SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Soffiati propõe soluções definitivas para cheias na região

 
Época de cheias, em certo aspecto, se assemelha à de Copa do Mundo: de repente, diante do grande interesse sobre o assunto, muita gente começa a posar de especialista e, em busca de evidência, passa a emitir as mais variadas opiniões sobre algo de que nada entende. Na contramão desta tendência amadora e um tanto desonesta, este blogueiro — que nunca foi especialista na bacia hidrográfica da região, nem tem a pretensão de sê-lo, embora de futebol, como todo brasileiro, se ache um pouquinho conhecedor… (rs) — foi buscar a ajuda do historiador ambiental Arthur Soffiati, para analisar como soluções defintivas podem ser dadas à questão das cheias na região.
Aqui, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, após declarar que “não adianta mais enxugar gelo”, revelou ao blog que o Estado do Rio encaminhou dois projetos à União, visando dar essas soluções definitivas: um em Campos (no valor de R$ 300 milhões) e outro abrangendo Itaperuna, Italva, Cardoso e Laje do Muriaé (orçado em R$ 350 milhões). Abaixo, em artigo escrito a pedido deste “Opiniões”, Soffiati detalhou, em sua visão de especialista, como essas soluções defintivas teriam que ser tecnicamente buscadas. Como o leitor poderá perceber, elas não são fáceis. E não é nem preciso ser grande entendedor do assunto para projetar que não custarão barato…
O rio Paraíba e a curva da Lapa na manhã de hoje (Foto de Antônio Cruz)
O rio Paraíba e a curva da Lapa na manhã de hoje (Foto de Antônio Cruz)
(Foto de Antonio Cruz)
(Foto de Antonio Cruz)
Solução para as enchentes no Norte-Noroeste Fluminense?
Por Arthur Soffiati
Embora o vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, não tenha detalhado os projetos a serem executados com o fim de resolver em caráter definitivo os problemas causados pelas sucessivas enchentes no Norte-Noroeste Fluminense, algumas informações colhidas aqui e acolá permitem avaliar o efeito das soluções.
A primeira consiste em bifurcar o rio Muriaé antes de Laje do Muriaé, de Itaperuna e de Italva. Este empreendimento exige a abertura de três canais que começam antes das três sedes municipais, passam por trás delas e voltam ao rio abaixo das três. Assim, as águas de enchentes seriam divididas: uma parte continua a correr pelo rio principal e a outra é desviada para o canal. Passada a cidade, as águas se juntam novamente no rio.
A solução partiu da própria Defesa Civil dos municípios do Noroeste Fluminense e incluía também a cidade de Cardoso Moreira. Também não é uma idéia nova, pois, na década de 1920, o engenheiro campista Francisco Saturnino Rodrigues de Brito a propôs para Campos. A mesma idéia geral foi levada adiante com Camilo de Menezes e pelo plano urbanístico Coimbra Bueno para Campos, em 1944. O Departamento Nacional de Obras e Saneamento (extinto DNOS) acabou por encontrar uma solução intermediária abrindo o Canal do Vigário entre a margem esquerda do rio Paraíba do Sul até a lagoa do Campelo e desta ao rio Guaxindiba até o mar pelo canal Engenheiro Antonio Resende.
Primeiramente, o problema que se destaca é o da topografia do terreno. Os rios sempre buscam o caminho mais baixo, por onde as águas correm com mais facilidade. Abrir três canais por terrenos mais elevados que o vale do rio implica em altos custos financeiros. Trata-se de um tipo de transposição peculiar, pois as águas serão desviadas para o mesmo rio, depois que ele passa pela cidade.
Em segundo lugar, deve-se observar, nesta solução, as dimensões dos canais que contornam as três cidades do Noroeste Fluminense para ter-se noção da vazão desviada. Se for muito pequena, as cheias perderão impacto, mas nem sempre a ponto de evitar que inundem as cidades. Na altura de Laje do Muriaé, talvez um canal com a largura e a profundidade do rio Muriaé seja viável, dividindo a vazão ao meio. Já em Itaperuna e Italva, não se sabe se um segundo rio, com as mesmas dimensões do primeiro, será possível.
Em terceiro lugar, tanto a nascente quanto a foz de cada canal deve contar com comportas, pois, no período da estiagem, quando o nível pode ficar muito baixo, o canal aberto no início e no fim, roubará água do rio e reduzirá mais ainda o seu nível. Na estiagem, o canal deve ser isolado para não roubar água do rio.
Em quarto lugar, cabe salientar que as águas desviadas pelos canais só reduzirá a vazão antes que o rio cruze as três cidades. Passados os três canais, a vazão recuperará o seu volume, talvez até ampliando-o, com águas colhidas em seu percurso, para atingir Cardoso Moreira, cidade cuja solução para as enchentes é outra. Saturnino de Brito, que continua muito atual, propôs um grande canal paralelo ao Rio Paraíba do Sul, começando nele mas não voltando a ele, e sim chegando ao mar. Assim, na altura de Campos, o Paraíba se bifurcaria e teria dois desaguadouros no mar. A solução do DNOS não tem esta capacidade, pois a vazão dos canais do Vigário e Engenheiro Antonio Resende são insignificantes para as cheias e não podem ser usados sob risco de inundar bairros de Campos. Além do mais, estão abandonados, assoreados e entupidos há muito tempo.
