SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Direitos da criança e da mulher em debate na Apape nesta sexta-feira

Carlos Grevi
Evento será aberto ao público
 
Os direitos da criança e da mulher serão debatidos, na manhã desta sexta-feira (25/11), na sede da Apape, em Campos. Coordenador do projeto, o guarda Civil Municipal, Ivan Silva de Souza, diz que garantir a integridade física e psicológica das crianças e das mulheres, é um fator importantíssimo para a sociedade. O evento está marcado para as 10h e será aberto ao público.

"O projeto 'A criança pede...' é um trabalho que venho realizando há sete anos. Sempre voltado para garantir o direito das crianças em Campos, o projeto é focado na questão da violência infantil que vem aumentando a cada dia. Amanhã, estaremos realizando palestras não só voltada para a criança, mas também para a mulher — explicou Ivan, acrescentando: “Foi montada uma equipe com delegados civis, médicos, conselheiros tutelares e psicólogos. Esses profissionais estarão informando e orientando os pais presentes sobre como proteger seus filhos”.

Ainda de acordo com o guarda, os pais têm de serem protetores e multiplicadores de seus filhos. “Com esse projeto procuro mostrar as leis que garantem e protegem os menores. Através do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Código Penal Brasileiro, e também de cartilhas educativas, que informam e detalham, para esse público leigo, os caminhos e mecanismos que possam garantir a integridade física de seus filhos”, comentou.

Para Ivan, a educação por meio de repressão e castigos tem de ser banida. Ele ainda falou que o limite que tem de se dar as crianças, deve ser por meio paz e da harmonia dentro de casa e não com violência. “O pai tem de se portar como tal e não como carrasco. A criança que é educada com agressividade, pode se tornar um adolescente e um adulto agressivo ou retraído. É por isso que venho mostrando, através das minhas atuações como guarda civil, que esse tipo de crime não pode ficar impune”, relatou.

Segundo a presidente da Apape, Naira Regina Barros Cordeiro, esse é um momento importantíssimo, não só para as famílias da Apape, mas também para todas as outras. Ela comentou ainda que toda a informação que será transmitida ao público, servirá para que essas pessoas não sejam reféns da violência. “Estamos abrindo as portas da nossa sede para que as famílias possam estar se informando sobre seus direitos. Caso haja qualquer situação de violência dentro de suas casas, esses pais saberão a quem recorrer”, concluiu a presidente.

Fonte: Ururau

Senado aprova lei antifumo para todo país

Os senadores aprovaram projeto que proíbe o fumo em locais fechados no país, sejam eles públicos ou privados. A mudança na Legislação foi aprovada na terça-feira (22) e depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor.

A proposta estava dentro de um pacote de leis e decretos apresentados pelo governo federal na Medida Provisória (MP) 540/2011.

Entre outros temas, a MP propunha a regulamentação do decreto nº 5.658, de 2 de janeiro de 2006. O decreto trata da promulgação da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco, adotada pelos países membros da Organização Mundial de Saúde.

A medida provisória determina o fim dos fumódromos e o aumento da advertência sobre os riscos do fumo. A medida torna obrigatório o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo, que deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros, a partir de 1º de janeiro de 2016. A publicidade em pontos de vendas também fica proibida.

De acordo com o ministério da Saúde, o texto também prevê aumento na carga tributária dos cigarros, além de fixar preço mínimo de venda do produto no varejo.

Fica estabelecida em 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o cigarro. O aumento no preço do produto está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20%, em 2012, chegando a 55% em 2015.

 Fonte: Folha da Manhã

Servidores começam a receber na segunda-feira

Começa na próxima segunda-feira (28), o pagamento dos servidores públicos municipais, referente ao mês em curso – novembro. Os vencimentos, seguindo o calendário pré-estabelecido, serão pagos em três dias, finalizando na quarta-feira (30). Para este mês, o valor bruto da folha de pagamento entre ativos e inativos será de R$ 48.601.517,70 com os depósitos feitos em contas individuais na rede bancária credenciada.

De acordo com informações passadas pela secretaria municipal de Administração e Recursos Humanos (SMARH), no primeiro dia (28), a liberação dos vencimentos será destinada aos servidores cujas matrículas funcionais terminam em 0, 1 e 2 e soma R$ 14.730.800,38. No dia 29 (terça-feira), a prefeitura injetará no município, R$ 19.322.678,03 aos servidores públicos com matrículas finalizadas em 3, 4, 5 e 6. No último dia de pagamento, a prefeitura efetuará a liberação do restante, ou seja, 14.548.039, 29 aos que possuem matrículas com finais 7, 8 e 9.

 Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Biblioteca recebe contação de histórias sobre princesa negra

‘Princesa Violeta’ é o primeiro livro de Veralinda Menezes.
Contação de histórias acontece neste domingo (27) em Salvador.

Do G1 BA
O espetáculo ‘Contando e Cantando Princesa Violeta’ é apresentado neste domingo (27), a partir das 15h na Biblioteca Monteiro Lobato. A escritora gaúcha Veralinda Menezes dramatiza a história sobre uma princesa negra. Evento faz parte do mês da Consciência Negra.
‘Princesa Violeta’ é o primeiro livro da atriz, escritora e contadora de histórias Veralinda Menezes. Ela inovou na literatura infantil brasileira escrevendo uma história em que os personagens principais são uma princesa negra e um anjo negro.
A ideia de escrever o livro se deu porque as duas filhas da autora pediam para a mãe contar a história de princesas parecidas com elas. As irmãs ganharam da mãe, então, duas personagens negras - A Princesa Violeta e Lilinda.

