SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

domingo, 20 de novembro de 2011

Pesquisa mostra que apenas 2% dos jovens querem ser professores

A falta de professores qualificados ainda preocupa no Brasil, e a desvalorização da carreira faz com que muitos jovens prefiram outras profissões. Cerca de 600 mil professores que atuam na educação básica — que inclui a educação infantil e os ensinos fundamental e médio — não têm o preparo necessário à função, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). E apenas 2% dos jovens querem cursar Pedagogia ou alguma licenciatura, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas.
Pela legislação atual, os professores da educação básica têm que ter nível superior. Porém, cerca de 600 mil dos quase dois milhões de docentes do país não possuem curso universitário, segundo o MEC. De acordo com o secretário de Ensino Superior do ministério, Luiz Cláudio Costa, cerca de 300 mil estão fazendo licenciaturas ou mestrado para se adequar à exigência.
Na avaliação de especialistas, há carência de professores qualificados em diversas áreas, como nos primeiros anos da educação infantil e nas disciplinas de Física e Química.
— Nas Ciências Biológicas, faltam professores praticamente em todos os setores. As redes procuram cobrir isso usando profissionais que, na sua formação, tangenciam as disciplinas (em que há falta de professores) — diz a pesquisadora Bernadete Gatti, colaboradora da Fundação Carlos Chagas.
Como outros especialistas, Bernadete se preocupa com a queda no número de alunos de licenciatura ou Pedagogia. Segundo o MEC, esse número vem diminuindo na modalidade presencial, por causa da falta de interesse dos jovens. Em 2005, 1,2 milhão de alunos estudava alguma licenciatura, número que, em 2009, passou para 978 mil. No mesmo período, o número de alunos de Pedagogia caiu de 288 mil para 247 mil.
No entanto, houve expansão das graduações à distância, para atender à necessidade de professores que já estão no mercado de trabalho. De 2005 para 2009, o número de estudantes das licenciaturas subiu de 101 mil para 427 mil. Nos cursos de Pedagogia, o número pulou de 27 mil para 265 mil, no mesmo período.
— Nem todos os cursos à distância são ruins. Mas eles não são supervisionados direito, não têm uma proposta clara. Muitos alunos desistem porque não têm com quem discutir — diz a superintendente de pesquisa em Educação da Fundação Carlos Chagas, Elba Siqueira Barretto.
MEC rebate e diz que tem fechado cursos de má qualidade.
A evasão dos cursos de Pedagogia e licenciatura também preocupa educadores.
— Nas universidades privadas, os cursos de licenciatura e a Pedagogia são os que têm as taxas mais elevadas de evasão, de 50 a 55% — afirma Maria Helena Guimarães Castro, ex-presidente do Inep, órgão responsável pelas estatísticas do MEC.
Mas, segundo o MEC, dados preliminares já mostram que a taxa de evasão está diminuindo em algumas universidades.
"Quero lutar pela educação", diz estudante
Pesquisa realizada em 2010 pelas fundações Carlos Chagas e Victor Civita mostrou que, dos 1.500 alunos ouvidos, apenas 2% dos jovens do terceiro ano do ensino médio pretendiam cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura.
— A carreira é um horror. Apesar de os planos de carreira terem melhorado, e de existir um piso salarial nacional (R$ 1.187 para jornada de 40 horas semanais), eles deixam a desejar. A média salarial está baixa em relação às exigências. Outra coisa que afeta a escolha é a condição das escolas públicas, que são precárias, sem infraestrutura e gestão — diz Bernadete.
Mesmo sabendo desses problemas, o estudante de Pedagogia Cesar Scarpelli, de 24 anos, quer dar aulas para crianças:
— Quero lutar pela educação. Meus pais sempre falam: "não vá trabalhar na rede pública", por causa da ideia de que é uma profissão sofrível. Mas acho que temos que ir para a periferia.
Rivaldo Vieira Xavier Júnior, de 21 anos, estuda licenciatura em Física e sabe bem o que é sofrer com a falta de professores:
— Estudei em escola pública e fiquei sem aulas de Química por quase todo o segundo ano do ensino médio. Tenho interesse em educação devido à realidade da escola onde estudei. Ser professor no Brasil é ato de coragem.
Já a estudante de Pedagogia Maria Alice Bertodini diz que é preciso ser sonhador para abraçar a profissão:
— A ideia de ser professor é idealista, é por amor, por gostar de crianças.
Para o estudante de Química Mauritz Gregori de Vries, de 20 anos, que dá aulas particulares, falta vocação a muitos dos que estão fazendo licenciatura.
— Às vezes, as pessoas fazem a licenciatura porque sabem que a demanda por professores é alta e que um emprego na indústria, por exemplo, é mais difícil.
O secretário de Ensino Superior do MEC reconhece que os salários não são adequados. Mas diz que a meta do governo é que, em 2020, o rendimento médio dos docentes com a qualificação necessária seja o mesmo que o de qualquer profissional com nível superior.
Fonte: O globo

Campanha " Fechar Escolas é CRIME!!!"

Sepe fará campanha e protesto no dia 23/11 contra fechamento de escolas estaduais

O Sepe, juntamente com os profissionais e alunos das escolas estaduais noturnas ameaçadas de fechamento, realizará um ato no dia 23 de novembro, na porta da SEEDUC, a partir das 18h, para protestar contra o anúncio feito pelo secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, de fechamento de 48 unidades que funcionam em regime compartilhado com a Secretaria Municipal de Educação (município de dia e estado no turno da noite).

Além do ato, o sindicato vai promover uma campanha intitulada "Fechar escolas é crime", veiculando mensagens contra a política da SEEDUC de extinção de escolas noturnas em carros de som nas ruas da capital e dos municípios que também terão unidades fechadas, colagem de cartazes, distribuição de adesivos como slogan contra a medida e publicação de encarte publicitário em um jornal de grande circulação.

