SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Continuei dando aula com olho sangrando, diz professor atingido por azulejo

  • Bruno é professor de biologia da rede particular de Salvador
    Bruno é professor de biologia da rede particular de Salvador
Um professor de biologia de uma escola particular na Bahia reverteu a hostilidade dos alunos após discursar por uma hora com o olho sangrando depois de ter sido atingido por um azulejo atirado por um aluno.
O caso ilustra o problema da violência contra professores, um tema de pouca ressonância nos programas eleitorais, mas que foi destacado por leitores da BBC Brasil em consultas sobre os grandes desafios da educação promovidas pelo #salasocial, que usam as redes sociais em busca de uma maior integração com o público.
A pedido da BBC Brasil, internautas compartilharam diferentes relatos sobre atos de violência contra profissionais de ensino. A partir de indicações dos leitores, ouvimos professores das redes pública e particular sobre a questão. Leia alguns relatos:

Azulejo no olho

Bruno, professor de biologia da rede particular de Salvador
"Era meu primeiro dia de aula numa escola privada de Itapuã, em Salvador (BA). A escola era privada, bem popular, com preço baixo de mensalidade e quase todos os alunos eram moradores do próprio bairro.
A direção parecia tratar o estudo como um negócio local mesmo, sem proposta pedagógica nenhuma. Fui contratado para substituir uma professora de biologia que não aguentou ficar por lá.
Meu primeiro contato com os estudantes foi por meio de um azulejo azul, arremessado por um aluno do 3º ano em meu primeiro dia de aula. Fui atingido acima do olho esquerdo e lembro de ter sangrado muito.
Decidi não recorrer à direção e tentar resolver tudo ali na sala mesmo. Seriam duas aulas seguidas, um total de 100 minutos.
Fiquei esse tempo inteiro sangrando e discursando sobre o ocorrido com os alunos. Tentei mostrar o lado do professor, que está ali ralando para ganhar pouco. Falei do contexto socioeconômico do bairro deles, que era muito precário, abandonado pelo Estado, e que eles deveriam aproveitar as oportunidades que tinham para aprender, trocar experiências, tentar promover uma vida de mais qualidade para eles, para a própria família, para o bairro.
Fui dando exemplos de coisas que aconteciam na comunidade. Ao invés de a população se organizar para melhorar a própria vida, eles mesmos se entrematavam, se agrediam, depredavam o próprio bairro... Atitudes como essa não ajudariam em nada.
Mais por compaixão pela minha situação, já que fiquei mais de uma hora falando enquanto sangrava, do que pelo discurso, alguns alunos aos poucos foram trazendo exemplos de pessoas que eram cordiais no bairro, que ajudavam uns aos outros etc.
O rapaz que jogou o azulejo, que eu sabia quem era, mas acabou achando que ficou no anonimato, ficou o tempo todo calado.
Fiquei dando aula nessa escola por apenas oito meses, pois surgiu outra oportunidade melhor para mim, mas depois desse dia senti uma aproximação melhor dos alunos comigo, parece que eles entenderam, acabamos ficando muito amigos... Inclusive esse aluno que jogou o azulejo ele passou a ser bem cuidadoso e respeitoso.
Acredito que tenha sido uma forma de se autoafirmar como o 'malandro' da sala, o cara perigoso, para ganhar certa autoridade perante os colegas. Acho que nesses lugares mais sofridos, essa é uma forma de elevação de autoestima comum entre os jovens. É se afirmar pela violência."

'O PCC entrou na escola'

Felipe, professor de matemática da rede pública de São Paulo
"Em minha escola, há toque de recolher. Os professores descem o morro em comboio. A polícia entra na escola e agride alunos violentos. Ficamos numa região extremamente vulnerável em termos de segurança. A área é comandada pelo PCC.
Por um tempo, dois alunos estavam colocando bombas no banheiro. Aquela velha história, sabe? Não, você não sabe.
Após algumas bombas e carros de polícia aparecendo atrás dos responsáveis, o chefe da facção criminosa entrou no colégio. Ele passou de sala em sala, uma por uma, dizendo que as bombas estavam atrapalhando o negócio dele.
E eu, professor lá, sem poder fazer nada. O homem dizia que, se os responsáveis continuassem, haveria revide. Ele não queria polícia toda hora na região, isso é ruim para as vendas.
No dia seguinte, já não tinha mais bomba. É assim que se resolvem as coisas?"