Bullying em mensagens de texto se torna mais comum, diz estudo

Estudo sugere, sem alarde, que deve-se dar mais atenção às mensagens de texto das crianças

Cada vez mais crianças norte-americanas afirmam ter sido alvo de ofensas via mensagens de texto, o que inclui ameaças e boatos sobre elas espalhados para terceiros. Essa é a conclusão de um estudo publicado nesta semana pela revista “Pediatrics” e realizado em 2008, com 1.588 alunos dos ensinos fundamental e médio nos Estados Unidos.

Dos entrevistados em 2008, 24% disseram ter sido "atormentados" por mensagens de texto, contra 14% em pesquisa com o mesmo grupo de estudantes um ano antes. “Ser atormentado" significa que colegas espalharam boatos sobre eles, fizeram comentários "rudes ou malévolos" ou os ameaçaram.

O bullying propriamente dito, definido como repetidas agressões morais, subiu a 8% dos estudantes pesquisados, ante 6% um ano antes.

Os pesquisadores, liderados por Michele Ybarra, da Internet Solutions for Kids, de San Clemente, Califórnia, disseram a Reuters Health que as constatações sugerem que é preciso dedicar mais atenção às mensagens de texto das crianças.

No entanto, os pais não precisam se alarmar. "Não é motivo para que eles se sintam incomodados ou decidam tirar os celulares de seus filhos. A maioria das crianças parece estar navegando de modo bastante saudável por essas novas tecnologias", disse.

O estudo inclui crianças de 10 aos 15 anos, pesquisadas online inicialmente em 2006. A pesquisa foi repetida em 2007 e 2008. Cerca de três quartos dos participantes originais responderam os três levantamentos.

O trabalho publicado não informa por que os dados sobre a pesquisa concluída em 2008 só foram divulgados agora.

Internet

Em relação a agressões via internet, em contraste com as agressões via mensagem de texto, não houve tanta mudança ao longo do período. Em 2008, 39% dos pesquisados disseram ter sido "atormentados" online, e a maioria afirmou que isso aconteceu algumas vezes. Menos de 15% disseram ter sofrido bullying via internet.

Os estudantes agredidos parecem ter conduzido a situação no geral de maneira positiva, o que os pesquisadores dizem ser bom sinal.

 Fonte: Uol

Rio formaliza lei para combater bullying


São Paulo - Foi publicada hoje, no Diário Oficial do Rio de Janeiro, a lei sobre o programa de prevenção e conscientização do assédio moral e violência nas escolas. A lei de autoria do deputado Chiquinho da Mangueira busca combater o chamado bullying (violência física e psicológica) no ambiente escolar.

O programa deverá ser desenvolvido através de ações multidisciplinares, com atividades didáticas para conscientização, orientação e prevenção das agressões. A proposição também define um conjunto de 10 metas para o programa, que vão da prevenção e combate da prática nas escolas ao auxílio a vítimas e agressores.

O projeto foi aprovado com emenda do deputado licenciado Rafael Picciani que incluiu entre as práticas que caracterizam o bullying (como insultos pessoais, ataques físicos, grafites depreciativos e isolamento social) o cyberbullying, feito na internet.

* Imagem inserida pelo Blog

Fonte: Uol

Vazamento de óleo na Bacia de Campos é tema de audiência na Alerj

Ascom
Discutir a extensão dos danos territoriais do derramamento de óleo causado pela empresa americana Chevron no campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral Norte fluminense, é o objetivo da audiência pública conjunta que será realizada pelas comissões de Defesa de Meio Ambiente, presidida pelo deputado Átila Nunes (PSL), Saneamento Ambiental, presidida pela deputada Aspásia Camargo (PV) e de Minas e Energia, presidida pelo deputado Rafael do Gordo (PSB), da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). O evento acontecerá nesta quinta-feira (24), às 14h, no Auditório Senador Nelson Carneiro, prédio anexo do Palácio Tiradentes. Os parlamentares pretendem ouvir a própria Chevron e saber, de órgãos ambientais, quais medidas podem ser tomadas para reduzir ou reparar os impactos.
“Esse acidente é a prova inquestionável dos riscos ao patrimônio ambiental do estado do Rio de Janeiro, por isso a compensação através dos royalties”, lembra o deputado Átila Nunes. Membro da mesma comissão e autor da lei que institui Macaé como Capital do Petróleo, o deputado Sabino (PSC) afirma que acidentes como o da Chevron afetam, em especial, os municípios que fazem parte da Bacia Produtora. “É preciso esclarecer as péssimas condições estruturais de várias plataformas de petróleo, que acabam por ocasionar estes tipos de acidente. No caso da Chevron, inclusive, devemos estar atento à possibilidade de o petróleo vazado atingir as praias do Rio de Janeiro, desde Angra dos Reis até Macaé”, complementa o parlamentar.

Fonte: Folha da Manhã

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ato Público " Fechar Escolas é CRIME! "

Enquanto isso, a educação...... Ops!!! Onde está a educação???




Sepe reafirma: categoria não deve lançar notas no programa Conexão Educação

O Sepe mantém a orientação para que a categoria não lance as notas dos alunos on line, conforme determina o Programa Conexão Educação da Seeduc. O sindicato entrou com uma ação na Justiça do Estado contra a realização do programa, tendo em vista a péssima estrutura das escolas, a falta de funcionários administrativos nas secretarias dos colégios e até mesmo a coação de professores para colocarem as notas. O juiz responsável pela ação está analisando as provas para decidir.