Em 2010, o Sepe esteve à frente da luta em várias escolas ameaçadas, mobilizando as comunidades escolares com atos de protesto, reuniões e audiências na SEEDUC para reverter o processo de extinção de escolas, que ameaçava o ano letivo dos alunos do ensino estadual noturno. A mobilização foi iniciada em meados deste ano, quando Risolia anunciou a intenção de fechar mais de duas dezenas de escolas noturnas que atendiam alunos das regiões da Tijuca, Rio Comprido e Centro. Graças à mobilização, a secretaria acabou revertendo o fechamento. Em outubro, foi a vez da mobilização da comunidade no Colégio Tereza Cristina (Brás de Pina), onde a SEEDUC queria extinguir várias turmas e realocar os alunos há dois meses do final do ano letivo. Depois de vários protestos e reuniões na escola, na Metropolitana local e na SEEDUC, o secretário recuou da decisão e os alunos não foram prejudicados.

Agora, a SEEDUC volta a atacar o direitos dos alunos à escolas públicas noturnas e ameaça fechar 48 unidades para o ano letivo de 2012. A iniciativa faz parte do processo de municipalização e de "otimização" das unidades estaduais e o sindicato e as comunidades escolares não irão permitir que a política de mercantilização da escola pública estadual prejudique ainda mais a educação em nosso estado.

Fonte: Sepe RJ

Sepe se reuniu com direção do Rioprevidência para cobrar explicação sobre não inclusão de funcionários aposentados e pensionistas no Plano de Carreira

O Sepe se reuniu ontem (dia 17/11) com a direção do Rioprevidência para esclarecer dúvidas sobre os direitos dos funcionários administrativos (aposentados e pensionistas) que integram o quadro da rede estadual, no que diz respeito aos vencimentos daqueles que não tiveram incorporados aos seus salários de inativos os benefícios e reajustes oriundos da aprovação do plano de carreira dos funcionários no segundo semestre deste ano. Estiveram presentes na reunião os diretores do Rio Previdência, Gustavo Barbosa e Roberto Moisés, que explicaram à direção do Sepe o porquê da não incorporação dos benefício do Plano de Carreira nos vencimentos de vários profissionais aposentados e pensionistas.

A reunião com a direção do Rioprevidência foi agendada por indicação do secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, durante uma audiência realizada na SEEDUC no dia 10 de novembro. Questionado sobre os motivos de vários aposentados e pensionistas não estarem recebendo os aumentos e benefícios gerados pelo descongelamento do Plano de Carreira, o secretário Risolia sugeriu que o Sepe agendasse uma reunião com os diretores do Rioprevidência para esclarecer os motivos do problema.

Riopreviência explicou que somente quem se aposentou pelo patamar mínimo de tempo de serviço e de contribuição teria direito aos reajustes do descongelamento do Plano de Carreira

O Rioprevidência explicou que, por determinação da Emenda Constitucional 41, de 2003, só têm direito à paridade e a integralidade nos vencimentos os servidores que se aposentarem no patamar mínimo de 30 anos de serviço e de contribuição, sendo que aqueles que se aposentaram fora destes casos ficariam de fora das regras que garantem a paridade com os servidores da ativa e têm seus proventos da aposentadoria calculados pela média aritmética dos seus vencimentos durante o serviço na ativa. Ou seja, segundo a direção do Rioprevidência, estes funcionários não teriam direito aos aumentos proporcionados pelo descongelamento do Plano de Carreira e têm seus vencimentos reajustados pelo reajuste do salário mínimo nacional (R$ 545,00).

Fonte: Sepe RJ

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sepe convidou secretário Risolia para a Conferência de Educação

O Sepe realiza, na Alerj, nos dias 2 e 3 de novembro a Conferência de Educação, que vai discutir a meritocracia. O sindicato convidou o secretário Wilson Risolia para participar. A Seeduc já abonou os dias para os profissionais de educação do estado.

No dia 1 e 2, ocorrerão encontros por setores em preparação à Conferência (aposentados, funcionários e animadores culturais) - também na UERJ.

No dia 2, às 18h, ocorrerá a abertura da conferência, no auditório 71; no dia 3, no mesmo auditório, será realizada a plenária, a partir das 9h.

O site do Sepe disponibilizou o cartaz do evento, no link "Publicações da rede estadual". 

Fonte: Sepe RJ

SME do Rio terá que entregar documentos sobre recreadoras terceirizadas

A Justiça estadual determinou a busca e apreensão de documentos na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro sobre funcionários terceirizados das creches, tendo em vista uma ação judicial do Sepe para a convocação imediata de recreadoras aprovadas em concursos públicos. A ação do sindicato tem como objetivo deter a terceirização na rede e será julgada assim que o Tribunal de Justiça tiver os documentos oficiais sobre a terceirização que vem sendo feita pela prefeitura.

Abaixo, o despacho da Justiça:

Proc. xxxxxxxxxxxxxxxx.2010.8.19.0001 - SINDICATO EST DOS PROFIS DA EDUCACAO DO RIO DE JANEIRO D/C 7 (Adv(s) X MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO, Procurador: CRISTINA GALVAO D ANDREA FERREIRA

Despacho: Mantenho a decisao agravada por seus proprios fundamentos. Fique retido o agravo. Expeca-se mandado de busca e apreensao das informacoes de fl. 303 junto a Secretaria de Educacao do Municipio. Com a juntada, as partes e ao MP.

Fonte: Sepe RJ

Casa de Amparo ao Idoso pede socorro

Antonio Cruz
Casa de Amparo e Proteção ao Idoso (Capi), localizada em Goytacazes, tem sofrido sérios problemas financeiros e de infra-estrutura. A ONG, que não recebe nenhuma ajuda de órgãos públicos, hoje conta apenas com duas fisioterapeutas voluntárias responsáveis por atender os 400 pacientes que a entidade acolhe. Sobrevivendo por meio de doações, a Capi está em eminência de fechar suas portas.

A presidente da Casa, Maria Emília de Souza, contou à equipe da Folha da Manhã que a entidade funciona há oito anos, ajudando aos idosos de toda a comunidade que não têm condições financeiras de procurar um hospital particular.

— Não quero transformar a Capi em uma instituição da prefeitura, por isso, ao invés de procurar os órgãos públicos, eu faço um apelo à população de todo o município, pedindo para que nos ajude a manter a entidade. Há muitas pessoas aqui que necessitam de um local para ampará-las e o meu sonho é transformar essa casa em um centro de repouso, com psicólogos, médicos, dentistas e assistentes sociais, suprindo essas e outras necessidades que um idoso passa no seu dia a dia, além da fisioterapia que nós já disponibilizamos — conta Maria Emília.

