SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS
O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.
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terça-feira, 18 de março de 2014
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Sem estrutura, aulas suspensas
Matéria publicada hoje no Jornal Folha da Manhã
Por causa de problemas estruturais, alunos da Escola Municipal Santo
Antônio, em Guarus, estariam sem aulas há cerca de 15 dias. A situação
tem deixado os pais indignados. Segundo os alunos, uma caixa d’água
teria quebrado e estaria causando infiltração em vários cômodos. A
coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação
(Sepe), Christine Marcelino, disse que a educação em Campos, que ficou
em último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(Ideb-2011) no estado, pede socorro.
Pais que foram levar os filhos à escola na manhã de ontem ficaram revoltados, pois os mesmos teriam sido dispensados. A cabeleireira Verônica Dias, 33 anos, que tem um filho matriculado no 4º ano, foi uma das que reclamou. “O problema vem se arrastando desde o início do ano. Eles não podem nem acender a luz porque sai água do interruptor”, disse ela, reclamando também do muro da escola, que é baixo e não estaria oferecendo segurança.
A Folha constatou o problema em duas caixas d’água, que estavam com buracos, através da casa de um vizinho, já que não houve permissão para que a equipe fizesse reportagem no local.
A secretaria de Educação disse ter tomado providências para solucionar o problema do vazamento. A secretaria informou, ainda, que a escola não ficou sem aulas. Alunos que estavam em salas onde havia umidade foram dispensados, mas terão as aulas repostas. A chefe de gabinete da secretaria de Educação, Gisele Santos, disse que a questão do muro será avaliada.
Dulcides Netto
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Ideb: Cambuci bem, Campos mal
Cambuci também teve melhor desempenho que Campos no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb-2011) da rede municipal. O município do Noroeste Fluminense alcançou 4,7 pontos, enquanto Campos, a maior cidade do interior do estado do Rio, conseguiu somente 3,6. Vale destacar que em Cambuci se encontra a escola estadual que apresentou o segundo maior Ideb nacional, que foi a Waldemiro Pitta. Segundo a secretária de Educação, Maria Aparecida Machado, que assumiu o cargo em janeiro deste ano, o objetivo é fazer mais melhorias para que o Ideb continue crescendo. Já em Campos, a secretária de Educação, Joilza Rangel, informou que o município está entre as 10 melhores cidades do país em frequência escolar e que vem desenvolvendo ações, em parceria com o Governo Federal, para melhorar o rendimento escolar.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Ideb é calculado a partir de dois componentes: ta-xa de rendimento escolar (aprovação) e médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente pelo Inep. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil (para Idebs de escolas e municípios) e do Saeb (no caso dos Idebs dos estados e nacional).
Segundo Maria Aparecida, que não estava à frente da pasta durante o processo de estudos do Ideb, algumas coisas foram feitas para tentar alcançar a meta projetada pelo Ministério da Educação (MEC).
— Houve aumento do piso salarial e melhorias no ambiente físico de algumas escolas, como a climatização de salas de aula. Agora, estamos investindo em material didático, uniformes, implantação do Plano de Carreira, merenda, entre outras coisas — explicou Maria Aparecida.
Em nota, a Prefeitura de Campos informou que dentro da política de valorização dos servidores, o governo, através da secretaria municipal de Educação, supera o piso nacional da categoria, mesmo depois do reajuste de 22,22% da-do pelo Ministério da Educação.
— O reajuste prevê que os professores passem a ganhar R$ 1.451 para jornada de 40 horas semanais. No entanto, o governo municipal já vinha pagando a todos os professores, salários acima do piso nacional — dizia a nota.
Valorização profissional é caminho na visão do Sepe
Para o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), em Campos, a Prefeitura deveria investir em valorização profissional e melhorar a infraestrutura das escolas. A coordenadora geral, Christini Marcelino, contou que desde 2009 o sindicato vem fazendo denúncias sobre a situação. “A educação de Campos pede socorro. Há carência de profissionais nas escolas, que também não apresentam condições dignas de trabalho e isso atrapalha o bom desempenho do aluno. Além disso, algumas escolas foram fechadas. Nós do Sepe não nos surpreendemos com o resultado obtido”.