Cobramos a realização de concurso público para as secretarias das escolas, única forma de tornar efetiva a necessidade da democratização do acesso às informações educacionais na rede estadual. Também reivindicamos a revogação imediata da portaria que estabeleceu o lançamento das notas pelos professores, a autonomia pedagógica dos colégios e concurso público para funcionários já!

Saiba quais são os principais problemas do programa:

1) O registro pela internet das notas dos alunos é uma função burocrática, que deveria ser encargo das secretarias das escolas da rede estadual; sendo portanto, uma função alheia à esfera educacional dos professores;

2) Em vários momentos a Resolução nº 4.455 menciona que o Conexão Educação tem como objetivo a melhora da “gestão” da unidade escolar e da rede estadual. Mas ela peca na análise da realidade das escolas e das funções de cada trabalhador, já que o trabalho de gestão educacional é originariamente desempenhado por quem possui atribuição e treinamento para isto: ou seja, as secretarias das escolas;

3) Neste sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.396/96), em momento algum, atribui ao professor a função de divulgar, ele próprio, as notas, senão a de zelar pela aprendizagem dos alunos;

4) Deste modo, a determinação unilateral da SEEDUC de que a função de inserir as notas no Conexão Educação caberá aos professores – já sobrecarregados com o desempenho de suas demais tarefas, que não são poucas – não encontra qualquer amparo legal.

5) O tempo de planejamento da carga horária dos professores já é insuficiente para o planejamento das atividades, correção dos trabalhos, provas, dentre as tantas outras tarefas abarcadas pelo processo de aprendizagem. Dedicar parte de tal tempo para lançar notas no sistema (que, com freqüência, apresentar sérias falhas) seria reduzir o tempo de efetivo planejamento e avaliação necessários a todo professor.

6) Utilizar por outro lado, o tempo da aula para tanto, prejudicaria os próprios alunos que já sofrem com a redução da grade curricular e carência de professores e funcionários, além das condições precárias da maioria das escolas.

7) Como se não bastasse o acima exposto, utilizar o tempo livre para tal tarefa importaria em trabalho extra não remunerado, o que significaria uma verdadeira exploração da mão de obra de uma categoria que há anos vem reivindicando melhores condições de trabalho e de remuneração.

Livro da ex-secretária de Educação norte-americana sobre a falência da meritocracia será vendido na Conferência do Sepe

O livro da professora norte-americana Diane Ravitch, “Vida e morte do grande Sistema Escolar Americano”, lançado no Brasil pela Editora Sulina, será vendido na Conferência do Sepe, dias 2 e 3 de dezembro, por um preço menor que o de mercado. Ravitch foi secretária-assistente de educação nos governos Bush (pai) e Clinton, além de líder do movimento para a criação de um currículo nacional – ela era uma defensor da meritocracia e dos testes padronizados (os provões) nas escolas de seu país, mas após trabalhar no governo, reviu radicalmente sua visão. O livro mostra como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a Educação.

O Sepe entrou em contato com a editora e acordou a venda do livro em nossa Conferência por um preço menor que aquele das livrarias. A seguir, o release sobre a escritora:

“Um apelo passional pela preservação e renovação da educação pública. O livro Vida e Morte do Grande Sistema Escolar Americano é uma mudança radical de perspectiva, escrito por uma das mais conhecidas especialistas em educação dos EUA.

“Diane Ravitch examina a sua carreira na reforma educacional e repudia posições que ela anteriormente defendeu firmemente. Baseando-se em 40 anos de pesquisa e experiência, Ravitch critica as ideias mais populares de hoje para reestruturar as escolas, incluindo privatização, testes padronizados, responsabilização punitiva e multiplicação irresponsável de escolas autônomas. Ela demonstra conclusivamente por que o modelo empresarial não é uma forma apropriada de melhorar as escolas. Usando exemplos de grandes cidades como Nova York, Philadelphia, Chicago, Denver e San Diego, Ravitch evidencia que a educação de hoje está em perigo.

“Ravitch inclui propostas claras para melhorar as escolas americanas:

– deixe as decisões sobre as escolas para os educadores, não para os políticos ou empresários;

– construa um currículo verdadeiramente nacional que estabeleça o que as crianças em cada série deveriam estar aprendendo;

– espere que as escolas autônomas eduquem as crianças que precisam de mais ajuda, não que concorram com as escolas públicas;

– pague um salário justo aos professores pelo seu trabalho, não um “salário por mérito” baseado em pontuações de testes profundamente falhos e não confiáveis;

– encoraje o envolvimento familiar na educação logo a partir dos primeiros anos.

“Vida e Morte do Grande Sistema Escolar Americano oferece mais do que apenas uma análise da situação atual do sistema educacional americano. É uma leitura fundamental para qualquer um interessado no futuro da educação americana.

Diane Ravitch é professora e pesquisadora de educação na Universidade de Nova York e membro associado do Instituto Brookings. De 1991 a 1993, ela foi secretária-assistente de educação e conselheira do secretário de educação Lamar Alexander na administração do presidente George H. W. Bush. O presidente Clinton apontou-a para a Junta Nacional de Assessoramento Governamental, que supervisiona as testagens federais. Ela é autora e editora de mais de 20 livros, incluindo The Language Police e Left Back, e seus artigos apareceram em numerosas revistas e jornais. Nativa de Houston, Ravitch graduou-se nas escolas públicas de Houston, Wellesley College e Universidade de Colúmbia. Ela vive no Brooklyn, Nova York.”