'Quebrou um vaso em minha cabeça'

Antônio, professor de história da rede pública de São Paulo
"Minha aula era das últimas da tarde. Quase no fim, dois meninos apareceram querendo entrar. Não deixei e mandei eles conversarem com a coordenadora. Ela pegaria seus dados e entraria em contato com a família para entender o atraso. Essa é a rotina normal.
Mas o menino estava muito alterado e partiu para a grosseria. Eu via que ele estava nervoso. Ele piorou, continuou xingando e ofendeu minha mãe, meu pai, minha família. Sexta série, 12 anos. Veja bem.
Ligamos imediatamente para a mãe dele. Ela chegou por volta de 18h10. Na sala de espera, ele sentou de um lado, a mãe do outro, ambos em frente a uma mesa de centro. Ali, ficava um vaso de flores de argila, trabalho feito por um aluno em sala de aula.
'O que foi que aconteceu com meu filho?', perguntou a mãe. Antes de eu responder, o vaso quebrou com força na minha cabeça. Era o menino.
Desmaiei na hora e, aos poucos, voltei. O impacto foi muito forte. Aí não teve mais conversa: fui direto para o hospital, fui medicado, e felizmente não houve nada mais grave.
Ele foi transferido para outra escola ali do lado. Continuávamos nos vendo. Aos poucos, voltamos a ter contato. Ele passou na minha casa, pediu desculpas. Desculpei."

'O trauma continua'

Jorge, professor de sociologia da rede pública de São Paulo
"Toda vez que eu ia para a lousa, eles começavam a bater as mesas contra o chão. Era um barulho ensurdecedor. Quando eu me virava, todo mundo ficava quieto. Voltava e eles repetiam de novo. Depois paravam. Sem fim.
Eram dois alunos que comandavam a sala, eu sabia disso. Uma hora, já tremendo, eu não aguentei e dei uma bronca neles. Quando voltei novamente à lousa, um deles falou um palavrão e ameaçou jogar uma cadeira na minha cabeça. Sempre anonimamente. Covardes.
Durante muito tempo, eu entrava em pânico antes de entrar na sala de aula. Ficou só na ameaça, mas o trauma continua. Você vive com medo.
Foram vários episódios, não só comigo como com colegas. Há muitos alunos que ameaçam, quebram carros, muitos já cometeram transgressões e voltaram para ressocialização.
Sei de um caso em que jogaram uma toalha no rosto de uma professora e a socaram. Casos de professoras que foram empurradas nas escadas. Ficou tudo tão banalizado que não sei nem se essa reportagem pode ajudar."
Fonte: BBC Brasil.

sábado, 10 de maio de 2014

Aluno ameaça professor com revólver em escola muncipal do Rio

Fachada da Escola municipal República do Líbano, em Vigário Geral
Fachada da Escola municipal República do Líbano, em Vigário Geral Foto: Reprodução/google street view
Marcos Nunes