Christini destacou medidas como a implantação de uma eleição direta para escolha de diretores e a convocação dos concursados. “Essas são questões que o sindicato vem lutando há bastante tempo e, por enquanto, nada é resolvido. Se todos os concursados fossem convocados, iria melhorar a carência e daria mais dignidade ao ensino”.
Mário Sérgio Júnior
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Quissamã dá exemplo a Campos
Matéria publicada hoje no Jornal Folha da Manhã
Com 1,5 ponto de diferença, Quissamã atingiu 5,1 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb-2011), ficando também à frente de Campos, que ocupou a última posição dentre os municípios do estado do Rio, com apenas 3,6. A secretária de Educação de Quissamã, Maria Aparecida Santos e Silva, disse que, ao longo do ano passado, a pasta implantou vários programas para diminuir o índice de evasão escolar e defasagem de aprendizado, que resultou no aumento considerável do Ideb. Já a Prefeitura de Campos informou, por meio de nota, que além de aplicar mais de 27% do seu orçamento em Educação, tem investido em merenda de qualidade, novos uniformes, construção de escolas e creches modelos, implantação do Plano de Cargos e Salários e realização de concurso público para a área.
Aparecida afirmou que o resultado do Ideb representa o desenvolvimento dos trabalhos feitos nas escolas, como o reforço escolar e os simulados que antecipam a aplicação da Prova Brasil, avaliação que influencia no resultado do índice, além de realizar reuniões quinzenais com orientadores pedagógicos de cada escola. “É importante destacar a qualidade da educação em Quissamã, onde a Prefeitura investe na formação continuada dos professores, considerando que boa parte destes profissionais é formada em Pedagogia, com bolsa de estudos e transporte gratuitos”, afirmou ela, ressaltando também a chegada de professores com o concurso público, que em sua maioria demonstram empenho e dedicação.
A coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), em Campos, Christini Marcelino, disse que várias escolas no município não oferecem condiçõ-es para os alunos estudarem. “Fazemos visitas às escolas regularmente e, em muitas delas, encontramos salas superlotadas e instalações elétricas feitas de mau jeito”.
Em Campos, a secretária de Educação, Joilza Rangel, ressaltou que mais de 190 escolas foram reformadas e 11 novas unidades foram entregues, co-mo escolas e creches modelos: “Foi adotado um Programa do Livro Didático, unificando o aprendizado; implantado o Plano de Cargos e Salários pa-ra os professores, entre outras melhorias, que resultaram no avanço das notas de uma rede municipal que tem 60 mil alunos, 5 mil professores e mais de 240 unidades”, explicou Joilza.
Pesquisador aponta falhas no processo educacional
Para o pesquisador em Educação da Universidade Estadual do Norte Fluminense e avaliador/consultor do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE/RJ), Carlos Henrique Medeiros de Souza, a educação em Campos ainda está a desejar. “Pelo que vejo ao longo do tempo, a educação no município está em segundo plano. O governo tem priorizado medidas imediatistas, como cursos profissionalizantes por conta de investimentos que estão chegando à região, e acaba se esquecendo da educação básica”, comentou.
Ele disse ainda que a melhor coisa a se fazer para que o próximo Ideb seja melhor é o comprometimento. “Ainda existe uma falta de comprometimento em relação a alguns aspectos da educação básica. Enquanto não houver um choque na gestão, nada vai mudar. O ensino fundamental é o mais importante no aprendizado, pois é o que dá base e de-ve ser prioridade em qualquer lugar”, concluiu.
Mário Sérgio
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Em Campos, recursos do petróleo não ajudam a melhorar o desempenho no Ideb
Roberta Hoertel
Enquanto o município de Campos se orgulha do progresso econômico e desenvolvimento na área petrolífera, os resultados obtidos no Ideb 2011 não dão motivos para comemorações. Governada desde 2009 por Rosinha Garotinho, a cidade ficou em último lugar no estado na avaliação que levou em conta o desempenho de alunos do 1 ao 5 anos do ensino fundamental. Do 6 ao 9 anos, o resultado é um pouco melhor: está entre as 21 piores. Campos é a terceira cidade mais rica do Rio.