A casa onde está instalada a Capi também passa por dificuldades. Além de não possuir os equipamentosnecessários para a realização dos atendimentos, está localizada em uma rua sem calçamento, o que dificulta a locomoção dos pacientes já fragilizados.

— Eu peço encarecidamente a ajuda da população para continuarmos fazendo o nosso trabalho, apoiando a comunidade, principalmente os que mais precisam de um amparo e de uma proteção, que é o objetivo principal da nossa entidade. Além do auxílio financeiro, precisamos também de pessoas disponíveis, que possam ceder o seu tempo para ajudar o próximo — pede a presidente da entidade. 

Fonte: Folha da Manhã

Cartilhas sobre drogas são os novos aliados da rede estadual de ensino



Professores da rede estadual contarão com um novo aliado para debater em sala de aula o combate às substâncias entorpecentes. O Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (16/11), no Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, no Complexo do Alemão, a cartilha "Tudo o que você pensa que sabe sobre drogas". A publicação - produzida pelo projeto Prisioneiros das Drogas em parceria com as secretarias de Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde e Segurança e o Tribunal de Justiça - alerta os alunos para os perigos de entorpecentes como o crack, o álcool e até remédios controlados.

Duzentas mil cartilhas, financiadas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), foram distribuídas para que os professores das escolas estaduais e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) possam orientar seus estudantes sobre o tema. Segundo o secretário de Educação, Wilson Risolia, a expectativa é produzir mais um milhão e meio de publicações para distribuir a todos os alunos da rede.

- Desde o início do ano, a Secretaria de Educação planejou todo o pacote de ações para os próximos onze anos em diversas dimensões, e uma delas é voltada para o aluno. Nossa preocupação é verificar quais as necessidades dos estudantes, por isso trabalhamos com programas de saúde. Por isso, precisamos enfrentar temas como as drogas de maneira objetiva e clara - afirmou Risolia.

A cartilha de 32 páginas traz informações sobre todos os tipos de substâncias entorpecentes, aspectos legais e crimes ligados à droga, dependência química e como ajudar um usuário a se livrar das drogas. O livreto tem ainda endereços e telefones de clinicas e instituições que apóiam dependentes químicos. A próxima etapa do projeto será a distribuição, até o fim do ano, de vídeos educativos sobre o assunto.

- Queremos incentivar encontros de pesquisadores, professores e familiares de alunos para que o debate sobre a dependência das drogas seja ampliado. Os estudantes precisam saber que o caminho das drogas é fácil de entrar, mas difícil de sair. Queremos quebrar esse tabu de que não devemos falar muito abertamente sobre as drogas - disse o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.

Para produzir o material, o projeto Prisioneiros das Drogas entrevistou cerca de 500 dependentes químicos de 18 a 25 anos de idade, que passaram ou estavam no sistema penitenciário do Estado do Rio. De acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados cometeram crimes por causa do uso de drogas ou por envolvimento com o tráfico. Além disso, 80% dos entrevistados são usuários de entorpecentes.

- Nossa meta não é criminalizar, e sim equilibrar as áreas da saúde, educação e segurança. A ideia de criar a cartilha surgiu depois de uma série de pesquisas, onde constatamos, por exemplo, que 98% dos municípios fluminenses já foram atingidos pelo crack. É importante divulgar esses dados alarmantes - explicou o coordenador do projeto Prisioneiros das Drogas, Oswaldo Munteal.

Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Campos, em pleno feriado é tomada por uma grande nuvem de fumaça!!!

O céu da nossa intrépida Campos está neste momento todo cinzento, e o pior é que não é por conta da chuva esperada para a nossa região, provavelmente o vilão desse feriado esfumaçado são as queimadas autorizadas.


O Hino da Proclamação da República

HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em o nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

15 DE NOVEMBRO - Dia da Proclamação da República!!!

Não houve um só tiro que pudesse revelar que se tratava de um golpe e não de um desfile. Se disparos ecoassem (de fato, houve dois, mas ninguém os escutou), talvez aqueles 600 soldados percebessem que não estavam ali para participar de uma manobra, mas para derrubar um regime.
Na verdade, vários militares, ali presentes, sabiam que estavam participando de uma quartelada. Mesmo os que pensavam assim achavam que quem estava caindo era o primeiro-ministro de Ouro Preto. Jamais o Imperador D. Pedro II - muito menos a monarquia que ele representava.
Não é de se estranhar a ignorância dos soldados do 1° e do 3° Regimento de Cavalaria e do 9° Batalhão. Afinal, até poucas horas antes, o próprio líder do golpe estava indeciso. Mais: estava doente, de cama, e só chegou ao Campo de Santana quando os canhões já apontavam para o quartel. Talvez ele não tenha dado o "Viva o Imperador!" que alguns juraram ouvi-lo gritar. Mas com certeza, impediu que pelo menos um cadete berrasse o "Viva a República!", que supostamente estava entalado em muitas gargantas.
A cena foi bem estranha. Montado em seu belo cavalo, o Marechal Deodoro da Fonseca desfilou longa lista de queixas, pessoais e corporativas, contra o governo - o governo do Ministro Ouro Preto, não o do Imperador. O Imperador - isso ele fez questão de deixar claro - era seu amigo: - Devo-lhe favores. Mas o Exército fora maltratado.
Por isso, derrubava-se o Ministério. Difícil imaginar que Deodoro estivesse dando um golpe, anda mais golpe republicano - ele era monarquista. Ao seu lado estava o tenente-coronel Benjamin Constant, militar que odiava andar fardado, não gostava de armas e tiros e, até cinco anos antes, também falava mal da República.
Ambos, Deodoro e Constant, contavam agora com o apoio de republicanos civis. Mas não havia sinal de "paisanos" por perto - esses apenas tinham incentivado a aventura golpista dos dois militares (por coincidência ou não, dois militares ressentidos). O fato é que naquela mesma hora, o Ministro Ouro Preto foi preso e o gabinete derrubado. Mas ninguém teve coragem de falar em República.
Só à noite, quando golpistas civis e militares se reuniram, foi que proclamaram - em silêncio e provisoriamente - uma República Federativa. "Provisoriamente", porque se aguardaria o pronunciamento definitivo da Nação, livremente expressado pelo sufrágio popular.
E o povo a todas essas?
Bem, o povo assistiu a tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava, disse Aristides Lobo. Embora Lobo fosse republicano convicto e membro do primeiro Ministério, seu depoimento tem sido contestado por certos historiadores (que citam as revoltas populares ocorridas na época).
De qualquer forma, o segundo reinado, que começara com um golpe branco, terminava agora com um golpe esmaecido. A monarquia, no Brasil, não caiu com um estrondo, mas com um suspiro. E o plebiscito para referendar a República foi convocado em 1993 - com 104 anos de atraso. O Império já havia terminado.
DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL
A proclamação da República foi marcada por dois documentos que possuem tons diferentes: A Proclamação ao Povo Brasileiro, que instaura o novo regime, busca tranqüilizar a população, manter a legitimidade dos funcionários do Estado até novas mudanças, e garantir o cumprimento dos compromissos financeiros com outros países e o Decreto Nº 1, que mostra sua face impositiva, "decretando" a validade do regime em todas as províncias e afirmando a intenção do Governo Provisório em intervir em caso de oposição.

