior discussão”, disse.
Sobre o fato de o projeto prever ainda uma renúncia fiscal de R$ 500 milhões, Allan Rocha acredita que fará falta em áreas carentes de financiamento. “Esse é um exemplo de mau uso de dinheiro público. O valor que o governo tem para investir na área cultural através do financiamento de projetos é de apenas 40% deste montante. Faltam bibliotecas, cinemas, teatros, enfim, espaços públicos de difusão cultural. Além da falta de conservação de grande parte do patrimônio cultural imóvel. Este dinheiro, anualmente, resolveria inúmeros destes problemas, mas está sendo muito mal direcionado”, acrescentou.
 
Talita Barros

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Governo tenta frear proposta de 10% do PIB para educação

KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

Na tentativa de frear o avanço da proposta que aumenta os gastos públicos com educação para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto em um período de 10 anos, o governo federal definiu na tarde de ontem uma estratégia com deputados do PT.
A bancada, que votou em peso a favor do projeto na comissão especial da Câmara, foi cobrada por interlocutores da presidente Dilma Rousseff. A estratégia agora é apresentar um requerimento para que o tema seja discutido no plenário da Câmara, ao invés de seguir diretamente para o Senado.
Segundo a Folha apurou junto ao Palácio do Planalto, a ideia do governo é utilizar a votação em plenário para "enfraquecer" o projeto. Se a proposta chegar com menos força no Senado, o governo acredita que conseguirá convencer os senadores da base a derrubarem o texto.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a dizer que, se o Congresso aprovar o percentual de 10% do PIB para a educação, pode "quebrar o Estado brasileiro".
O governo também tem argumentado com a base aliada que é temerário aprovar propostas que comprometam as finanças públicas em um cenário de crise econômica internacional.
Ontem, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, esteve na Câmara dos Deputados discutindo o assunto com parlamentares do PT. A ministra pediu responsabilidade dos parlamentares petistas com a questão dos gastos públicos e acertou a votação contra o projeto quando ele for submetido à votação em plenário.
Atualmente, o país destina cerca de 5% do PIB para a educação. O novo índice é um dos pontos mais polêmicos do PNE (Plano Nacional de Educação), que define metas e estratégias para o setor num período de dez anos.
Também ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a criticar a aprovação dos 10% durante audiência pública no Congresso. Mercadante cobrou dos parlamentares a definição da fonte de recursos para pagar o investimento adicional proposto pela Câmara dos Deputados.

Fonte: Uol.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Governo Federal cria o Cartão Nacional da Saúde que estará funcionando a partir do dia 1º de março

Conforme determinação da Portaria nº 763, de 20 de julho de 2011, a partir do dia 1º de março, todos os brasileiros deverão ter o Cartão Nacional da Saúde (CNS) para ter atendimento nos locais que prestam serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De março em diante, os usuários do serviço terão de informar o número do Cartão, que será solicitado na admissão do paciente, não importando se o atendimento é pelo SUS, particular, ou por plano de saúde. A informação é do blog “Estou Procurando o que fazer”.
As pessoas que não tiverem o Cartão de Saúde não serão impedidas de receber atendimento em qualquer estabelecimento público de saúde. A meta do Ministério é implantar o registro eletrônico de saúde em todos os municípios brasileiros até 2014.

Como é feito o cartão

O cadastramento é realizado pelas prefeituras e remetido ao governo federal. O CNS tem o formato de um cartão de crédito e contém os dados pessoais do usuário e o número nacional exclusivo, fornecido pelo Ministério da Saúde. Foi criado para ser o cadastro único de todos os usuários do SUS e centralizar todas as informações sobre o paciente.
Por intermédio dele, o histórico de atendimento do usuário poderá ser acompanhado em qualquer unidade de saúde em todo o país. Esse acompanhamento também pode ser feito pelo portador do cartão em área restrita do site do Portal de Saúde do Cidadão, onde constarão informações individuais sobre os contatos com o SUS. As informações disponibilizadas permitem saber quem foi atendido, onde, por quem e com qual tipo de problema, os remédios, os exames e os pedidos de consulta feitos em todo o território nacional.