Em relação às escolas, a cidade tem duas da rede estadual entre as 14 piores no estado, com base nos resultados de alunos do 6 ao 9 anos. Já do 1 ao 5 anos), das 20 piores escolas do estado, sete estão em Campos.
A rotina escolar pode explicar o fracasso. Ir à aula na rede municipal é sempre uma dúvida para os alunos. A falta de professores constante quebra a rotina de estudos. Luciano Carneiro acaba de matricular a filha na rede municipal e já sofre com os problemas. A menina, no 4 ano da Escola Municipal Vilma Tamega, no Centro, começaria as aulas no início da semana. Até ontem, a professora não havia comparecido.
— As salas estão sempre cheias. Aí, falta professor, e eles juntam uma turma de 30 com outra de 50 alunos, com níveis diferentes. Não tem como desenvolver o ensino assim — diz o pai da jovem, que reclama também da estrutura das escolas.
Sindicato pede ações para melhorar
Na análise dos números da educação, a briga entre o sindicato dos professores e a prefeitura agrava ainda mais a situação em Campos.
— As diretoras das escolas são indicadas, não por mérito, mas por interesse. Não há eleição como já foi solicitado e aprovado. Dessa maneira, nunca conseguiremos melhorar — afirma Cristini Marcelino, diretora do sindicato.
Secretária de Educação desde 2010, Joilza Rangel assume o problema da ausência de professores nas salas de aula, mas atribui o fato ao excesso de licenças médicas. Sobre o Ideb, a secretária afirma que, apesar da má colocação, comparado aos anos anteriores, o índice da região foi motivo de comemoração:
— Avançamos 63%. Comparado com o que encontrei, já foi um grande salto.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Ensino médio piora em nove estados, aponta Ideb
Se os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 indicam melhora na qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental, os resultados não são animadores no ensino médio. Entre 2009 e 2011, o Ideb do ensino médio subiu apenas 0,1 ponto, passando de 3,6 para 3,7. A meta nacional esperada para o período foi atingida, mas em nove estados o índice piorou em relação à edição anterior.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, argumentou que “internacionalmente” o ensino médio continua sendo um “grande desafio” para qualquer sistema educacional. Ele defendeu que o currículo da etapa precisa ser reformulado porque é muito sobrecarregado. Em algumas redes de ensino, o total de disciplinas chega a 19. “É uma sobrecarga muito grande que não contribui para você ter foco nas disciplinas essenciais, como língua portuguesa, matemática e ciências”, disse.
Outro problema do ensino médio, segundo Mercadante, é a falta de professores com formação específica para algumas áreas, como matemática e ciências, além da alta concentração de matrículas no turno noturno – 30% dos jovens do ensino médio estudam à noite.
Vera Masagão, coordenadora-geral da organização não governamental Ação Educativa, aponta que o ensino médio é um nível subfinanciado. “A gente precisa de um investimento muito forte em qualidade e não é à toa que a matrícula também está aquém, poderia haver muito mais jovens matriculados no ensino médio que estão fora da escola”, disse.
Mercadante não quis comentar os resultados dos estados que tiveram Ideb inferior ao registrado em 2009. “Uma mesma região tem estados e cidades que evoluíram muito mais que outros. Há especificidades, a gestão na ponta. O professor na sala de aula, o diretor da escola, o secretário municipal. Vamos olhar essa informação e tentar tirar lições para avançar”, disse. O ministro aposta que a educação em tempo integral pode ser uma “grande resposta” para melhorar a qualidade do ensino.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, argumentou que “internacionalmente” o ensino médio continua sendo um “grande desafio” para qualquer sistema educacional. Ele defendeu que o currículo da etapa precisa ser reformulado porque é muito sobrecarregado. Em algumas redes de ensino, o total de disciplinas chega a 19. “É uma sobrecarga muito grande que não contribui para você ter foco nas disciplinas essenciais, como língua portuguesa, matemática e ciências”, disse.