Beira-Valão: atrasos em obra ignorados

Joseli Matias
Mariana Ricci
Iniciadas em março de 2010 e com previsão de entrega para 12 meses mais tarde, as obras de revitalização do canal Campos-Macaé ainda causam transtornos à população. Apesar dos atrasos no projeto, a Prefeitura garante, em seu portal oficial na internet, que os trabalhos estão adiantados. Novamente adiada mês passado, a inauguração foi marcada para início de 2012.
Desde o final de semana, o trânsito tem ficado tumultuado no Centro devido ao fechamento, em vários horários, do trecho da avenida José Alves de Azevedo (Beira-Valão) entre a rua Tenente Coronel Cardoso e a avenida 28 de Março, para re-alização de intervenções no asfalto.
A Prefeitura alega que está em andamento a última etapa da obra. Ao longo de todo o canal, estão sendo instalados 18 arcos metálicos, construí-das as calçadas acessíveis, os jardins e os quiosques em frente ao Hospital dos Plantadores de Cana. Já foram realizadas obras de infra-estrutura sob o solo e as calçadas, canteiros laterais para ajardinamento e ciclovia entre a ponte no Mercado Municipal e a avenida 28 de Março.
Para o ambientalista Aristi-des Soffiati, a principal obra a ser feita no canal é a dragagem. “O canal recebe esgoto clandestinamente e está assoreado. O assoreamento é tão grande que a água não tem passagem, principalmente quando chega próximo ao Carvão”.
Fonte: Folha da Manhã

Comércio aberto em Campos no feriado da Proclamação da República

Mariana Ricci
No feriado da Proclamação da República, o campista poderá aproveitar para sair de casa, seja para passear ou fazer algumas comprinhas, já que o fim de ano está chegando e a correria aumenta. Vai valer uma passadinha pelos shoppings ou ainda, se necessário, pelos supermercados da cidade que estarão abertos nesta terça-feira (15) ao público.
O Shopping Avenida 28, por exemplo, a partir de meio dia, lojas e praça de alimentação vão estar abertas para atender à demanda do público. No Boulevard, a praça de alimentação será a primeira a ser aberta para o almoço ao meio dia e, às 13h, as lojas.
Já os supermercados funcionarão normalmente. O SuperBom, Wall-Mart e o Extra entrarão em funcionamento a partir das 8h e só fecharão às portas depois às 22h.

 Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Haddad diz que país deve dobrar vagas no ensino técnico até 2020

Marli Moreira

Da Agência Brasil
Em São Paulo

O número de alunos matriculados no ensino médio técnico profissionalizante poderá dobrar daqui a nove anos devendo alcançar, em 2020, um universo de 2 milhões de estudantes, segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Segundo ele, essa expectativa foi calculada com base nos investimentos que o governo federal tem feito na educação e que permitiram um crescimento, na última década, de 110% na oferta de vagas do ensino superior com 6,5 milhões de ingressos. O ministro defendeu que o Brasil deverá solucionar o “gargalo” da falta de mão de obra qualificada por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), recém-lançado pela presidenta Dilma Rousseff, e que prevê a destinação, ainda neste ano, de R$ 460 milhões às 208 escolas federais novas e às 214 já instaladas.
Para Haddad, com as parcerias em andamento no Sistema S, que inclui, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), os jovens do ensino médio terão mais chances de estender os seus estudos e se tornar mais preparados para o mercado de trabalho. “Temos a convicção de que isso vai provocar uma revolução no ensino médio”, disse durante palestra no seminário Ensino Técnico: uma Necessidade para o País.

Bolsa Família para gestantes começará a ser pago este mês

Reprodução
A única exigência é que as gestantes façam os exames pré-natais
A única exigência é que as gestantes façam os exames pré-natais
O governo deve começar a pagar neste mês um adicional de R$ 32 para as gestantes e mulheres em fase de amamentação beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. A única exigência é que as gestantes façam os exames pré-natais.

O governo está terminando de fazer o cruzamento de dados do programa de distribuição de renda com informações do Sistema de Saúde para identificar as gestantes e mulheres em fase de amamentação que serão atendidas.

A previsão é de que o benefício seja pago no dia 21. Serão 15 meses extras do pagamento. As contempladas receberão o adicional pelo período de nove meses. Após o nascimento do bebê, as mulheres terão direito a mais seis meses de repasse, a contar do registro da criança no Cadastro Único. A criança registrada também terá direito a um benefício variável extra que não poderá ultrapassar o teto de cinco benefícios variáveis por família.

O anúncio do repasse para gestantes e lactantes foi feito em setembro pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, com previsão de início para o pagamento em dezembro. As medidas anunciadas fazem parte do Brasil sem Miséria, programa central do governo Dilma, que tem por objetivo erradicar a pobreza extrema até o fim de 2014.