Uma cena de violência chocou, nesta sexta-feira, alunos e professores da escola municipal República do Líbano, em Vigário Geral. Um aluno de 15 anos, que fazia parte de um grupo de seis estudantes, sacou um revólver e apontou a arma para o rosto de um professor de História. Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, da 38ª (Irajá), que investiga o caso, o jovem apertou o gatilho quatro vezes, mas a arma não disparou.
Ainda não se sabe a arma estava sem munição ou se teria apresentado defeito. Apavorado, o educador tentou retirar o revólver das mãos do adolescente.
Neste instante, um dos jovens que acompanhava o aluno, entrou na briga para tentar ajudar o menor. Outros três professores partiram em socorro do colega agredido e conseguiram impedir a continuação das agressões. Em seguida, todos os jovens fugiram levando a arma.
O episódio ocorreu no pátio da escola, por volta das 13h, após a entrada o turno da tarde.
— Os seis alunos são do turno da manhã. Eles retornaram à escola após pular um muro e queriam chegar até o auditório. Provavelmente, o agressor foi repreendido quando tentava beber água pelo professor de História e sacou a arma. Já aconteceram episódios de agressões entre alunos, mas nunca uma coisa tão grave assim. Eles (agressores) só foram embora depois que nós entramos para apartar — disse um professor, que comunicou o que aconteceu ao EXTRA pelo Whasts App do jornal (2199644-1263 e 21998099952) e pediu para não ser identificado.
Três professores e uma mãe de aluno que presenciaram a ameaça prestaram depoimento na 38ª DP. segundo um professor, o caso já foi comunicado à direção a escola.
No fim da noite de ontem, o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto confirmou ter aberto um auto de investigação para saber exatamente o que ocorreu na escola.
— Na segunda-feira vamos à escola para pegar com a direção os dados dos dois alunos que participaram do fato. Se for possível, ouviremos os menores neste mesmo dia. Também queremos saber sobre a origem da arma usada. No fim das investigações, remeteremos tudo para o Juizado de infância e Juventude — disse o delegado.
A Secretaria municipal de Educação disse que vai abrir uma sindicância para apurar os acontecimentos.



terça-feira, 18 de março de 2014

Nota da Regional 2 - Violência na escola: um descaso permanente: mais uma professora é agredida dentro da escola

A Direção da Regional 2 do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE) torna público sua total solidariedade aos profissionais da educação do CIEP Antonio Candeia Filho (SME/ 6ª CRE) e em especial a professora Marcelle , quanto ao episódio ocorrido na escola, no último dia 11 de março. O SEPE repudia qualquer ato de violência nas escolas. Chamamos a atenção, no entanto, para a grave crise nas redes municipal e estadual de Educação do Rio de Janeiro, que sofrem com a falta de pessoal, condições de trabalho e saúde e a valorização profissional.
Incidentes como este vêm se repetindo de várias formas nos últimos anos. O nível de estresse dos profissionais que trabalham nas escolas chega a um ponto nunca visto em nossa categoria. O professor, no seu dia-a-dia de trabalho, convive com turmas superlotadas; se aflige com a falta de uma política pedagógica coerente por parte da Secretaria de Educação, mudada a cada ano sem uma discussão aprofundada com a comunidade escolar. Contribuindo com a manutenção de sua política MERITOCRÁTICA que aprofunda com a falta crônica de estrutura nas escolas e a terceirização dos serviços.

A Direção da Regional 2 do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE) vem denunciando a falta de profissionais de educação, professores, funcionários administrativos e auxiliares nas redes públicas do Município e do Estado do Rio de Janeiro, gestores rebatem as denúncias dizendo se tratar de excesso de sindicalistas interessados apenas em tumultuar a ordem pública. Pois aí está mais um resultado do descaso, da falta de seriedade com a coisa pública e com as vidas humanas: Professora é agredida dentro da escola.

Professor e funcionário na escola é responsabilidade do poder público, que deve zelar por sua segurança.

Em todo este tempo, que já é longo, toda a vez que a REGIONAL 2 do SEPE denunciou a violência nas escolas, o poder público sempre apresentou a justificativa social.

Diante desta brutalidade sem precedentes, para nós, tanto a Secretária de Educação Cláudia Costin, quanto o prefeito Eduardo Paes devem ser chamados à responsabilidade.

O que eles dirão à nossa sociedade?

Não podemos admitir que esta situação torne-se tão comum como já vem acontecendo.

O SEPE, completará 37 anos de lutas neste ano, reafirmando os seus princípios em defesa da escola pública gratuita, democrática, laica, universal e de qualidade social. 