Em síntese, os três canais podem resolver parcialmente os problemas de enchentes em Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, mas não em Cardoso Moreira, Outeiro, Três Vendas, Sapucaia e Campos. Para estes núcleos urbanos, a solução é a construção de um ou dois grandes diques para proteger Cardoso Moreira nas duas margens do rio Muriaé e Campos, também em ambas as margens do rio Paraíba do Sul. Não podemos mais abrir mão dos diques como instrumento de contenção de cheias, mas não podemos nos limitar a eles.
Cardoso Moreira cresceu no leito de cheias do Muriaé. Quando o rio enche, cerca de 80% ou mais ficam embaixo d’água. Se o núcleo urbano se instalasse na parte alta da área, imediatamente atrás da atual cidade, não haveria nenhum problema de enchente, pois as águas do rio sempre foram detidas ao pé da colina. O mesmo se pode afirmar da parte baixa de Outeiro, de todo o espaço de Três Vendas e de Campos. Em Outeiro, só a parte baixa é atingida, mesmo assim apenas pelas cheias de 2012, devido ao rompimento de um dique no canal da Onça. Três Vendas é refém de diques e da BR-356. Sapucaia idem, embora com um histórico menos dramático.
Campos foi erguida, no século XVII, totalmente na planície aluvial do Rio Paraíba do Sul, um pequeno pantanal impróprio para a construção de cidades. Campos só consegue se manter a altos custos, com a abertura de uma ampla rede de canais, com a drenagem de lagoas e com diques. Se a cidade se erguesse na margem esquerda, onde os terrenos de tabuleiro apresentam ondulações com áreas baixas e áreas altas, os problemas seriam menores.
Em resumo, a solução representada pelos diques não tem sido confiável. Para retomá-la, tornam-se necessárias as seguintes medidas: 1) fortalecimento dos diques em toda a extensão de áreas sujeitas a alagamento; 2) afastamento máximo possível dos leitos dos rios para aumentar a capacidade da calha dos mesmos e a retenção da vazão dentro dos seus limites; 3) elevação do nível das estradas que atravessam áreas de alagamento, como é o caso da BR 356, entre muitos outros, medida que as ferrovias tomaram, colocando-as sempre em pontos elevados ou em divisores de água; 4) sistemas adequados de circulação de águas sob as rodovias, permitido que o excedente hídrico alcance áreas de várzeas e de lagoa marginais, que devem ser contidas por comportas até o fim das enchentes. Então, as águas poderiam ser liberadas ou conservadas para uso nos períodos de estiagem.
Nos casos de Cardoso Moreira, Outeiro, Três Vendas, Sapucaia e Campos, as várzeas e as lagoas drenadas total ou parcialmente ou aquelas que barram as águas dos rios Muriaé e Paraíba do Sul devem ser reintegradas ao sistema de macrodrenagem, como acontecia originalmente. Esta questão está afeta ao governo do Estado do Rio de Janeiro, e o governador Sérgio Cabral e o vice-governador Pezão devem ser informados quanto a ela. Não se trata mais exclusivamente de uma preocupação de Defesa Civil. As lagoas da Onça e do Maranhão, na margem esquerda do Muriaé devem ser retomadas como área de escape, assim como as comportas das Lagoas do Lameiro e Limpa devem voltar ao controle do INEA. Já na margem esquerda do Paraíba do Sul, as lagoas das Pedras, do Jacu, do Cantagalo, do Vigário, de Maria do Pilar, do Taquaruçu, da Olaria, do Fogo, do Arisco e do Campelo, assim como o banhado da Cataia e do Mundeuzinho também devem voltar ao controle efetivo do INEA para funcionarem como áreas de escape, retomando o espírito público expresso por Saturnino de Brito durante toda sua vida.
No caso de Três Vendas, qual a proposta? O reforço do dique da margem esquerda do Muria e a reforma da BR-356 não são confiáveis. Continuo defendendo a transferência do núcleo para uma colina atrás do povoado.
Por fim, nenhuma solução será satisfatória em si mesma sem um programa de reflorestamento da Zona da Mata Mineira, do Noroeste Fluminense e da área entre a Serra do Mar e o rio Paraíba do Sul. Da mesma forma, um programa de reurbanização da Zona Serrana do Rio de Janeiro deve entrar nos planos dos governos estadual e federal. Nela, ainda há florestas, mas as cidades escalam os morros perigosamente.
Aí estão as propostas de um historiador ambiental que vê as múltiplas dimensões da realidade, e não apenas aspectos hidrológicos e de engenharia. Seja qual for a decisão, deverá ela ser submetida ao Comitê da Região Hidrográfica IX, que, por sua vez, deve convocar audiência pública para discuti-la.