Quando anunciou o benefício para as gestantes, a ministra também informou a ampliação de três para cinco no número de filhos de até 15 anos com direito a receberem o repasse além do chamado "retorno garantido", ou seja, o reingresso imediato das pessoas que se desligaram do programa no prazo de 36 meses e que voltaram à condição de pobreza.

De acordo com o governo, o Bolsa Família atende a pelo menos 13 milhões de famílias no país. Dependendo da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32 a R$ 306.

Fonte: Ururau

Ponto facultativo nos órgãos públicos municipais nesta segunda!!!

A prefeita Rosinha Garotinho decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (dia 14 de novembro) por conta do feriado nacional no dia 15 de Novembro, quando comemoramos a Proclamação da República.

Portanto vem aí, mais um feriadão prolongado!!!

Fechar escolas é crime: Sepe fará campanha e protesto no diia 23/11 contra fechamento de escolas estaduais noturnas

O Sepe, juntamente com os profissionais e alunos das escolas estaduais noturnas ameaçadas de fechamento, realizará um ato no dia 23 de novembro, na porta da SEEDUC, a partir das 18h, para protestar contra o anúncio feito pelo secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, de fechamento de 48 unidades que funcionam em regime compartilhado com a Secretaria Municipal de Educação (municípo de dia e estado no turno da noite).


"Fechar escolas é crime" será o slogan da campanha contra extinção de unidades noturnas


Além do ato, o sindicato vai promover uma campanha intitulada "Fechar escolas é crime", veiculando mensagens contra a política da SEEDUC de extinção de escolas noturnas em carros de som nas ruas da capital e dos municípios que também terão unidades fechadas, colagem de cartazes, distribuição de adesivos como slogan contra a medida e publicação de encarte publicitário em um jornal de grande circulação. Para o ato do dia 23 de novembro, o sindicato também veiculará uma chamada de rádio para mobilizar profissionais, alunos e responsáveis envolvidos no problema e a população em geral.

Em 2010, o Sepe esteve à frente da luta em várias escolas ameaçadas, mobilizando as comunidades escolares com atos de protesto, reuniões e audiências na SEEDUC para reverter o processo de extinção de escolas, que ameaçava o ano letivo dos alunos do ensino estadual noturno. A mobilização foi iniciada em meados deste ano, quando Risolia anunciou a inteção de fechar mais de duas dezenas de escolas noturnas que atendiam alunos da região da Tijuca, Rio Comprido e Centro. Graças à mobilização, a secretaria acabou revertendo o fechamento. Em outubro, foi a vez da mobilização da comunidades na escola Tereza Cristina (Brás de Pina), onde a SEEDUC queria extinguir várias turmas e realocar os alunos há dois meses do final do ano letivo. Depois de vários protestos e reuniões na escola, na Metropolitana local e na SEEDUC, o secretário recuou da decisão e os alunos não foram prejudicados.

Agora, a SEEDUC volta a atacar o direitos dos alunos à escolas públicas noturnas e ameaça fechar 48 unidades para o ano letivo de 2012. A iniciativa faz parte do processo de municipalização e de "otimização" das unidades estaduais e o sindicato e as comunidades escolares não irão permitir que a política de mercantilização da escola pública estadual prejudique ainda mais a educação em nosso estado. 

Fonte: Sepe RJ

Verdades e mentiras do Censo da Educação Superior

Enquanto o Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010 previa atingir a meta de 30% de jovens em universidades, o número não passou de 14,4%
Branca Nunes
Sala de provas do vestibular da FUVEST na Faculdade de Educação da USP, São Paulo/SP Sala de provas do vestibular da FUVEST na Faculdade de Educação da USP, São Paulo/SP (Eduardo Knapp/Folhapress)
Embora se note um certo imobilismo no universo de estudantes matriculados em cursos universitários presenciais, aumentou consideravelmente a procura por cursos tecnológicos e a distância
O Censo da Educação Superior 2010 confirma que as estatísticas podem não mentir, mas quase sempre omitem parte da verdade. Divulgado nesta segunda-feira, o estudo aponta, por exemplo, que o número de matrículas no ensino superior aumentou 110% entre 2001 e 2010. Mas a papelada esquece de registar que o número de jovens (entre 18 e 24 anos) matriculados em cursos superiores cresceu apenas 2,4 pontos percentuais no mesmo período – de 12%, em 2001, para 14,4%, em 2010, segundo dados do próprio Ministério da Educação (MEC). Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE) 2001-2010, o governo federal pretendia chegar a 30%.
Como não conseguiu atingir nem metade da porcentagem, o novo PNE, que faz previsões para a próxima década, resolveu repetir a meta. Agora, espera-se atingir 33% de jovens matriculados no ensino superior. Só que o prazo se estendeu até 2020. “Quando observamos esses números, percebemos que ainda estamos engatinhando”, constata Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação e conselheiro do movimento Todos pela Educação. “O México e o Chile têm de 30% a 40% dos jovens no ensino superior. Na União Europeia, o número salta para 70%”. A informação ajuda a explicar por que – apesar da chiadeira do governo federal – o Brasil continua na 84ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A classe C - Para Ramos, a baixa qualidade dos ensinos fundamental e médio é uma das explicações para o reduzido número de jovens brasileiros matriculados em universidades. Quando entram na universidade, muitos estão despreparados para acompanhar as aulas e desistem facilmente. Em março deste ano, numa entrevista ao site de VEJA, Eduardo Alcalay, diretor-presidente da Universidade Estácio de Sá, contou que a faculdade implantou aulas de reforço escolar de português e matemática para tentar mudar tal realidade. Na mesma época, Heitor Pinto Filho, então reitor da Uniban, revelou que a taxa de evasão chegava a 15% no primeiro ano – justamente porque as aulas mais complexas eram incompreensíveis para alguns alunos.
Além do déficit de aprendizado, as desistências no meio do curso universitário são causadas por dificuldades financeiras e pelo próprio perfil do estudante da classe C – público alvo das grandes universidades privadas do país. “Nosso estudante padrão vem de uma classe social baixa e frequenta o curso noturno, depois de ficar o dia inteiro no trabalho”, informou Pinto Filho. “A família desse aluno sai de uma categoria D e vai para uma B justamente por causa desse estudante. Na maioria das vezes, ele é a primeira pessoa a conseguir fazer uma faculdade naquela casa”. Alcalay resume o objetivo das dessas instituições de ensino: “O que queremos é que o aluno chegue aqui como um office boy que ganha 1.000 reais por mês e saia um analista contábil ganhando 3 mil reais”.
 