Fonte: Sepe RJ.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Educação vai tomar providências após professora ser agredida por tia de aluno


quinta-feira, 12 de setembro de 2013   –     Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas  - 16h49
Um grupo de professores(foto) da escola onde ocorreu a agressão esteve na Secretaria de Educação
professores na educação 1209 1professores na educação 1209 2 

A Secretaria Municipal de Educação anunciou providências para o caso de uma professora que foi agredida pela tia de um aluno na Escola Municipal Vilmar Cava Barros, no bairro do Jockey. Os professores falaram sobre o caso ao Campos 24 Horas. Ele se reuniram nesta manhã com a secretária da pasta, Marinéa Abude.  A professora agredida fez boletim de ocorrência na 134ª DP/Centro e a escola estuda a punição do aluno, que está suspenso. 
A agressão  teria ocorrido em virtude da professora ter impedido o aluno de atender uma ligação no celular. A tia do aluno, que estava na linha, não gostou e teria ido ao colégio e espancado a professora. A agressora teve de ser contida por funcionários da escola. Apesar das agressões, a professora passa bem.
Uma das integrantes do grupo que esteve na Secretaria de Educação nesta manhã, a professora Carla Maria(foto ao lado), falou ao Campos 24 Horas sobre o caso e as providências que foram anunciadas pela secretária Marinéa Abude. Carla conta que a professora repreendeu o aluno, de 14 anos, em razão dele ter atendido uma ligação no celular.
“ A professora chamou atenção do aluno porque ele atendeu o celular e estava em aula. Ela pediu para o aluno desligar o celular e ele não concordou. Ela, então, apanhou o celular das mãos dele e disse –ele agora não pode atender porque está em aula. Mas, ele não havia dito para a professora que era a tia que estava na ligação. E a professou desligou o celular. Em seguida, a tia foi à escola e espancou a professora”, contou Carla.
Secretaria vai tomar providências
Durante a reunião, foram anunciadas providências para aumentar a segurança na Escola Vilmar Cava Barros.
“É a primeira agressão que uma professora sofre na escola. Estamos aqui pedindo um apoio da Secretaria de Educação e da Guarda Civil Municipal. A secretária Marinéa nos garantiu que a Guarda vai estar na escola  fazendo um trabalho por um tempo. E o aluno, provavelmente, será transferido da escola”, afirmou Carla.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Jornal O Dia denuncia violência nas escolas da Maré

O Jornal O Dia publicou hoje (dia 10) matéria falando sobre os problemas enfrentados por profissionais e alunos das escolas localizadas no Complexo da Maré, que estão tendo seu funcionamento comprometido por causa dos constantes tiroteios entre policiais militares e traficantes. Os problemas se intensificaram depois do início da ocupação policial para a instalação de UPPS no complexo de favelas. Em maio, os Cieps Elis Regina e Samora Machel, na favela Nova Holanda,  puderam abrir ontem (dia 9). No mês passado, segundo a matéria, os estudantes perderam sete dias de aulas por cuasa de confrontos. O Sepe  havia feito denúncias sobre o problema, mas as autoridades estaduais e municipais não apresentaram qualquer tipo de solução.

O sindicato deixa claro que as autoridades de segurança devem se mobilizar para conter o problema e garantir o funcionamento das escolas, principalmente coibindo os casos de abuso dos policiais, que invadiram escolas, inclusive creches municipaispara revistar alunos e ocupar salas em busca de supostos "traficantes".
 
Fonte: Sepe RJ.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Alunos arremessam lixeira em professora de escola em São Paulo

São Paulo - Alunos de uma escola estadual de Franco da Rocha, em São Paulo, agrediram a professora de filosofia Maria de Fátima com uma lixeira. Os estudantes apagaram a luz da sala de aula e arremessaram o objeto, atingindo o olho da docente.
Professora é agredida com uma lixeira no olho por alunos | Foto: Divulgação
Professora é agredida com uma lixeira no olho por alunos | Foto: Divulgação
 
 
O ataque ocorreu na Escola Estadual Vilton Bicudo, na segunda-feira, e terá punições severas, de acordo com o dirigente regional de ensino, Celso Nicoleti. "É inadmissível que ocorra um fato como esse dentro de uma unidade escolar. Todos os procedimentos relacionados à apuração dos fatos ocorrerão”, ressaltou.
O colégio está convocando o conselho de escola, formado por professores, alunos, pais e funcionários da instituição para que as devidas providências sejam tomadas. Segundo Nicoleti, as punições podem ser a suspensão ao aluno ou até mesmo uma transferência compulsória. A Delegacia de Ensino abriu um procedimento diciplinar.
 