Outro problema do ensino médio, segundo Mercadante, é a falta de professores com formação específica para algumas áreas, como matemática e ciências, além da alta concentração de matrículas no turno noturno – 30% dos jovens do ensino médio estudam à noite.
Vera Masagão, coordenadora-geral da organização não governamental Ação Educativa, aponta que o ensino médio é um nível subfinanciado. “A gente precisa de um investimento muito forte em qualidade e não é à toa que a matrícula também está aquém, poderia haver muito mais jovens matriculados no ensino médio que estão fora da escola”, disse.
Mercadante não quis comentar os resultados dos estados que tiveram Ideb inferior ao registrado em 2009. “Uma mesma região tem estados e cidades que evoluíram muito mais que outros. Há especificidades, a gestão na ponta. O professor na sala de aula, o diretor da escola, o secretário municipal. Vamos olhar essa informação e tentar tirar lições para avançar”, disse. O ministro aposta que a educação em tempo integral pode ser uma “grande resposta” para melhorar a qualidade do ensino.
Fonte: Agência Brasil
Ideb: Campos em último lugar
O resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) relativos a 2011, trouxe números diferentes para municípios da região. Entre os 92 municípios do Estado, Campos aparece em último lugar, com a nota 3,6. Segundo o site do Ideb, a meta da cidade era 3,7. Em 2009, o Ideb geral mostrou que Campos não conseguiu alcançar metas do Ministério da Educação, mas na avaliação específica das escolas municipais o 1º segmento do Ensino Fundamental ficou com nota 3,3 (a meta era 3,3) e no 2º segmento alcançou 3,1 (meta 2,9). Já a cidade de São João da Barra alcançou 4,8 e atingiu a meta de crescimento. Quissamã e São Fidélis aparecem com 5,1, também atingindo a meta. Os municípios de Cardoso Moreira e São Francisco de Itabapoana, com 3,8 e 4,3, respectivamente, não atingiram a meta.
Municípios vizinhos e ricos em royalties como Campos (3,6) e Rio das Ostras (5,7) obtiveram resultados diferentes. Presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio (Undime), José Adilson Gonçalves Priori lembra que, além da questão do tamanho (muito grande), Campos enfrentou problemas administrativos com a cassação e o retorno da prefeita Rosinha Garotinho (PR). “Quanto maior o município maior a complexidade. Alem disto, os problemas políticos enfrentados por aquela cidade com as trocas de prefeitos, acabam interferindo na gestão administrativa, que precisa de uma ação continuada para dar certo”, disse.
Estado- A rede estadual do Rio de Janeiro subiu, em apenas um ano, 11 posições no Ideb 2011 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), saindo da 26ª para a 15ª colocação no Ensino Médio. Foi, ao lado de Goiás, o estado que galgou o maior número de posições.
- Foi um resultado maravilhoso para uma rede que estava em penúltimo lugar na última avaliação. Conseguimos alcançar as metas estabelecidas no início de 2011, quando implementamos o Planejamento Estratégico da Secretaria de Esucação – afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia.
A melhoria se deu, principalmente, por causa da evolução da proficiência (indicador que mede a aprendizagem dos alunos). Nesse quesito, o Estado do Rio foi o que mais avançou entre os estados da Federação. Isso se traduz na melhoria da qualidade do serviço prestado aos alunos e, ainda, na redução da desigualdade entre as diversas escolas da rede estadual.
- As avaliações periódicas já apontavam uma melhoria no aprendizado dos alunos. Percebemos, na análise dos microdados, que a desigualdade da rede caiu em 25%. Isso foi fruto de um trabalho árduo das Diretorias Regionais e dos nossos professores – disse o secretário.
No indicador de fluxo escolar, a notícia também é positiva. A rede estadual obteve a segunda melhor variação do Brasil.