Número de alunos matriculados por turno segundo o Censo da Educação Superior 2010
Presencial X a distância - O perfil desse novo estudante universitário é exposto no censo 2010. Na última década, as matrículas em cursos noturnos, por exemplo, passaram a representar 63,5% do total – contra 56,1% em 2000. Nas instituições privadas, elas correspondem a 72,8% das matrículas. Embora se note um certo imobilismo no universo de estudantes matriculados em cursos universitários presenciais, aumentou consideravelmente a procura por cursos tecnológicos e a distância. Em 2001, os cursos tecnológicos registravam 69.797 matrículas. Em 2010, o número saltou para 781.609.
Hoje, a modalidade não-presencial representa mais de 14% dos estudantes do ensino superior. Segundo o censo, a faixa etária média desses alunos é de 33 anos (contra 26 do ensino presencial). Isso significa que um contingente significativo não teve chances de ingressar numa faculdade na idade adequada. A procura também é explicada pela flexibilidade de horários, uma vez que muitos já estão inseridos no mercado de trabalho.
 
Número de alunos matriculados em cursos presenciais e a distância segundo o Censo da Educação Superior 2010
“O Brasil se tornou economicamente mais competitivo”, explica Célio Cunha, professor do programa de doutorado na área de educação da Universidade de Brasília (UnB). “Isso explica o aumento na procura por cursos tecnológicos, que têm como função diminuir a carência de mão de obra especializada”. Embora elogie o aumento dos cursos a distância, “uma tendência mundial”, Cunha adverte: “É preciso que eles sejam avaliados com mão firme, para que possamos garantir a qualidade”.
Outro ponto levantado pelo censo é que a participação percentual no número de matrículas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aumentou de 2001 para 2010. Em contrapartida, houve um decréscimo da participação das regiões Sudeste e Sul. Enquanto o volume de nordestinos matriculados em universidades representava 15,2% do total do país há uma década, em 2010 foi de 19,3%. Os universitários do Sudeste eram 51,7% em 2001. Em 2010, 48,7%. As mulheres continuam em maioria: 56,3% em 2001 e, 10 anos depois, 57%.
 
Número de alunos matriculados por sexo segundo o Censo da Educação Superior 2010
O docente - Tanto Cunha quanto Ramos acreditam que a qualidade do ensino fundamental e médio e, consequentemente, a do superior, só será alcançada com a valorização do corpo docente. “A escola tornou-se desinteressante, os currículos estão defasados”, argumenta Cunha. Ramos afirma que o magistério precisa se tornar uma carreira atraente, o único caminho para se formar bons professores.
Ex-secretário da educação de Pernambuco, Ramos insiste numa questão que considera fundamental. “É preciso saber que faculdades diferentes têm missões diferentes”, compara. “Não é necessário que todas as universidades tenham a excelência em pesquisa de uma USP tem. Uma instituição localizada no interior do Nordeste pode, por exemplo, formar professores para trabalharem naquela zona. Isso não a desmerece”. É por isso, insiste, que deveria haver avaliações diferentes para universidades públicas e privadas, ou mesmo para as diferentes regiões brasileiras.
De acordo com Ramos, o s 33% pretendidos pelo PNE só serão alcançados com essas três mudanças básicas: maior qualidade dos ensinos fundamental e médio, qualificação do corpo docente e avalições diferenciadas para as várias universidades. Quem sabe assim as estatísticas se aproximarão um pouco mais da verdade.
 






Censo da Educação Superior 2010 - dados gerais

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Calendário da Rede Estadual

Nota do Sepe sobre matéria do Jornal O Dia a respeito das licenças sindicais

Jornal O Dia veiculou uma matéria na Coluna do Servidor desta terça-feira (dia 08/11) anunciando uma suposta intenção da SEEDUc de redução do número de licenças sindicais para dirigentes de entidades representativas dos servidores da educação estadual. Na matéria, a SEEDUC informa que o Sepe tem atualmente 27 diretores liberados pelo governo estadual e que, somados aos quatro diretores da UPPES- Sindicato e da CUT-RJ, o número de servidores licenciados para representar os servidores seria de 34 a um custo de R$ 100 mil mensais. O texto ainda diz que, para o Sepe, a liberação dos diretores seria "mais delicada porque a Secretaria de Educação não reconhece o Sepe como a entidade representativa oficial da categoria". Tal informação é totalmente contraditória, já que tanto o Sepe é reconhecido como legítimo representante dos profissionais de educação da rede estadual que o governo liberou 27 diretores, por meio da licença sindical, para que eles possam atuar na defesa dos interesses e direitos dos educadores da rede estadual.

O Sepe esclarece ainda que os diretores liberados por meio da licença são lotados na SEEDUC e que assinam ponto, enviado mensalmente pela entidade para a Secretaria. Há anos, o Sepe reivindica das autoridades estaduais a regularização dos critérios de concessão das licenças sindicais, por entender que tal liberação é importante para que os nossos diretores possam exercer o legítimo direito da representação dos trabalhadores da educação estadual. Inclusive, consta no Estatuto da entidade uma cláusula que reivindica a concessão de um número maior de licenças, que deveria ser na proporção de um diretor liberado para cada 800 profissionais filiados e, portanto, a atual liberação de 27 diretores estaria ainda abaixo desta reivindicação da categoria.

Até hoje, nem os deputados da Alerj, nem as autoridades das secretarias da área de Economia e Planejamento do governo do estado foram capazes de apresentar uma proposta que atendesse a nossa revidindicação de regularização destes critérios.