Fonte: O Dia. 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nota do Sepe sobre agressão sofrida por diretora

Hoje (25), um fato lamentável foi noticiado pela mídia. A diretora Leila Soares da Escola Municipal João Kopke, em Piedade, foi espancada por um aluno de 15 anos. O fato ocorreu na última quinta-feira (21), porém a profissional ainda está em estado de choque e com diversos ferimentos.

A EM João Kopke é apenas um exemplo do que acontece na maioria das escolas de nosso município. Nela, existem duas agentes educacionais (antigo inspetor de alunos) para mais de 700 estudantes. As duas funcionárias administrativas ainda têm de se revezar no trabalho. Ou seja, na prática, uma agente educacional tem de coordenar mais de 700 crianças e adolescentes.

O acontecimento comprova a falta de estrutura e pessoal sofrida pelas escolas públicas municipais do Rio de Janeiro, que o Sepe denuncia anos.

A direção do Sepe está na escola, dando todo apoio psicológico e jurídico à comunidade.

O sindicato também se coloca à disposição da professora Leila.
 
Fonte: Sepe RJ.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Blog Sala dos Professores: Violência nas escolas!!!

Violência nas escolas.

Por: Prof. Alexandre.
 
A violência nas escolas é um assunto delicado por parte dos governos. Eles evitam, de todo modo, divulgar as ocorrências violentas que acontecem dentro da sala de aula ou no interior das escolas.
Mas a realidade é mais complicada do que muita gente imagina. A violência existe. Em especial nas escolas de periferia, é, dentre outros fatores, resultado de uma parcela da sociedade excluída de seus sonhos de trabalho, consumo, cultura e educação.
O jornal A Gazeta de Ribeirão Preto (25 de out. 2011) publicou a seguinte reportagem.
Professora desiste de carreira.
Falta de segurança e violência faz docente pedir demissão após dez anos de profissão.
A falta de segurança nas escolas estaduais de Ribeirão Preto fizeram com que uma professora pedisse demissão do cargo e abandonasse a carreira de educadora, após dez anos. A ex-professora de História e Geografia, Patrícia Vallata, de 34 anos, lecionou por oito anos em Cravinhos, antes de ser transferida para Ribeirão Preto. “Foi quando comecei a presenciar algumas situações que me deixaram com medo. Professores agredidos por gente que nem estudava na escola e pulava o muro. Alunos com bambas dentro da sala”, conta. Ela diz que lecionava na Escola Estadual Domingos Espineli, no Quintino Facci II.
Patrícia foi procurada recentemente por uma amiga que contou ter sido vítima de um assalto dentro da Escola Estadual Orlando Vitaliano, no Quintino Facci I. O caso aconteceu no último dia 1º de outubro durante uma edição do programa Família na Escola, que é realizado aos finais de semana.
“Ela disse que foi rendida pela assaltante no estacionamento da escola e que ele a ameaçou com uma faca para roubar a bolsa dela. E agora está de licença, PIS entrou em depressão por causa desse fato”. O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência. A ex-professora conta que resolveu abandonar a profissão porque não encontrou respaldo da Diretoria de Ensino a respeito das situações que presenciou. “A diretoria não assume que os problemas acontecem, pois a maioria tem cargos em comissão e temem ser demitidos”, aponta. Hoje, Patrícia trabalha com artesanato.
(...).
A reportagem não procurou a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, mas arrisco em adiantar o que eles falariam: é um fato isolado. Como isolado, para eles, são: a falta de professores substitutos nas escolas, o baixo rendimento escolar, as salas superlotadas, etc.
Talvez seja mesmo um fato isolado - no Brasil.

domingo, 25 de setembro de 2011

Rubem Alves: A forma escolar da tortura

A forma escolar da tortura
Eu fui vítima dele. Por causa dele odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho... Mas eles não convidavam nem a gorda e nem a magricela. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que as crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares. Mas nunca pensei sobre os sofrimentos que colegas infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todas as crianças e todos os adolescentes são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.