Sepe promoverá debate sobre o Plano Nacional de Educação no dia 26 de novembro

O Sepe vai realizar um debate sobre o PNE no próximo dia 26 de novembro. O encontro será realizado no auditório do Sepe (Rua Evaristo da Veiga 55 - 7º andar, a partir das 9h. A convidada para o debate é a professora Eliana Cunha, que trabalha na rede estadual, no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói. Num momento em que os profissionais de educação está mobilizados pela Campanha dos 10% do PIB já na Educação Pública, o debate do dia 26 de novembro assume importância para que a categoria possa discutir as demandas da Educação Pública no Brasil e a proposta do governo para a Educação, contidas no PNE.

Fonte: Sepe RJ

Sepe realiza ato contra o fechamento das escolas estaduais noturnas nesta quarta (dia 23/11)

Profissionais, alunos e pais das escolas estaduais noturnas ameaçadas de fechamento realizarão um ato amanhã, quarta-feira, dia 23, na porta da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) – na Rua da Ajuda, Centro -, às 18h, para protestar contra o anúncio feito pelo secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, do fechamento de 48 escolas que funcionam em regime compartilhado com a Secretaria Municipal de Educação do Rio (as escolas têm aulas da rede municipal de dia e da rede estadual no turno da noite).

Além do ato, o sindicato vai promover uma campanha publicitária intitulada "Fechar escolas é crime", veiculando mensagens contra a política da Seeduc de extinção de escolas noturnas na capital e dos municípios, que também terão unidades fechadas.

O Sepe está à frente da luta em várias escolas ameaçadas, mobilizando as comunidades escolares com atos de protesto, reuniões e audiências na Secretaria para reverter o processo de extinção de escolas, que ameaçava o ano letivo dos alunos do ensino estadual noturno. A mobilização foi iniciada em meados deste ano, quando Risolia anunciou a intenção de fechar mais de duas dezenas de escolas noturnas que atendiam alunos das regiões da Tijuca, Rio Comprido e Centro. Graças à mobilização, a secretaria acabou revertendo o fechamento.

Em outubro, por exemplo, a mobilização do Colégio Tereza Cristina, em Brás de Pina, impediu a Seeduc de extinguir várias turmas e realocar os alunos, e isto faltando dois meses para o final do ano letivo. Depois de vários protestos e reuniões na escola, na Metropolitana local e na Secretaria, o secretário recuou da decisão e os alunos não foram prejudicados.

Agora, a Seeduc volta a atacar o direitos dos alunos à escolas públicas noturnas e ameaça fechar 48 unidades para o ano letivo de 2012. A iniciativa faz parte do processo de municipalização e de "otimização" das unidades estaduais. Mas o sindicato e as comunidades escolares não irão permitir que a política de mercantilização da escola pública estadual prejudique ainda mais a educação em nosso estado.

Fonte: Sepe RJ

A educação inclusiva é uma utopia?