O sindicato avalia que a matéria só pode ser uma manobra da SEEDUC para tentar calar a mobilização dos profissionais de educação da rede estadual que, em 2011, estão dando uma verdadeira aula de mobilização, lutando pela conquista de direitos e contra a política educacional do governador Sérgio Cabral e do secretário Wilson Risolia que querem a todo custo implantar um sistema meritocrático e uma gestão empresarial na rede estadual. O anúncio de mais uma ameaça contra o legítimo direito de representação dos trabalhadores em educação e o da manifestação democrática não chega a causar espanto, já que, desde o final da greve da categoria (de junho a agosto desse ano), a SEEDUC vem permitindo que as suas Coordenadorias Metropolitanas promovam retaliações contra os profissionais que fizeram greve ou contra aqueles que tem se recusado a compactuar com as políticas pedagógicas da Secretaria, como a realização das avaliaçoes (SAERJ e SAERJINHO), o Conexão Educação, entre outras medidas que constam do Plano de Metas da SEEDUC para a educação estadual. Nâo vamos aceitar tais ameaças nem qualquer retaliação contra os nossos direitos. 

Fonte: Sepe RJ

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tudo pronto para Conferência da Criança e do Adolescente

A VIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que será realizada nos próximos dias 9 e 10, no auditório Cristina Bastos do Instituto Federal Fluminense (IFF), está com uma programação variada, abordando o tema “Mobilizando, Implementando e Monitorando”.

A conferência será iniciada às 18h de sexta-feira (09), com uma abertura solene. Entre as palestras da noite está o tema, “Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos de Crianças e Adolescentes”, que será discutido, às 19h, pelo Coordenador do Programa Rio de Janeiro da CARE Brasil, Cláudio Augusto V. Silva.

No sábado (10), o evento será aberto às 8h30m, com leitura e aprovação do regimento interno, seguido de palestra com a mestre em Políticas Sociais pela UENF e Especialista em Gestão de Políticas Sociais pela PUC/Minas e Socióloga, Beatriz Mateus Pereira, que vai falar sobre o tema, “Promover, Proteger e Defender direitos”. O encerramento está previsto para às 17h.

As inscrições para a VIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente estão abertas. Para se inscrever é preciso se dirigir até segunda-feira (7) à sede do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMPDCA), situado à Rua Barão de Miracema, 335, Centro, das 9h às 17h. Qualquer pessoa pode fazer a inscrição.

Fonte: Folha da Manhã

Sepe promoverá palestra sobre o Plano Nacional de Educação no dia 25 de novembro

O Sepe convoca os profissionais de educação para uma palestra sobre o Plano Nacional de Educação, que será realizada no seu auditório (Rua Evaristo da Veita 55 - 7º andar - Centro), a partir das 9h. Num momento em que entidades representativas da sociedade e dos trabalhadores estão se mobilizando em torno da campanha pelo investimento de 10% do PIB na Educação, inclusive com a realização do Plebiscito Nacional em Defesa da Educação Pública (de 6/11 a 6/12) para consultar a população se ela é favorável ou não ao investimento de 10% do Produto Interno Bruto para alavancar o setor educacional, o debate sobre o Plano Nacional de Educação assume grande importância para esclarecer a categoria sobre o plano e assim poder discutir nas escolas os problemas e as soluções para a educação pública no Brasil.

Fonte: Sepe RJ

Encontro Estadual de Aposentados será realizado em dezembro

Nos dias 1 e 2 de dezembro, realizaremos o Encontro Estadual de Aposentados do Sepe. Veja abaixo a programação:

Programação do Encontro Estadual de Aposentados

Dia 1 de dezembro:

09 às 14h - Credenciamento

10h - mesa de abertura - informes dos núcleos e regionais

12h - almoço

14h - Mesa: aposentados, 25 anos na luta contra a meritocracia.
16h - Grupos: apresentação do Plano de Lutas e novas propostas

18h - Atividade cultural

Dia 2 de dezembro:

10h - Apresentação dos grupos pelos relatores

12h - almoço

14h às 16h - Mesa: aposentados na luta: histórico

Após as 16h - Mesa de abertura da Conferência de Educação do SEPE/RJ

Solicitamos que os núcleos/regionais nos encaminhem o nome de um/a aposentado/a para ser homenageado/a.

Solicitamos ainda que nos enviem, até o dia 18 de novembro, os nomes dos 10 representantes para o Encontro Estadual de Aposentados. 

Fonte: Sepe RJ

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Finados, dia de reflexão e saudades!!!

Dia de Finados, dia de reflexão acerca da vida e também da morte, dia de saudades e de expressar carinho pelos que já não estão mais entre nós, mas que ainda estão guardados em nossos corações.

Segue abaixo um texto de Clarice Lispector que merece ser lembrado nesse dia:

" Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."
Clarice Lispector

Excelente artigo: " A realidade da educação"

Por Wolmer Ricardo Tavares*
Em conversa com alguns diretores de escolas públicas, foi constatado que a maioria acredita que a educação nestas escolas está falida. Os outros, que representam a minoria, acreditam que a educação está cada vez melhor, mas demonstram certo grau de hipocrisia, pois apesar de acreditarem que as escolas têm oferecido uma educação de qualidade, eles continuam mantendo seus filhos em escolas privadas, “privando-os dessa boa educação oferecida pela rede pública”.
Os gestores têm aberto os portões de suas escolas para toda a comunidade, o que é um fator positivo, mas eles se esquecem que o ensino de qualidade é um dos fatores primordiais para uma boa educação, e trocam o ensino por festividades e eventos, preenchendo os dias letivos com coisas consideradas fúteis em comparação à principal função da escola.
A única coisa que podemos afirmar sobre futuro está relacionada à sua imprevisibilidade, mas com a educação que temos hoje, essa afirmação fica como uma inverdade, visto que a certeza que teremos é que ainda mais pessoas se tornarão alienadas, acomodadas, manipuladas e sempre aceitarão a mesmice sem expectativa de melhora.
O intuito aqui não é encher o povo de esperanças , pois a esperança, em muitas situações, passa a ser um verdadeiro tormento para os medíocres, fazendo deles seres passivos transformados em massa de manobra.
Precisamos reconquistar nossa dignidade como profissionais e não ficarmos presos a demagogias políticas. Necessitamos oferecer uma educação que prime pela excelência e faça de nossos educandos cidadãos críticos, protagonizando sua própria vida, e torne-os com isso, pessoas pró-ativas, conhecedoras de seu entorno e com capacidade de pensar e agir a favor de si próprias e da comunidade.
O conhecimento trabalhado nas escolas não tem levado nossos alunos a uma ação, isto porque não tem sido um conhecimento útil. E conhecimento útil é aquele aplicável para que o aluno transforme o seu contexto, consequentemente transformando sua realidade.
Assim tem sido a nossa educação. Uma educação na qual impera a manipulação de nossos alunos e o verdadeiro conhecimento fica em renegado. Até quando a educação ficará em segundo plano? Até quando conviveremos com a esperança de ter uma educação de qualidade?
A educação que necessitamos desenvolver em nossos alunos deve levá-los a uma criticidade, e essa criticidade não é alcançada da noite para o dia, mas com trabalho árduo, informação semântica, conteúdos condizentes com o contexto no qual os alunos se encontram inseridos, com solução de problemas vivenciados por eles, com professores e alunos motivados, com profissionais imbuídos de responsabilidade, profissionalismo, dedicação e boa formação.
Sabemos que são árduos os caminhos para se ter uma boa educação, mas o terreno ainda é fértil para jogarmos as boas sementes e colhermos bons frutos, e assim conseguirmos resgatar a dignidade dos profissionais da educação, termos alunos mais críticos e protagonistas de um país com mais isonomia.
Wolmer Ricardo Tavares, Mestre em Educação é escritor, palestrante, e atua como docente universitário e coordenador de extensão da UNIPAC Lafaiete. Autor do livro Gestão Pedagógica, publicado pela WAK Editora.