O que é IDEB ?- O Ideb é um índice desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que tem como objetivo mensurar a qualidade da educação brasileira. No seu cálculo são combinados dois fatores: o desempenho dos estudantes na Prova Brasil, aplicada a cada dois anos, e a taxa de aprovação das redes, usada para medir a eficiência do fluxo escolar. Por isso, uma rede pode ter um desempenho acadêmico melhor do que outra, mas um Ideb pior, devido a taxas de aprovação menores.
A equipe da Folha tentou entrar em contato com a secretária de Educação de Campos, Joilza Rangel, mas ela está participando de uma reunião.
As informações são do Blog do Bastos e o resultados podem ser vistos aqui.
Municípios vizinhos e ricos em royalties como Campos (3,6) e Rio das Ostras (5,7) obtiveram resultados diferentes. Presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio (Undime), José Adilson Gonçalves Priori lembra que, além da questão do tamanho (muito grande), Campos enfrentou problemas administrativos com a cassação e o retorno da prefeita Rosinha Garotinho (PR). “Quanto maior o município maior a complexidade. Alem disto, os problemas políticos enfrentados por aquela cidade com as trocas de prefeitos, acabam interferindo na gestão administrativa, que precisa de uma ação continuada para dar certo”, disse.
Estado- A rede estadual do Rio de Janeiro subiu, em apenas um ano, 11 posições no Ideb 2011 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), saindo da 26ª para a 15ª colocação no Ensino Médio. Foi, ao lado de Goiás, o estado que galgou o maior número de posições.
- Foi um resultado maravilhoso para uma rede que estava em penúltimo lugar na última avaliação. Conseguimos alcançar as metas estabelecidas no início de 2011, quando implementamos o Planejamento Estratégico da Secretaria de Esucação – afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia.
A melhoria se deu, principalmente, por causa da evolução da proficiência (indicador que mede a aprendizagem dos alunos). Nesse quesito, o Estado do Rio foi o que mais avançou entre os estados da Federação. Isso se traduz na melhoria da qualidade do serviço prestado aos alunos e, ainda, na redução da desigualdade entre as diversas escolas da rede estadual.
- As avaliações periódicas já apontavam uma melhoria no aprendizado dos alunos. Percebemos, na análise dos microdados, que a desigualdade da rede caiu em 25%. Isso foi fruto de um trabalho árduo das Diretorias Regionais e dos nossos professores – disse o secretário.
No indicador de fluxo escolar, a notícia também é positiva. A rede estadual obteve a segunda melhor variação do Brasil.
O que é IDEB ?- O Ideb é um índice desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que tem como objetivo mensurar a qualidade da educação brasileira. No seu cálculo são combinados dois fatores: o desempenho dos estudantes na Prova Brasil, aplicada a cada dois anos, e a taxa de aprovação das redes, usada para medir a eficiência do fluxo escolar. Por isso, uma rede pode ter um desempenho acadêmico melhor do que outra, mas um Ideb pior, devido a taxas de aprovação menores.
A equipe da Folha tentou entrar em contato com a secretária de Educação de Campos, Joilza Rangel, mas ela está participando de uma reunião.
As informações são do Blog do Bastos e o resultados podem ser vistos aqui.
Fonte: Folha da Manhã.
sábado, 19 de maio de 2012
Esses "bons resultados" não refletem a realidade da educação estadual!!!
Educação no Rio com bons resultados
De acordo com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (Saerj), o Rio está entre os estados onde o crescimento da taxa média de aprovação escolar foi mais significativo. O índice de reprovação e de abandono também diminuiu 3,6% e 1,3% respectivamente. Isso significa que os alunos estão abandonando menos as escolas, o que equivale ainda ao menor índice de repetência. “O resultado é animador”, disse a diretora pedagógica da Coordenadoria Regional da Educação, Maria Lídia Santana de Souza. Em contraponto, o Sepe afirma que os resultados ainda estão incompatíveis com a realidade das escolas.
Segundo ela, os números positivos foram alcançados devido ao trabalho intenso nas unidades escolares da rede, da coordenadoria e também da secretaria estadual de Educação, que vem realizando diversos projetos a fim de incentivar os alunos. Em todos os 11 municípios da região Norte e Noroeste Fluminense existem 106 escolas estaduais, sendo 53 só no município de Campos.