“Bullying” é o nome dele. Fica o nome inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que “bullying” diz. “Bully” é o valentão: um menino que, em virtude de sua força e de sua alma deformada pelo sadismo tem prazer em intimidar e bater nos mais fracos. Vez por outra as crianças e adolescentes brigam em virtude de desentendimentos. São brigas que têm uma razão. Acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois da briga os briguentos podem fazer as pazes e se tornarem amigos de novo. Isso nada têm a ver com o “bullying”. No “bullying” um indivíduo, o valentão, ou um grupo de indivíduos, escolhe a sua vítima que vai ser o seu “saco de pancadas”. A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles “não vão com a cara” da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender a brincadeira não teria graça. A vítima é uma peteca: cada um bate e ela vai de um lado para outro sem reagir. Do “bulling” pode-se fazer uma sociologia porque envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até agora tenho usado o artigo masculino – mas o “bullying” não é monopólio dos meninos. As meninas usam outros tipos de força que não a força dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar a violência dos colegas mais violenta ainda. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio. A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte.

Freqüentemente, entretanto, o “bullying” não se manifesta por meio de agressão física mas por meio de agressão verbal e atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.

Aprendemos dos animais. Um ratinho preso numa gaiola aprende logo. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca à comida. Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem agora que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Os seus desejos, eu imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Texto de Rubem Alves

Escolas precisam mudar para reagir à violência, defendem especialistas

Com um novo caso de violência escolar –em que um aluno de dez anos atirou em uma professora em São Caetano do Sul (SP) e se matou–, o debate sobre como lidar com o problema volta à tona. Especialistas ouvidos pelo UOL Educação afirmam: as escolas precisam mudar para tentar evitar novos episódios. Essas mudanças também passam, dizem, pela família e pela formação do professor.

“A escola precisa mudar muito. Precisa evoluir muito em questões pedagógicas, nos métodos de ensino, no próprio relacionamento dos professores com os alunos”, afirma o professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) Evandro Camargos Teixeira. Ele defendeu, neste ano, uma tese de doutorado sobre as relações entre violência e abandono e desempenho escolar.

“Não é uma questão de coerção. Isso não vai acabar com o problema. Não adianta colocar a polícia. Ela vai lá para tentar resolver o problema que acabou de acontecer. É [preciso] uma política de conscientização de todos os setores”, afirma Teixeira.



Para Paulo Carrano, professor da Faculdade de Educação da UFF (Universidade Federal Fluminense), não houve muitas mudanças nas escolas nos últimos anos. “A disciplina escolar não mudou muito, a disposição das carteiras [na sala] não mudou muito”, diz.

Professor

Essas mudanças, afirma Carrano, também devem passar pelo professor. “O ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’, tem que ter lugar a outro tipo de autoridade. Os professores mais escutados [pelos alunos] são os que têm a autoridade do saber, que sabem o que estão dizendo, e os que têm a autoridade do afeto, que escutam, que dão valor às experiências que os alunos já trazem. O que consegue juntar as duas é o melhor professor.”

De acordo com o especialista, é preciso um esforço para entender as razões das atitudes violentas. “Os episódios de violência contra os professores poderiam de fatos ser diminuídos com ações que investissem mais na busca da compreensão de porque que surge o fenômeno da violência, do bullying. Se a gente não entender o que gera esse comportamento, não vamos ter soluções eficazes”, diz Carrano.


Família

Evandro Teixeira afirma também que é fundamental um acompanhamento de perto da família. “O próprio aluno se sente mais seguro ase a própria família está participando”, diz. Carrano concorda: “As crianças reproduzem aquilo que elas levam. Se as boas maneiras não aconteceram na família, a escola tem um problema.”

Fonte: Uol

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vídeos sobre mais uma tragédia nas escolas públicas: Aluno atira em professora e a seguir se mata em escola do ABC Paulista

Casos de agressão a professores crescem 40%

Para presidente de sindicato, violência se generalizou e não há um perfil do aluno agressor

Os casos de agressão a professores nas escolas públicas paulistas têm crescido entre 30% e 40% por semestre nos últimos três anos, segundo o Observatório da Violência do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). Só de janeiro a julho deste ano foram mais de 300 casos de agressão física ou verbal a docentes durante as aulas.