Fonte: Campos Notícia

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dilma sanciona sem vetos lei que prevê 90 dias de aviso prévio


BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira sem vetos a lei que determina aos trabalhadores aviso prévio de até 90 dias, a depender do tempo de trabalho, informou a Casa Civil da Presidência da República.
De acordo com o texto, o aviso prévio que o empregador deve conceder em caso de demissão passa a ser proporcional ao tempo de trabalho na empresa. Para quem tem até um ano, nada muda, continuando os atuais 30 dias previstos na Constituição.
A partir de um ano, serão acrescidos ao aviso três dias para cada ano de trabalho, podendo chegar ao máximo de 90 dias.
A sanção será publicada na edição do Diário Oficial de quinta-feira.
(Por Hugo Bachega)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Alunos da UFF paralisados até sexta

 Alunos do pólo da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos, vão fazer uma paralisação a partir de hoje até sexta-feira, com manifestações, para pedir melhores condições. O graduando em Serviço Social, Jonis Sales Felippe, listou as reivindicações dos estudantes, que estão numa carta aberta.

“Estamos há 3 anos esperando a licitação para o início das obras do novo prédio e permanecemos estudando em módulos metálicos alugadosque justificam a transferência de recursos públicos para a iniciativa privada. Além disso, tivemos os concursos públicos para professores e técnicos suspensos (o que justificou a abertura de vagas temporárias, que não garantem a realização de pesquisa e extensão e ainda nem foram efetivadas). Tal situação acaba por produzir situações insustentáveis,tais como: disciplinas e turmas sem professor; salas de aula superlotadas; ausência de espaço físico para estudo, pesquisa, extensão e demais atividades acadêmicas; professores e funcionários com atividades acumuladas; assistência estudantil desproporcional ao número de estudantes que entram na universidadesuperlotada; ausência de espaço físico para estudo, pesquisa, extensão e demais atividades acadêmicas; professores e funcionários com atividades acumuladas; assistência estudantil desproporcional ao número de estudantes que entram na universidade”.

Além disso, segundo os estudantes, há três meses os técnicos-administrativos estão em greve lutando por reajustes salariais.

— Não contamos com condições básicas para o estudo e vamos somar forças aos técnicos-administrativos para chamar a atenção do governo Dilma e da reitoria — disse Jonis.

A Folha tentou falar com a reitoria, mas não houve sucesso.

Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MEC distribuirá livros para professores de alfabetização


Brasília - No próximo ano, cerca de 130 mil professores que trabalham na alfabetização de crianças de seis anos de idade, em 90 mil escolas públicas do país, receberão livros de literatura e jogos infantis. O material servirá de reforço na aprendizagem da leitura e da escrita de 3,9 milhões de estudantes do primeiro ano do ensino fundamental.
O acervo faz parte do projeto Trilhas, parceria do Ministério da Educação com o Instituto Natura e o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), de São Paulo.
De acordo com o diretor de formulação de conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Sérgio Gotti, 2.008 municípios serão atendidos com o material. Nesse grupo de cidades estão aquelas com índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) abaixo da média nacional (em 2009, de 4,6 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental), as 26 capitais e aquelas com mais de 150 mil habitantes, além do Distrito Federal.
O projeto Trilhas é composto por caderno de orientação sobre o uso dos livros e dos objetos educacionais; oito cadernos de orientação e sugestão de atividades para os professores; acervo de 20 livros de literatura infantil e dez jogos para cada uma das 90 mil escolas.
Os livros e os jogos infantis que compõem o acervo foram adotados pelo Instituto Natura, criador do projeto, em 2005, e agora integram o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) do Ministério da Educação. O material foi testado em escolas de 300 municípios até o ano passado.
Segundo Gotti, antes de integrar os livros e jogos ao PNBE, as obras foram avaliadas e, quando necessário, adaptadas à política de livros e objetos educacionais do governo federal. A revisão e a adaptação ficaram sob a responsabilidade do Cedac.

Fonte: Jornal O Dia

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MEC anuncia distribuição de tablets para alunos de escolas públicas em 2012

O objetivo do benefício é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia

Foi anunciado nesta quinta-feira (01/07), pelo Ministro da Educação Fernando Haddad, que no próximo ano, o MEC vai distribuir tablets do tipo prancheta (da espessura de um livro) a escolas públicas do país. O objetivo do benefício, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano, e que o MEC está investindo em conteúdos digitais educacionais.

"O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental”, ressaltou o Minsitro.

Haddad não soube precisar o volume de tablets que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das “centenas de milhares”. Ele destacou ainda, que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

“O MEC, neste ano, já publica o edital de tablets, com produção local, totalmente desonerado de impostos, com aval do Ministério da Fazenda. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, já haverá uma escala razoável na distribuição de tablets.”

Fonte: Site Ururau

Comentário da Blogueira:

Excelente iniciativa do MEC, contextualizando os alunos da rede pública ao universo informatizado atual, só espero que seja respeitado o princípio da universalização, ou seja, que essa realidade chegue à todos realmente.