Rio Paraíba segue baixando em Campos

Há dois dias a chuva dá trégua na região norte e noroeste do Rio de Janeiro e o nível do Rio Paraíba do Sul continua diminuindo, segundo informou hoje (12) a Defesa Civil de Campos dos Goytacazes. Somente entre as 6 horas e as 10 horas desta quinta-feira, a água baixou 13 centímetros e atingiu 10,12 metros. O nível de transbordo do Paraíba do Sul é 9,4 metros.
Muitas ruas da cidade ainda estão alagadas, e as equipes da prefeitura usam bombas de sucção para ajudar no escoamento.
Na comunidade de Três Vendas, onde um dique se rompeu deixando a localidade inundada pelas águas do Rio Muriaé, afluente do Paraíba do Sul, uma equipe da Defesa Civil faz plantão permanente prestando assistência aos moradores, levando comida e água às famílias que preferiram não deixar o local.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva rápida em áreas isoladas na região até o fim do dia.
De acordo com o último balanço, divulgado na noite de ontem (11) pela Defesa Civil do estado, há em Campos 3.884 desalojados e 1.028 desabrigados. Em todo o estado, o número de desalojados chega a 12.029 e o de desabrigados, a 2.891 nos municípios do norte e noroeste.
Fonte: Agência Brasil

Vale Card: atendimento suspenso


Proprietários de supermercados conveniados à Vale Card suspenderam o atendimento do programa social de complementação de renda da Prefeitura de Campos, que mantém o Cheque Cidadão Municipal. A decisão foi tomada em reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na tarde de ontem. Segundo eles, as condições financeiras impostas são abusivas e o tempo de repasse da verba é superior as principais bandeiras de cartão de crédito nacionais e internacionais.