Segundo a presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, a violência nas escolas se generalizou e já não há um perfil do aluno agressor.

- Semana passada, um menino de 6 anos bateu em um professor de uma escola em Diadema. O acúmulo de funções faz o docente estar mais exposto a conflitos.

A presidente afirmou ainda que 70% dos professores que sofrem de estresse foram vítimas de algum tipo de agressão por parte dos alunos. Segundo ela, muitos chegam a pedir transferência por se sentirem desmoralizados nas escolas e nem todos registram ocorrência por medo de perseguições.

Fonte: R7

Criança atira contra professora no ABC paulista

Por Priscila Trindade | Agência Estado – 14 horas atrás
Atualizada às 22h18*


Escola ficará fechada amanhã (Reprodução/TV Globo)



Um menino de 10 anos atirou contra uma professora dentro da sala de aula na Escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, por volta das 15h30 desta quinta-feira (22). No momento dos disparos, havia 25 alunos no local.

Segundo a Prefeitura da cidade, David Mota Nogueira, aluno do 4º ano C, disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, e, em seguida, ele se retirou da sala e atirou na própria cabeça.

Leia também:Secretário diz ser impossível prever tragédia em escola

O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, na Avenida Keneddy, em São Caetano. Ele sofreu duas paradas cardíacas e morreu por volta das 16h50. A professora foi socorrida pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e encaminhada ao Hospital das Clínicas, na capital paulista. Seu estado de saúde é considerado estável.

O garoto é filho do GCM (Guarda Civil Municipal) Nilton Evangelista Nogueira, dono do revólver calibre 38 usado no crime. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a arma era particular e não da corporação.

As aulas na escola foram suspensas até amanhã.

Alvo de gozação

David sofria bullying pelo fato de ser manco, segundo informações do Diário do Grande ABC. "O pessoal da sala dele zoava muito com a deficiência", disse Cayan de Castro Amorim, 14, aluno da escola, em entrevista ao jornal.

Secretário diz ser impossível prever tragédia em escola

Por Priscila Trindade | Agência Estado – 11 horas atrás
O secretário de Segurança Pública de São Caetano do Sul, Moacyr Rodrigues, afirmou durante entrevista concedida à imprensa, hoje, que seria impossível prever a tragédia na Escola Professora Alcina Dantas Feijão. "Não há como prever um evento desse". O secretário afirmou ainda que há ronda reforçada nos colégios. Por volta das 15h50, um menino de dez anos atirou contra uma professora. Em seguida, ele saiu da sala e atirou na própria cabeça. No momento dos disparos, havia 25 alunos na sala de aula. O menino foi socorrida pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital de Emergência Albert Sabin, na Avenida Keneddy, em São Caetano, onde teve duas paradas cardíacas. Ele morreu por volta das 16h50.
De acordo com a prefeitura da cidade, a professora foi resgatada pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e levada para o Hospital das Clínicas, na zona oeste de São Paulo. Ela foi atingida na região posterior do lado esquerdo na altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. Seu estado de saúde é considerado leve/moderado e ela não corre risco de morte.
A arma usada no crime pertence ao pai da criança, um guarda civil municipal. O revólver calibre 38 é particular. A prefeitura informou que as aulas na escola foram suspensas até amanhã. O local passará por perícia e o motivo do crime será investigado.

domingo, 18 de setembro de 2011

Campanha contra o BULLYING!!!


Vídeo interessante que nos remete ao conceito de bullying nas escolas e também ao bullying virtual.
Basta de violência!!! Respeite as diferenças!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

AGRESSÃO EM SALA DE AULA NA E.M.JACQUES RICHER

E-mail encaminhado ao Blog e a ronda escolar:
      AGRESSÃO EM SALA DE AULA NA E.M.JACQUES RICHER
       Ontem pela manhã (5 de setembro) passei sufoco em sala de aula com um aluno de 12 anos, ele jogou a mesa escolar para cima e por pouco não atingiu a cabeça de uma aluna de 10 anos.
        Essa colocou o braço na frente para se defender. Os relatos do acontecido estão registrados no livro de ocorrência da Escola Municipal Jacques Richer em Campos Novo.
 