— As ações que estão sendo desenvolvidas em todas as escolas estão nos mostrando um resultado positivo, o que demonstra que nós estamos seguindo pelo caminho certo. No entanto, ainda há muito a ser feito — disse Maria Lídia. Ela informou ainda que os índices foram alcançados também por alguns projetos como o Controle de Frequência Escolar e as aulas de reforço gratuitas para os alunos do Ensino Médio. Para avaliar se a meta está sendo alcançada, diversas avaliações são realizadas durante o ano letivo. Em todos os bimestres, a prova chamada “Saerjinho” é realizada em todas as turmas, preparando os alunos para a prova do Saerj, que é aplicada no mês de outubro, onde os alunos que alcançam os melhores resultados são contemplados com um notebook. Além do Saerj, a cada dois anos, a Prova Brasil também é aplicada.
Os resultados avaliados nas provas de 2009 a 2011 apontaram que a taxa de aprovação da rede estadual cresceu 5%. Inclusive a 1ª série do Ensino Médio, que era considerada aquela em que menos se aprova e foi a que demonstrou maior progresso: 5,6 pontos percentuais. Já no Ensino Fundamental, o aumento na Taxa de Aprovação também foi de cerca de 5%. “Nós vamos continuar os nossos trabalhos e, principalmente, mostrar aos alunos que a escola pode ser um ambiente prazeroso, o que resultará em boas notas e, consequentemente, melhor rendimento escolar”, finalizou Maria Lídia.
A diretora do sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Graciete Santana, afirmou que os resultados constatados não indicam a melhoria na educação do estado. Segundo ela, a política de educação ainda está muito aquém a que deveria estar sendo aplicada nas escolas da rede.
— Esse resultado não nos convence, já que a realidade das escolas estaduais nos mostra um lado completamente diferente deste que está sendo afirmado. O índice de evasão escolar é grande e a taxa de reprovação também é significativa. Em 2009, o Brasil esteve entre o pior país em desempenho escolar e nós acreditamos que a melhora tenha acontecido, mas ainda assim, não há motivos para comemorar — afirmou Graciete.
Ela disse ainda que a valorização profissional também deveria ser o foco da pesquisa, já que os problemas referentes a ela, como o baixo salário dos professores e a consequente paralisação escolar, são prejudiciais aos alunos. “Não basta apenas que realizem boas ações para manter o aluno na escola, se o profissional da educação não está sendo devidamente valorizado. Ainda há muito a ser feito”, disse.
Ulli Marques
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Mais de um milhão de jovens estão "presos" no ensino fundamental, mostra Censo Escolar
Rafael Targino
Do UOL, em São Paulo
Mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra o
Censo Escolar 2011. Esses alunos têm mais de 14 anos e, por conta de reprovações
ou outros fatores, não conseguem passar de ano e, consequentemente, ir para o
ensino médio.
“No Brasil, você tem uma forte defasagem idade-série. Boa parte não conclui o
ensino fundamental na idade correta. Uma das causas disso é a forte reprovação",
diz Tufi Machado Soares, professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de
Fora) e especialista em fluxo escolar. "Evidente que o sistema é falho. Se um
aluno é reprovado, isso ocorre, pelo menos, porque ele não aprendeu o que
deveria.”
Esse contingente - os mais de um milhão de estudantes empacados no
fundamental - é a diferença entre a população com mais de 14 anos e o número de
matriculados no ensino fundamental, que atende justamente o público entre 6 e
14. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há
29.204.148 pessoas nesta faixa etária e 30.358.640 estudantes registrados entre
o 1º e o 9º ano das escolas brasileiras.
O fato de o estudante não conseguir ser aprovado gera a chamada “distorção
idade-série”. No 8º ano, por exemplo, a idade média dos estudantes já supera os
14 anos, ficando em 14,3. No 9º ano, última série do fundamental, a idade média
é de 15,2.
Esse “movimento” entre um nível e outro é chamado de fluxo escolar. O cálculo
do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta, entre
outros fatores, o fluxo.