O programa foi lançado no governo do ex-prefeito Arnaldo Vianna, próximo às eleições de 2004, com o nome de Vale Alimentação. Ele seguia os moldes do programa Cheque Cidadão, difundido por Anthony Garotinho em 1999, enquanto governador. Em 2008, no seu primeiro ano de governo, a prefeita Rosinha Garotinho mudou o nome para Cheque Cidadão Municipal.

Segundo o site da prefeitura, cerca de R$ 2 milhões e meio são destinados ao programa e cada família beneficiada recebe o valor de R$ 100. A queixa dos comerciantes foi postada no blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, hospedado na Folha Online.

Segundo comerciantes presentes à reunião, o valor da taxa cobrada pelo Vale Card é de 6,3% e a operadora demora em média de 45 a 60 dias para reembolsá-los. O empresário Joilson Barcelos, que presidiu a reunião, disse que há mais gastos do que lucros. “Os estabelecimentos conveniados não vão aceitar mais o cartão durante esse mês, enquanto estivermos em negociação. A próxima ação será um encontro com a operadora para debater o que pode ser feito em relação a essa questão”, afirmou Joilson, lembrando que ninguém tem um contrato formal assinado, apenas um termo de adesão.

Ele ressaltou que, em outras cidades atendidas pela mesma operadora, a taxa é normal. “Em São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, o valor cobrado é cerca de 2%”.

Ainda segundo o site da prefeitura, a Vale Card não atende apenas o Cheque Cidadão, mas outros serviços internos como abastecimento de veículos oficiais. A Vale Card foi procurada, mas não foi encontrada. Já o presidente da CDL, Marcelo Mérida, estaria viajando segundo funcionários do órgão.

São ao todo 25 mil famílias beneficiadas


Ao todo, 25 mil famílias são beneficiadas pelo Cheque Cidadão, através do programa de complemento de renda. Mensalmente, elas recebem R$ 100 para comprar produtos alimentícios em estabelecimentos comerciais credenciados.

Segundo um comerciante, que não quis se identificar, numa outra reunião, onde o diretor financeiro da Vale Card esteve presente, várias questões não teriam sido respondidas. “Até hoje não sabemos a data que a prefeitura repassa a verba para a operadora, porque o reembolso não acontece diretamente”.

Em nota, a secretaria de comunicação informou que a prefeitura não atua na relação entre a operadora e os 150 estabelecimentos cadastrados, que acordam entre si a taxa de administração. O secretário de Governo, Geraldo Pudim, disse não ter conhecimento, até o momento, de nenhuma queixa formal sobre o assunto.

Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Servidores poderão participar de força de saúde e ganhar gratificação de até R$ 2 mil

Djalma Oliveira
 
O governador Sérgio Cabral criou, nesta terça-feira, por meio do Decreto 43.408, a Força Estadual de Saúde, que entrará em ação em casos de emergência em saúde pública. Poderão participar dela servidores estaduais, municipais e federais. Inicialmente, eles deverão se inscrever nas suas respectivas secretarias ou ministérios, no caso de funcionários da União. Mas, segundo a Secretaria estadual de Saúde, será criado um espaço para cadastramento no endereço eletrônico da pasta (www.saude.rj.gov.br).
A cada plantão de 24 horas, os recrutados pela força vão receber gratificações entre R$ 300 e R$ 2 mil, de acordo com a área de atuação e o nível de escolaridade. Apesar de o decreto já estar em vigor, a Secretaria de Saúde informou que ainda é necessário publicar uma regulamentação, que vai determinar, entre outras coisas, o número máximo de plantões que o servidor poderá fazer.
Pelo decreto, os casos de emergência nos quais a Força Estadual de Saúde vai atuar incluem epidemias e desastres, como as enchentes que estão atingindo diversos municípios do estado. As prefeituras que estiverem passando por dificuldades devem solicitar ao governo do estado o apoio da força.