        No ano passado fui segurar no braço desse aluno para não agredir um outro e meu nome foi parar no Conselho Tutelar. O mesmo continua dia após dia aprontando na escola, registros e mais registros e nada acarreta para ele.
 
        Liguei várias vezes e deixei recado no celular da ronda sem obter retorno.
 
        Nossa escola precisa de uma ronda constante, mais presente visto que diversos alunos com problemas psicológicos e sem estrutura familiar.
        É lógico que eles precisam de ajuda...entretanto nós professores também sofremos e precisamos de ajuda também.
 
        Vão esperar algo pior acontecer...fica a pergunta.
 
 
                 Professora Luciana Soares Marques
 
Comentário da blogueira:
Infelizmente isso está cada vez mais frequente nas unidades escolares, está tão frequente que já está fazendo parte da rotina das nossas escolas, o que não pode acontecer é nos habituarmos à essas situações de violência e/ou agressões.O governo municipal, não toma providência alguma, eu mesma já defendi diversas vezes que a ronda escolar deve ser mais presente nas escolas e não apenas se fazer presente nos horários de entrada e saída dos professores e alunos. E na verdade, nós sabemos que o quantitativo de guardas municipais disponibilizados para o Ronda Escolar é insuficiente e portanto não é capaz de cobrir toda a demanda das escolas e creches do nosso município. 
Muito pertinente, o questionamento final da professora Luciana: O que mais o governo municipal vai esperar acontecer para tomar providências? Será que estão à espera de tragédias maiores como a de Realengo??? Será necessário que vidas sejam ceifadas para que haja a tão sonhada segurança nas escolas do nosso município?

Segurança nas escolas JÁ!!!

domingo, 4 de setembro de 2011

Bullying X generalização X políticas públicas

Na verdade, o bullying é um assunto sério e deve ser tratado como tal, apesar de está sofrendo generalizações na nossa sociedade. Hoje em dia, há uma grande difusão do bullying como fator responsável por tudo, o que é uma visão errônea, pois tem situações de violência apresentadas nas escolas que não são resultantes de bullying e sim de transtornos psiquiátricos. 

Mas de qualquer forma, o bullying é um dos principais fatores impulsionadores da violência dentro do âmbito escolar, tendo sua origem dentro do seio familiar, pois conforme estudos (postagem anterior) a violência doméstica acaba infuenciando de forma contundente para que haja a proliferação do bullying nas escolas. Pois quem sofre agressões físicas, psicológicas ou até mesmo verbais em casa tem  oito vezes mais chances de sofrer bullying nas escolas ou até mesmo de praticar.

Nesse contexto, é importante salientarmos a necessidade da elaboração e implementação de políticas públicas visando a extinção ou a diminuição dessas práticas de violência e agressão nas unidades escolares e também na convivência familiar, através de projetos e campanhas na mídia voltadas para a conscientização da população quanto a gravidade desse tema.

Vamos dizer NÃO AO BULLYING!!! BASTA DE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS!!!

Maioria de envolvidos com bullying sofre castigo corporal

Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes no colégio) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada nesta terça-feira (30) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência – 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou.

Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como “desço a cinta” e “dou umas boas cintadas” aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de “fazer com que ele se comporte”. “Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis”, disse.

Atualmente, 30 países em todo o mundo têm leis que proíbem castigos na educação de crianças e adolescentes, entre eles a Suécia e a Alemanha. “A lei é uma forma de o Estado educar os pais”, ressaltou o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Sérgio Pinheiro.

Como forma de diminuir os índices de violência contra crianças e adolescentes em casa, os pesquisadores sugeriram a reforma legal, com a criação de leis que proíbam esse tipo de violência, a divulgação de campanhas nacionais, como as que já vêm sendo feitas, e a participação infantil, com crianças sendo encorajadas a falar sobre assuntos que lhes afetem. “A principal reclamação das crianças é que elas não aguentam mais serem espancadas pelos pais”, destacou Pinheiro.

Fonte: Agência Brasil