No Brasil o discurso sobre inclusão de pessoas com deficiência quer seja na escola, trabalho, lazer, espaços sociais tem sido ainda uma utopia. As mudanças de fato estão sendo forjadas por grupos de pais mais organizados, educadores, alguns líderes políticos, entidades, ONGs e os meios de comunicação. Está caminhando a passos curtos, mas caminhando em alguns locais, regiões.
A preocupação reside ainda, somente com os resultados quantitativos como, por exemplo, quantos alunos com deficiência estão matriculados nas escolas do Brasil, do que com os resultados qualitativos das relações com aprendizagem e conhecimento, que seria importante saber, por exemplo, de que maneira estes alunos estão matriculados, como estão sendo atendidas as necessidades singulares destes alunos, como estão aprendendo, se relacionando, se estão felizes e realizados. Do ponto de vista dos professores, as perguntas recairiam, estão sendo capacitados e aprendendo de fato, mudaram suas atitudes, o currículo e avaliação da escola foram modificados e o plano político pedagógico, há cooperação entre a saúde e educação para atender os casos de alunos com autismo, dentre outros que precisam de atendimento clínico especializado, e viriam muitas outras indagações, sem falar das questões da família que vamos ponderar mais abaixo.
Perguntas estas que não calam, mas ficam veladas a espera de atitudes mais eficientes e humanizadoras. Muitas ações de políticas públicas do governo federal estão sendo efetivadas e apoiadas no âmbito estadual e municipal. Contudo, as escolas estaduais por serem maiores em demanda de alunos sendo que na mesma proporção acontece com o numero de seus professores que precisam ter formação para compreenderem a educação inclusiva, são as que apresentam as maiores dificuldades em relação às escolas municipais e particulares. O Ministério da Educação tem em seu bojo uma proposta de vanguarda, mas as dificuldades são de ordem pragmática, ou seja, políticas públicas mais eficientes, investimentos em formação e materiais pedagógicos (tecnologias assistidas), trabalho e investimento para mudança cultural de atitudes ainda preconceituosas e falta de informação para a população geral.
A Educação Inclusiva não se restringe a educação, mas uma forma social de relacionar-se com o ser humano. É um processo árduo, desafiador mudar a cultura do ser humano!
O que observamos é que cada um faz uma parte que nem sempre forma um todo convergente, um emaranhado entre leis, projetos, iniciativas, verbas, metodologias que por muitas vezes se desencontram da concepção humanística, tornam-se apenas uma retórica universitária ou um projeto político fugaz.
A educação inclusiva é um direito humano, é uma educação de qualidade e precisa ter um bom senso social. Uma escola inclusiva é aquela que encoraja todas as crianças a aprenderem juntas, colaborando e cooperando mutuamente. Uma escola que discorde da prática de separar as crianças em capazes e incapazes. Uma escola que concorde que todas as crianças são capazes e que cada criança é capaz a seu modo. Uma escola que admite que cada criança aprende de um jeito só dela e, por isso, tem o direito de aprender do jeito dela. Uma escola que ensina o que as crianças querem e precisam aprender em função da situação de vida de cada criança. Uma escola que faça das crianças felizes!
Mas ainda as escolas estão focadas para que as crianças passem no vestibular, sejam competitivas, individualistas que é bem diferente de ser independente e autônoma.
Partimos do pressuposto de que entendemos a Educação Inclusiva como sendo um conceito muito mais amplo do que o de inserção do aluno com deficiência nas escolas regulares, como é resumidamente pensado, mas com uma visão mais expansiva do caminho a ser percorrido por este sujeito, desde a hora do seu nascimento, com uma acolhida planejada e articulada entre os profissionais das diversas áreas. Parto do princípio de uma inclusão programada e gradativa, responsável passo a passo dentro de um referencial ético. Tanto para quem está sendo incluído podendo ser “a criança, jovem, adulto, a família”, todos estão saindo de um modelo de exclusão, todos estavam ou estão em alguma medida institucionalizada quer seja em escolas especiais, classes especiais ou qualquer outra forma de exclusão social marginal.
O trabalho em conjunto com a família é fundamental não existe inclusão se a família não fizer parte do processo, muitas vezes só trocamos o aluno de lugar a os pais continuam reagindo da mesma forma, não há apoio, não há compreensão, apenas a necessidade de resultados. A família também precisa ser incluída, desde a sensibilização aos professores e capacitação continuada, enfim todos deverão fazer parte do processo.
Numa outra perspectiva, constatamos uma inegável mudança de postura, de concepções e atitudes por parte de educadores, pesquisadores, de agentes sociais, formadores de opinião e do público em geral. Estas mudanças se traduzem na incorporação das diferenças como atributos naturais da humanidade, no reconhecimento e na afirmação de direitos, na abertura para inovações no campo teórico-prático e na assimilação de valores, princípios e metas a serem alcançadas.
Também precisamos de medidas que visem assegurar os direitos conquistados, cada vez mais à melhoria da qualidade da educação, e investimentos em uma ampla formação dos educadores, a remoção de barreiras físicas e atitudinais, a previsão e provisão de recursos materiais e humanos entre outras possibilidades. Nesta dimensão se potencializa um movimento de transformação da realidade para se conseguir reverter o percurso de exclusão de crianças, jovens e adultos com ou sem deficiência no sistema educacional.
Alguns dos trabalhos mais recentes realizados por Edgar Morin (2002) para a Unesco tentam responder a interrogações que nos esperam a cada dia quando entramos na sala de aula: o que a escola tem para ensinar?
Ensinar as cegueiras do conhecimento: dar a oportunidade de aprender sobre a ilusão e os “erros da mente”; ensinar os princípios do conhecimento pertinente: ensinar a interpretar o contexto e a resolver problemas; ensinar a condição humana: ensinando que o ser humano é ao mesmo tempo físico biológico, psíquico, cultural, social e histórico, ensinar a identidade terrena e a história da terra: para que se compreenda desde idades tenras que o destino do homem está intimamente ligado ao destino da terra e da natureza.
Enfim acredito, aposto na utopia da escola inclusiva. Posso dizer que sofro de “utopismo”, que consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa, sonhadora e normalmente contrária ao mundo real.
O “utopismo” é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem. E se os sonhos podem ser transformados em realidade, então vamos lá, mãos a obra!

Equoterapia volta a funcionar depois de 15 dias em Campos; agora faltam fraldas

O serviço do SUS ficou suspenso por 15 dias por falta de repasse de verbas. Mas a secretaria de Saúde disse que até dobrou os repasses para o serviço.


do RJ INTER TV 1ª Edição
O RJ INTER TV de segunda-feira (21) mostrou a paralisação das sessões de equoterapia em Campos. E, ainda na segunda (21), fomos informados que tudo voltaria ao normal já nesta terça-feira (22). Por isso, a repórter Bárbara Zaganelli foi ao Hospital de Apoio Manoel Cartucho ver como estava a situação por lá.


Durante a manhã desta terça-feira (22), muitas mães levaram os filhos para retomar as sessões de equoterapia. O serviço do SUS ficou suspenso por 15 dias, segundo os funcionários, por falta de repasse de verbas. Na segunda (21), a secretaria de Saúde disse que foi pega de surpresa, e que até dobrou os repasses para o serviço de equoterapia. Aí surgiu a dúvida: então porque as sessões chegaram a ser suspensas? A equipe de reportagem da INTER TV entrou em contato com a prefeitura, mas até agora nós não teve nenhum retorno.


E enquanto a repórter Bárbara Zaganelli fazia essa reportagem da equoterapia, algumas mães conversaram com ela sobre um outro problema que também está acontecendo em Campos. Elas disseram que o galpão onde funciona o programa Pró-Fralda, da prefeitura, está sem fraldas.


Mas a gravação dentro do galpão não foi autorizada. Em uma conversa com uma funcionária do local, ela disse que não tem fralda geriátrica. Enquanto isso, duas mulheres que foram pegar fraldas perderam a viagem.