Rio Paraíba do Sul começa a baixar em Campos


Ulli Marques

















Após atingir a cota dos 11,15 metros durante a madrugada desta quarta-feira (11), o nível do Rio Paraíba do Sul voltou a baixar nas primeiras horas desta manhã. Na medição das 8h, a cota era de 11,05 metros. Segundo o subsecretário de Defesa Civil Municipal, major Edison Pessanha, a previsão é de baixa durante o dia de hoje, já que os níveis dos rios afluentes também estão baixando. Às 10h, o nível do Paraíba caiu cinco centímetros, ficando em 11 metros.

- Continuamos de prontidão 24 horas, com equipes atuantes na área central e na localidade de Três Vendas, onde todas as famílias que resistem em sair de suas casas já foram assistidas pelas Secretarias de Defesa Civil, Família e Assistência Social e Saúde – disse Pessanha.

O volume de água que chegou a Campos terça-feira (10) alagou alguns pontos da cidade, entre eles a Rua da Paciência, na Chatuba do Lebret, ruas do Jardim Carioca e Parque Prazeres. O rio chegou a transbordar na BR-356 (Campos-Itaperuna), na altura de Furnas, causando a interdição da rodovia.

Divulgacao/Secom















- Mas a situação está sob controle. Já retiramos algumas famílias e as colocamos em abrigos seguros, onde também estão recebendo toda assistência necessária e, como medida paliativa, durante a madrugada colocamos sacos de areia em bueiros e terras para o reforço de diques na altura do Parque Prazeres, Fundão e Parque Aldeia, bem como para isolar algumas ruas e evitar alagamentos – concluiu o major.

Fonte: Folha da Manhã
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Paraíba do Sul chega aos 11,05 m e bairros começam a ser atingidos

Fotos: Carlos Grevi
Defesa Civil emite alerta para moradores de cinco bairros
Defesa Civil emite alerta para moradores de cinco bairros
 
O nível do Rio Paraíba do Sul em Campos atingiu no início da tarde desta terça-feira (10/01) a cota de 11,05 metros, a mesma medição que chegou na última semana, sendo esta a máxima que havia chegado. Segundo a Defesa Civil a cota deve chegar ainda a 11,30m até a madrugada.

O órgão emitiu alerta à população que mora nas comunidades do Parque Aldeia, Parque Prazeres, Jardim Carioca, Parque Vicente Dias e Alvorada, para que liguem para 199 e peçam apoio para sairem de suas casas, caso sejam atingidas pelas águas do Paraíba.




























Segundo o sub secretário de Defesa Civil, Major Edson Pessanha, com essa cota o rio já começa a dar refluxos que saem pelas galerias em ruas do centro da cidade. As ruas que começam a ficar alagadas estão sendo interditadas, como aconteceu na Rua dos Goitacazes, na subida da Ponte da Lapa, onde não é possível trafegar até a Rua São João da Barra. A ponte só está funcionando no sentido Centro Guarus.

Moradores da Ilha do Cunha e Matadouro já foram retirados de suas casas e encaminhadas para abrigos públicos. Representantes da Secretaria de Obras e da Defesa Civil foram ao Parque Prazeres e o Parque Aldeia, para colocar terras na margem do rio na tentativa de impedir que a água cubra pista.

Na estrada que liga o Parque Prazeres a Usina São João, a pista de baixo foi tomada pela água e já não era mais, no final da tarde, possível o tráfego de veículos. O rio se igualou a pista.

A boa notícia é que a vazão da Represa dos Pombos, já está coma vazão bem mais baixa do que na segunda-feira, quando passou de quatro vezes maior do que o normal.

“O Rio Paraíba do Sul transborda com 9,6 metros, por isso estamos com muitos pontos de alagamento na cidade”, disse o secretário Henriques Oliveira.
