Idade média dos estudantes no fundamental - rede pública Brasil
| 1º ano | 1ª série/ 2º ano |
2ª série/ 3º ano |
3ª série/ 4º ano |
4ª série/ 5º ano |
5ª série/ 6º ano |
6ª série/ 7º ano |
7ª série/ 8º ano |
8ª série/ 9º ano | |
| Esperada | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 2002 | - | 10,7 | 11,7 | 12,9 | 13,7 | 16,1 | 16,7 | 17,8 | 18,8 |
| 2011 | 6,7 | 8 | 9,2 | 10,2 | 11,3 | 12,5 | 13,4 | 14,3 | 15,2 |
Histórico do fluxo
Porém, a situação já foi pior. "Estamos melhorando, mas está muito
devagar. As políticas que foram planejadas foram se esgotando. Uma das causas
para não se ter um bom fluxo é a reprovação e o abandono. É preciso combater
isso melhorando a qualidade", disse Soares.
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), no
início dos anos 2000, a diferença entre matriculados e população chegava a 20%
contra os atuais 3,9%. Os números de 2011 mostram também que hoje, afirma o
governo, existe uma tendência a que os alunos consigam passar dos anos iniciais
do ensino fundamental (1º ao 5º ano).
A correção de fluxo, diz o especialista, é um processo que vem desde a década
de 80 no Brasil. "Num determinado momento da nossa história, lá na década de 80,
pensava-se que garantir a matrícula era o suficiente ara melhorar os níveis. Com
o tempo, percebeu que isso não era suficiente. Construir escola não bastava",
afirma. Na década de 90, ele diz, houve um aumento na política de correção de
fluxo, que, no entanto, tem dado resultados menos efetivos atualmente.
Soares aponta a progressão continuada nos primeiros anos do fundamental como
umas maneiras para reduzir a distorção: “A reprovação deve ser uma opção extrema
a ser adotada pela escola. Sou contra a reprovação nos primeiros anos escolares,
não vejo motivo para reprovar um aluno.”
Matrículas
Pelo quarto ano seguido, o Brasil teve uma redução no número de matrículas no
ensino básico, com uma queda de 1,1% em relação a 2010. O censo identificou
194.932 escolas no país em 2011, com 50.972.619 alunos - 84,5% deles em escolas
públicas. No ano passado, havia 51.549.889 estudantes.
A queda no número de matrículas foi puxada pela redução na rede pública
fundamental (-2,1% em relação ao ano anterior) e na educação de jovens e adultos
(-6,6% no nível fundamental e -4,4% no nível médio). Houve crescimento em
praticamente todos os outros níveis.
O Inep atribui a redução à "acomodação do sistema educacional" e ao
"aperfeiçoamento" do método de coleta dos dados. Neste ano, para evitar
duplicidades, o governo exigiu a comprovação documental de matrícula e de
frequência para os estudantes com mais de um vínculo escolar (matrículas em mais
de uma unidade). A distribuição de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta o número de alunos dos
municípios e Estados.
O Censo Escolar da Educação Básica é realizado anualmente pelo Inep.
Estabelecimentos públicos e privados de educação básica são obrigados por lei a
oferecer as informações.
Total de matrículas na rede de ensino
| 2010 | 2011 | Diferença (%) | |
| Educação infantil | 6.756.698 | 6.980.052 | + 3,3 |
| Ensino fundamental | 31.005.341 | 30.358.640 | - 2,1 |
| Ensino médio | 8.357.675 | 8.400.689 | + 0,5 |
| Educação profissional | 924.670 | 993.187 | + 7,4 |
| EJA - Fundamental | 2.860.230 | 2.681.776 | - 6,2 |
| EJA - Médio | 1.427.004 | 1.364.393 | - 4,4 |
| Educação especial (exclusiva) | 218.271 | 193.882 | - 11,2 |
| Educação especial (inclusiva) | 484.332 | 558.423 | + 15,3 |
| TOTAL GERAL | 51.549.889 | 50.972.619 | - 1,1 |
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