A equipe de reportagem da INTER TV já entrou em contato com a prefeitura para saber o que está acontecendo, mas até o momento não tem uma resposta para esses os dois casos: da equoterapia e do programa Pró-fraldas.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pesquisa aponta causas de noites mal dormidas e consequências

Ficar assistindo à TV ou navegando na internet não colaboram para o descanso ir para a cama . Foto: Getty Images
Ficar assistindo à TV ou navegando na internet não colaboram para o descanso ir para a cama
Foto: Getty Images
Michelle Achkar
Ter dificuldades para dormir e acordar no meio da noite devido a barulhos e outras distrações está se tornando cada vez mais comum. Os efeitos da falta de descanso adequado são outras noites mal dormidas, num circulo vicioso que prejudica a saúde. As informações são do site Female First.
Uma empresa inglesa de remédio para dormir pesquisou os hábitos de 3 mil pessoas e descobriu que em média as pessoas acordam duas vezes durante a noite devido a movimentos do parceiro, ronco, barulhos e também devido aos bichos de estimação, que têm autorização para subir nas camas. Outro dado revelado é que o tempo para pegar no sono é de 46 minutos, período informado por 40% dos entrevistados.
A pesquisa indica que há também um horário mais comum para acordar no meio da noite e perder o sono pensando que logo é preciso levantar para ir trabalhar: às 3h44 da madrugada. Preocupações com o trabalho e dinheiro são os temas mais comuns a ocupar as mentes dos insones e 16% culpa a cafeína e refeições pesadas à noite como as causas das noites conturbadas.
"A pesquisa mostra que o sono é uma das primeiras funções do corpo atingida pelo estilo de vida agitado, excesso de trabalho e tem impacto sobre os níveis de energia e a disposição demonstrada durante o dia", disse Jen Tan, diretora da empresa ao site.
Metade dos entrevistados sente-se cansado o dia todo e 20% se pega cochilando em algum momento do dia. A repetição dos problemas à noite leva a um círculo vicioso que traz prejuízos à saúde. Isso porque o cansaço gerado pela falta de descanso não faz com que o corpo ceda a boas noites de sono. Acontece exatamente o contrário.
A diretora explica que as pessoas esperam compensar o dia tumultuado se jogando na cama para uma bela noite de sono, mas sem dar tempo para o corpo relaxar e se desligar da agitação. Um período de calma antes do sono é importante para a glândula adrenal, responsável pelo hormônio adrenalina, trabalhar menos. Também não colaboram para o descanso ir para a cama muito tarde e ficar assistindo à TV ou navegando na internet como formas de relaxamento. Esses hábitos são comuns a 60% e 20% dos pesquisados, respectivamente.
 
Fonte: Terra

Um olhar crítico sobre a desvalorização dos educadores...

E-mail enviado ao Blog pela Professora Luciana  Soares
 
AULA DE MATEMÁTICA
Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.


Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?

Resposta: 200 alunos dia.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveu pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários

Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?

R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.


Problema nº2

O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?

Resposta: aproximadamente 0,27 mensais

(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...

Problema nº3

Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)

Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais

Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1202,00

Qual o saldo mensal de um professor?

Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades

E no caso deste professor ter mulher e filhos?

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:

" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "

Cid Gomes - Governador(_) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE NOSSO GOVERNADOR DEVE ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA
"Cid, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !"

Vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:

DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!

Devo deixar meus filhos jogarem games violentos?

Por Içami Tiba
Uma criança que já tenha seus valores próprios adquiridos pela educação praticada pelos seus pais e escolas, talvez não se tornasse violenta, ou se tornasse, não seria tão rapidamente, pois aprenderia a estabelecer a diferença entre a violência dos games e da vida real. Mas se ela cresce em um meio familiar, escolar e social já violento, ela pode acreditar que a violência é um valor a ser desenvolvido para poder sobreviver. Para esta, a violência dos games seria facilmente passada para a violência da vida.
No Japão, cuja educação e cidadania do povo atraíram as atenções do mundo quando ele enfrentou o terremoto e o tsunami em março deste ano, praticamente a maioria das crianças joga os games contendo violência, como em qualquer parte do mundo. Nem por isso aumentou a violência entre as crianças, como ocorre no Brasil.
Se as crianças de ambos os países, Brasil e Japão, brincam com os mesmos games violentos, no Japão também as crianças deveriam ser violentas, mas não as são. Por que? Uma das grandes diferenças está na educação, e nos países onde os valores como empatia, respeito ao próximo, e responsabilidade social não são ensinados pelos seus pais e escolas às crianças desde a mais tenra infância, quando então aprendem o hedonismo egoísta, que é a realização das suas vontades prazerosas sem custos, pois quem os paga são os educadores e não elas.
A empatia, o que se sente pela outra pessoa, é um valor fundamental que faz parte da cidadania a qualquer humano que viva em sociedade, deve ser ensinada pelos pais em uma educação orquestrada. Cada vez que os pais ficam contrariados, desobedecidos, frustrados, felizes, realizados e/ou qualquer outro sentimento forte, é muito importante que seja dado feedback aos filhos, para que estes aprendam o que eles provocam nos seus pais. Pais que se calam não ensinam aos seus filhos o que eles provocam nas outras pessoas. Piora muito a violência e a depredação ambiental a falta de empatia para quem as sofre.
Na violência gratuita, comum nos games, o prazer em matar e destruir tudo à volta é egoísta e além de não aparecerem os sofrimentos das vítimas, dos seus familiares e amigos nem os custos das destruições provocadas pelo violento, ele ainda é premiado.
Há tempos, talvez uns 30 anos, vi em uma tira de humor de jornal, cujo autor não me recordo agora, esta sequência: 1º quadro: muitas pessoas entrando, portanto de costas para o leitor, num cinema, cujo imenso cartaz trazia um caubói parado, de frente, com os joelhos curvados para fora, como se andasse a cavalo, com um revólver de cada lado com as mãos afastadas, como se estivesse pronto para atirar primeiro, num duelo de vida ou morte... 2º quadro: dentro do cinema, o mocinho na tela na posição acima descrita e na platéia, aparecendo somente as nucas da platéia... 3º quadro: todos os homens saindo de pernas abertas como se estivessem com revólveres em seus coldres e prontos para sacá-los antes do seu rival, o bandido...
Se a criança já é mais agressiva, impulsiva, explosiva, gritona, mal-educada, não respeita regras sociais de convivência, menos empática, sem suportabilidade às mínimas frustrações e absorvedora de comportamentos inadequados à sua volta, como os da tira acima citada, os games violentos somente pioram o comportamento dela. Portanto, os pais têm que controlar e não deixar passar nada que piore seu comportamento, principalmente as atividades interativas como são os games violentos.