Fonte: Jornal da Educação

Conheça o Projeto Quinze!!!

Começa O Quinze



Começa O Quinze
O Projeto O Quinze tem como objetivo discutir os problemas e encontrar soluções para a educação. O Quinze traz 15 propostas que visam melhorar a Educação Pública brasileira. Além de fazer as propostas, O quinze, através das Redes Sociais, cobrará das autoridades que estas propostas sejam cumpridas, tendo em vista que muitas já são leis que ficam apenas no papel. Logicamente que teremos mais força se toda a sociedade brasileira em todos os níveis sociais nos apoiar neste projeto.
São elas:

10% do PIB para a educação e 50% dos royatles das fontes energéticas

Cumprimento da lei 11738 §4º Art. 2º que diz que 1/3 do horário do professor seja para atividades fora da sala de aula, como aperfeiçoamento, discussões pedagógicas, entre outras
Escola de Tempo Integral
Currículo mínimo Nacional

Ampliação da lei de responsabilidade escolar
A obrigatoriedade de profissionais de suporte pedagógicos como psicopedagogos, bibliotecários, Agentes de Organização Escolar etc.
Redução do número de aluno em sala de aula
Envolvimento da família
Volta dos 180 dias letivos
Piso salarial nacional compatível com a formação universitária
Cumprimento da obrigatoriedade dos equipamentos físicos e humanos da inclusão
A implementação da lei 10639 que coloca na grade curricular “História e Cultura Africana”
Igualdade de oportunidades escolares para todos os brasileiros em todos os níveis
Formação de nível superior específica e contínua nas áreas de atuação
Liberdade na escolha do material didático
Veja que em algumas “propostas” são um absurdo que não seja cumpridas.
Michael Bonadio
 

Sepe realiza plenária de colégios estaduais ameaçados pela municipalização e os compartilhados com a SME

Sepe realiza plenária no dia 8 de novembro (quinta-feira), às 18h, no auditório do sindicato, com os profissionais dos colégios estaduais ameaçados de municipalização e aqueles compartilhados com a Secretaria Municipal de Educação do Rio (SME). A plenária é válida para as unidades da capital e tem como objetivo mobilizar a categoria a resistir à municipalização, que vem sendo realizada pela Seeduc de maneira autoritária e sem consulta à categoria, trazendo mais prejuízos à escola pública – a maioria dos municípios que recebe os colégios estaduais mal tem condições de arcar com as novas unidades.

O sindicato, com a plenária, vai mostrar o recente exemplo do Colégio Estadual Teresa Cristina, que fica no bairro de Brás de Pina. Alunos, pais e profissionais desta escola reagiram ao fechamento de seis turmas previsto pela Seeduc. O anúncio pelo governo, já quase no final do ano letivo, causou a revolta da comunidade escolar, já que a extinção das turmas e realocação dos alunos prejudicará o processo pedagógico. A comunidade realizou manifestações e impediu o fechamento das turmas, já que a secretaria voltou atrás.

O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, chama esta realocação de “otimização”; na verdade, esta ação do governo do estado visa acabar com as escolas estaduais que funcionam em regime compartilhado com a rede municipal de Educação (durante o dia elas funcionam como escolas municipais e, à noite, como escolas do estado). Desta forma, a plenária pretende discutir como a categoria, alunos, pais e responsáveis devem se preparar para reagir a este ataque ao ensino público em nosso estado.

Fonte: Sepe RJ

Justiça Federal cancela em todo o país as 13 questões do Enem 2011


Reproducao
 

A Justiça Federal do Ceará decidiu nesta segunda-feira cancelar 13 questões do Enem 2011 em todo o país. Segundo a decisão do juiz Luís Praxedes da Silveira, o Inep deve desconsiderar esses itens na hora da correção. O Ministério da Educação (MEC) informou nesta segunda-feira à noite que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, em Recife. Em seu parecer, o juiz afirma que a antecipação das questões para alunos do Colégio Christus fere "o princípio constitucional da isonomia e da segurança jurídica". Segundo a liminar, a pontuação de todos os candidatos será dada com base nas outras 167 questões não anuladas e na redação, de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI) adotada pelo certame.

Foram anuladas as questões do caderno amarelo: 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, do 1º dia; 113, 141, 154, 173 e 180, do 2º dia.
Para o MEC, a liminar foi "excessiva e desproporcional". Segundo a assessoria de Imprensa do MEC, "a decisão dá a impressão de que o crime compensa". O ministério entende que a solução para o vazamento de questões do Enem seria a reaplicação das provas nos dias 28 e 29 de novembro a apenas 639 estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, que tiveram acesso às perguntas em apostila distribuída dias antes do exame.
Fonte: Agência Globo