SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Wilson Diniz: A Educação e a sucessão

No Brasil, no Fórum do Inae, no BNDES, Mercadante parece que está reinventando o modelo educacional brasileiro
O Dia
Rio - A Educação foi tema central dos filósofos e dos líderes mundiais que governaram grandes nações e que pensavam num amanhã melhor para a humanidade. Dos pensadores gregos aos iluministas franceses. Recentemente o tema tem sido pauta de governantes como Barack Obama, que no seu governo firma acordos internacionais em intercâmbios acadêmicos entre nações.
No Brasil, no Fórum do Inae, no BNDES, o ministro Aloizio Mercadante parece que está reinventando o modelo educacional brasileiro. A mudança de conteúdo das disciplinas e a interação dos meios tecnológicos entre alunos e professores chamam a atenção da política da presidenta Dilma Rousseff na questão educacional do país.
Referindo-se ao Estado do Rio, o ministro disse: “Campos é cidade que mais recebe royalties, mas tem os piores indicadores do Ideb entre todos os municípios do país”. Os dados comprovam. É a peste epidêmica da ‘maldição dos recursos naturais’ ou o ‘mal holandês’, que contaminou os governantes que por ali passaram e optaram por priorizar Passarela de Samba, Centros Esportivos ou Carnaval fora de época e esqueceram a população de adolescentes que ficarão desempregados no futuro ou que serão hospedados em presídios públicos.
No estudo ‘Radiografia do Orçamento de Campos — Raio-X’, em 20 anos, dos R$ 15,9 bilhões orçados, R$ 11 bilhões eram das receitas dos royalties. Os indicadores do Ideb das escolas municipais são em média de 3,7: quando projetados para 2021, chegam a 5,2. É o legado do clã de Garotinho.
Cesar Maia, na Prefeitura do Rio, implantou a aprovação automática, uma espécie de ‘’genocídio educacional’, enquanto Garotinho esconde a realidade educacional da cidade de Campos e o seu alto índice de rejeição — 30% — na corrida da sucessão ao governo do estado. Os dois estão fora da sucessão estadual. Volto ao tema...
Wilson Diniz é economista e analista político

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Investimentos para a educação

Matéria publicada hoje no jornal Folha da Manhã

 
Embora seja favorável à Medida Provisória que destina para a educação todos os recursos dos royalties dos contratos assinados a partir de 3 de dezembro deste ano, a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), em Campos, Cristini Marcelino, defende maior transparência na sua aplicação.

— São recursos que precisam ser mais bem administrados — afirmou ela, destacando ainda que nas visitas semanais que faz a diversas escolas das redes estadual e municipal sempre se depara com uma realidade nada agradável, principalmente nas unidades municipais. “A educação está caótica”, afirmou.

Segundo Cristini, a Prefeitura faz propaganda das escolas e creches modelos, mas a situação em muitas unidades é precária.
— São escolas que funcionam em casas alugadas e com a estrutura ruim, como a Escola Municipal João Goulart, em Venda Nova, que estava caindo aos pedaços e foi demolida no final do ano passado. Após denúncia do Sepe e manifestação dos pais, os alunos foram alocados para outra escola e uma nova está sendo construída pela Prefeitura — relatou a sindicalista.

Cristini citou também o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, onde Campos ficou em último lugar dentre as cidades do Estado do Rio de Janeiro. Para ela, além da construção de novas escolas e creches, que se faz necessária diante da pouca oferta e grande demanda, é preciso que haja valorização profissional, começando pela reestruturação do Plano de Cargos e Salários, que hoje, segundo ela, contempla apenas os professores. “Os demais profissionais não são atendidos por ele”.
A Prefeitura de Campos foi procurada para comentar o assunto, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.

A MP 592/2012, que define os critérios para a distribuição dos royalties do petróleo a partir dos novos contratos de concessão e sua destinação integral à educação, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União no último dia 3. A presidenta Dilma Rousseff decidiu destinar 100% dos royalties de concessões futuras para a educação e 50% do fundo social do pré-sal.

Meta de investimento é de 10% do PIB

No anúncio da Medida Provisória (MP-592/2012), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a vinculação permite ao país alcançar a meta de investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE), nova lei que regulará o setor, já aprovada pela Câmara e em tramitação no Senado.

Hoje, mesmo com a exigência de um investimento mínimo estipulado pela educação, o Brasil investe apenas 5% de toda a riqueza que o país produz por ano.

— O que vai ficar no lugar se a gente desperdiçar essa riqueza com calçadas de luxo, obras suntuosas e máquina pública inchada? Não vai ficar nada. Se nós priorizarmos a educação nós vamos dar um salto extraordinário, mesmo quando o petróleo acabar — disse o ministro.

Segundo Mercadante, a educação de qualidade custa caro e o Brasil precisa aumentar o investimento no setor para recuperar seu atraso histórico.
 
Fernanda Moraes

terça-feira, 28 de agosto de 2012

"A FARRA DOS ROYALTIES"

Do Blog Na Luta pela Educação
A revista “Exame” desta semana trouxe matéria sobre um estudo que indica distorções nos municípios que recebem recursos oriundos dos royalties. No caso de Campos, que recebeu cerca de R$ 10 bilhões na última década, a matéria cita o Cepop, que custou cerca de R$ 80 milhões, e a situação da cidade nos rankings do Desenvolvimento e Educação. Confira a matéria completa:
 
 
1A

São oito páginas que evidenciam o descaso com a Educação em Campos.


Links escaneados da REVISTA EXAME.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Campos recebe royalties de dezembro com queda

 
Oito dias após receber R$ 177.072.670,12 referentes à participação especial na exploração do petróleo do quarto trimestre de 2011, Campos teve depositados nesta sexta- feira em sua conta mais R$ 48.709.076,64 de royalties referentes ao mês de dezembro do ano passado.
O valor repassado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) ao município é cerca de 2,42% menor que o depositado no mês anterior e quase 9% superior que o repasse feito em fevereiro de 2011.

Fonte: Folha da Manhã

* Imagem inserida pelo Blog SOS Educação em Campos