* Imagem inserida pelo Blog

Problema na Vivo prejudica usuários

A população de Campos e região teve problemas com a comunicação na última sexta-feira (18) e no sábado (19) por conta de alguns problemas relacionados ao sinal da operadora telefônica Vivo e de sua internet 3G. A Prefeitura Municipal de Campos teria cortado acidentalmente um fio de fibra ótica subterrâneo da Vivo enquanto realizava as obras de urbanização, revitalização e paisagismo na Avenida Nilo Peçanha, na entrada da cidade. Segundo os funcionários da obra, é a segunda vez que isso acontece e não foram tomadas medidas preventivas para que o acontecido não se repetisse.
A estudante de Direito, Juliana Siqueira, 21 anos, disse que os problemas com a operadora na sexta-feira (18) causaram sérios transtornos. Segundo ela, os torpedos demoravam a chegar ao seu destinatário, as ligações, nas poucas vezes que completavam, caiam em seguida e a internet 3G não funcionava.
Os funcionários da obra da prefeitura, que não quiseram se identificar, contaram à equipe da Folha que o paisagismo feito no canteiro central da Avenida Nilo Peçanha, já trouxe problemas para a operadora outras vezes. Eles informaram ainda que o problema já foi solucionado, mas ainda não foi providenciada uma prevenção para esse tipo de acidente.
De acordo com a secretaria municipal de Comunicação, o secretário de Serviços Públicos de Campos, Zacarias Albuquerque, informou que o plantio das palmeiras para a urbanização já foi concluído há mais de uma semana e que todo trabalho foi feito com zelo para evitar que qualquer rede do subsolo fosse atingida. O secretário acrescentou que a companhia telefônica que utiliza fibra óptica é a Oi, uma vez que a Vivo utiliza sinal por ondas.
A equipe da Folha da Manhã tentou entrar em contato com a operadora Vivo, mas não obteve êxito.

Fonte: Folha da Manhã

Crise na Saúde discutida nesta manhã em reunião

Uma reunião que acontece na manhã de hoje, na sede da Prefeitura de Campos, entre município, Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPE/RJ) e diretores dos hospitais conveniados, vai tratar da remoção de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) do Ferreira Machado para os hospitais. O problema, que estava sendo investigado pelo MPE, tornou-se público no último dia 8, quando o ortopedista Hugo Manhães Arêas foi preso acusado de cobrar consulta de pacientes da rede pública. A prisão gerou indignação na classe médica, que publicou, na edição de ontem da Folha, um manifesto com esclarecimentos à população, além de ressaltar compromisso com a saúde e defender a libertação do ortopedista.

Segundo o promotor de Tutela Coletiva do MPE, Marcelo Lessa, o Hospital Ferreira Machado estaria enfrentado dificuldades em transferir pacientes do SUS para a rede conveniada. O procedimento, que deve ser feito por guia da Central de Regulação de Pacientes do município, estaria ocorrendo por meio de “bilhetes”, cujo remetente e destinatário era o mesmo médico.

— Espero que tudo seja resolvido nessa reunião. Será uma boa oportunidade para impormos critérios técnicos a esse processo e saber dos hospitais conveniados se querem ou não continuar atendendo pelo SUS — disse o promotor.

A prisão — O ortopedista Hugo Arêas foi preso dentro da Santa Casa de Misericórdia de Campos, sob acusação de cobrar R$ 160 para consultar, fazer exame de raio X e retirar o gesso de uma menina de 10 a-nos que era paciente do SUS. Arêas foi autuado por crime de concussão — uso da função pública em beneficio próprio — e levado para o Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, onde permanece até hoje.

Na ocasião, Marcelo Lessa determinou que o Grupo de Apoio à Promotoria (GAP) vistoriasse os hospitais e efetuasse a prisão, por crime de corrupção e prevaricação passiva, do médico que não estivesse atendendo pelo SUS.

Por meio de nota, publicada na edição da Folha de hoje, o promotor garante que as inspeções nos hospitais vão continuar. “Não são as consultas sociais, por si só, as que foram chamadas de ‘propina’. Mas, sim, e repito, aquelas que são oferecidas aos pacientes como venda de facilidades, diante das dificuldades criadas em marcar as gratuitas”, afirmou. Na última quinta-feira, a classe médica esteve reunida na Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, para tratar da revogação da prisão do ortopedista e da recuperação da relação entre médicos e pacientes.

Fonte: Folha da Manhã

domingo, 20 de novembro de 2011

"Bons sentimentos não bastam", diz autor sobre a escravidão

da Livraria da Folha
O Dia da Consciência Negra é marcado pela data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. A celebração propicia a reflexão sobre o preconceito na sociedade brasileira. As lutas dos negros pela liberdade, a pressão dos abolicionistas e a interferência internacional da Inglaterra foram responsáveis pelo fim da escravidão no país.
Hoje, nos horrorizamos com a possibilidade de cecear a liberdade de outro ser humano, mas a prática é pré-histórica e muito comum desde os primórdios da humanidade. É virtualmente impossível --independente de suas origens-- que não exista um escravo, negro ou não, no rol de seus ancestrais.
A escravidão negra é relativamente recente em termos históricos. Antes disso, a cor da pele não era um fator decisivo. Os gregos e os romanos escravizavam os povos conquistados, muitos deles, de cabelo claro e olhos azuis.
Segundo o autor Olivier Pétré-Grenouilleau, "A escravidão é um assunto particularmente doloroso e chocante, um crime contra a humanidade, que provoca nossa indignação. É espantoso que tenhamos conseguido conviver com ela durante tanto tempo. Mas bons sentimentos e julgamentos morais não bastam: se quisermos combater de maneira eficaz uma prática tão frequente na história do mundo, temos de nos esforçar para compreender o que ela favoreceu, por que foi imposta por tanto tempo e como pôde ser admitida."
Pétré-Grenouilleau, no livro "A História da Escravidão", analisou a organização produtiva desse sistema e as raízes deixadas pela escravidão na maneira da humanidade conceber e interagir com o mundo, como origem do racismo e das segregações.
"O Navio Negreiro: Uma História Humana", escrito pelo historiador Marcus Rediker, relata o funcionamento do meio de transporte que possibilitou levar a grande parte da mão de obra africana para o Novo Mundo. O volume é fundamentado em mais de 30 anos de pesquisas em arquivos.
Procurando descartar os problemas gerados pela interpretação anacrônica da história, Orlando Patterson, historiador e colunista do "New York Times", associa a escravidão ao desenvolvimento de economias avançadas e aos ideais e crenças da tradição ocidental, como os conceitos de liberdade e propriedade. Um estudo comparativo que originou "Escravidão e Morte Social".
Para os otimistas, que imaginam a escravidão eliminada, "Pisando Fora da Própria Sombra" é capaz de tirar-lhes o sono. O título expõe a continuidade da prática em nosso país e traz um encarte com imagens de João Roberto Ripper, um dos maiores fotógrafos de imagens humanas.

Frase de Domingo!!!

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."
(Guimarães Rosa | Grande Sertão: Veredas)

20 DE NOVEMBRO - Dia da Consciência Negra






O BRASIL NEGRO

A Lei n.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera colaborar para o resgate da contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1534).
Algumas entidades como o Movimento Negro Unificado (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do autopreconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.
Porém, hoje as estatísticas sobre os brasileiros ainda espelham desigualdades entre a população de brancos e a de pretos e pardos.

Pronatec: inscrições prorrogadas

O cadastro poderá ser feito até as 18h, da próxima segunda-feira, dia 21

Alunos de 1ª e 2ª séries do Ensino Médio regular da rede estadual de ensino/Seeduc terão uma boa oportunidade de ampliar seus conhecimentos. As inscrições, que terminariam nesta sexta-feira (18/11), foram prorrogadas até as 18h da próxima segunda-feira, 21 de novembro. As chances são para 67 cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec. Basta efetuar o cadastro no site da Secretaria de Estado de Educação, clicando aqui.
No portal eletrônico, o aluno deverá preencher o requerimento de solicitação de inscrição, indicando o município, a instituição e o curso a que pretende concorrer. Após o cadastro, o candidato deverá imprimir o comprovante de inscrição.
Serão oferecidas 6.735 oportunidades, com reserva de 5% para deficientes, para cursos de formação inicial e continuada, com carga horária que varia de 160h a 400 h/aula. Quem não tiver acesso à Internet poderá efetuar sua inscrição em qualquer unidade escolar da rede estadual que possua laboratório de informática, respeitando o seu horário de funcionamento.
O candidato será classificado com base no melhor desempenho, considerando a média do 3º bimestre do Saerjinho nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.
Como critérios de desempate, serão considerados: participação no Programa Renda Melhor Jovem; melhor desempenho em Língua Portuguesa; melhor desempenho em Matemática e maior idade, para candidatos residentes nos municípios de Belford Roxo, Japeri e São Gonçalo.
Para alunos residentes nas demais regiões do estado, serão utilizados como critérios de desempate: melhor desempenho em língua portuguesa; melhor desempenho em matemática e maior idade. O resultado final será divulgado no portal da Seeduc e no Diário Oficial do Estado, no dia 24 de novembro.
A matrícula deverá ser feita diretamente na escola para a qual o candidato se inscreveu, no período de 25 a 30 de novembro. O aluno classificado deverá apresentar: original e cópia da Certidão de Nascimento; original e cópia de carteira de identidade e declaração da unidade escolar comprovando série.
O não comparecimento do aluno candidato classificado com a documentação exigida no período de efetivação da matrícula implicará a perda da vaga. O início das aulas está previsto para o dia 05 de dezembro.
O Pronatec tem por objetivo expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio e de cursos de formação inicial e continuada. A medida intensifica o programa de expansão de escolas técnicas em todo o País. Visa ainda à ampliação de vagas e à expansão da educação, por meio da oferta, pelos estados, de Ensino Médio concomitante com a Educação Profissional.
Confira o Edital e o Cronograma:
DATAS PREVISTAS
Inscrição 08/11/2011 a 18/11/2011
Análise e classificação 21/11/2011 a 23/11/2011
Divulgação dos Resultados 24/11/2011
Matrícula nas instituições ofertantes 25/11/2011 a 30/11/2011
Reclassificação 01/12/2011
Matrícula de reclassificação nas instituições ofertantes 02/12/2011
Início das aulas 05/12/2011

 Fonte: SEEDUC