O Secretário afirmou que alguns locais já tinham sido alagados durante a primeira enchente, no começo do mês, por isso a maioria das famílias já tinham sido retiradas de suas casas. “O número de desalojados e de desabrigados continua o mesmo, não tivemos modificação porque todos já tinham sido retirados durante a primeira chuva. Até o dique da RJ-194, estrada entre Campos e Gargaú, em São Francisco de Itabapoana, que está com a água passando por cima dele, também já estava passando na primeira enchente”, concluiu.


NIVEL DO PARAÍBA DO SUL EM OUTROS MUNICÍPIOSO Rio Paraíba do Sul passa por outras cidades do Noroeste Fluminense, e em algumas o nível das águas já começa a baixar. Em Cambuci o rio está com 5,70 metros, cinco centímetros a menos do que a marcação feita pela manhã.

Já em São Fidélis o rio está com 6,40 metros, cerca de 60 centímetros a mais do que ontem, 5,80. A cidade está com 521 desalojados e 122 desabrigados em um universo de 925 afetados pela enchente. E este número ainda pode subir.

Na tarde desta terça-feira a vazão da Represa dos Pombos, em Além Paraíba, MG, estava com uma vazão de 1.280 m³/s. Bem menor do que na segunda-feira, quando a vazão passou de 3.100 m³/s.

Ururau

Publicado em Diário Oficial o Calendário de Pagamento de 2012 do Estado

 

 O Calendário de Pagamento 2012 dos servidores das administrações direta, indireta, fundações e dos pensionistas do Estado foi publicado no Diário Oficial de segunda-feira (9), como anexo da Resolução Conjunta nº 153 da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O calendário seguirá o mesmo padrão do ano passado, com antecipação da remuneração de dezembro dos pensionistas para antes do Natal e antecipação para julho de metade do décimo terceiro de quem ganha acima de R$ 950 mensais. Também foi mantido o pagamento da remuneração mensal no primeiro dia útil do mês seguinte para os aposentados, e no segundo dia útil, para os ativos.
O primeiro pagamento de 2012 — referente a dezembro de 2011 — foi realizado no dia dois de janeiro para os servidores aposentados e três de janeiro para os ativos. Já os pensionistas receberão o primeiro pagamento — referente a janeiro de 2012 — de 25 a 31, dependendo do número de inscrição.
Quanto ao décimo terceiro salário, os servidores ativos, inativos e pensionistas que ganham mais de R$ 950 mensais receberão metade do valor no dia 31 de julho e a outra parcela no dia 19 de dezembro de 2012. Já os servidores que ganham menos de R$ 950 receberão o décimo terceiro integral em 31 de julho.

Fonte: Folha da Manhã

Rio Muriaé continua subindo em Itaperuna

Em Itaperuna a preocupação é com o escorregamento do solo

O nível do Rio Muriaé continua subindo nesta terça-feira (10) na cidade de Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O município é um dos mais afetados pela chuva, com mais de 800 desalojados e 106 desabrigados na região.
O escorregameto de terras, devido ao solo saturado, é a maior preocupação das autoridades, que estão com uma equipe de geólogos estudando a situação na cidade.

Fonte: Folha da Manhã

Nível do Paraíba está subindo muito rápido

Fotos Mariana Ricci














O nível do Rio Paraíba do Sul está se elevando de hora em hora e chega a 11m, de acordo com a medição das 19h de hoje, terça-feira (10), feita pela Defesa Civil Municipal. O aumento no volume das águas se deve, à abertura de uma das comportas da Represa dos Pombos, que fica na divisa do Estado do Rio com o Estado de Minas Gerais, entre Carmo e Além Paraíba.
Cresce também o número de bairros alagados em Campos, desalojando 1600 pessoas e desabringando 800, de acordo com dados da Defesa Civil do Estado.
No distrito de Ururaí, na medição desta manhã, o rio alcançou a marca de 3,16m, a população ribeirinha e a comunidade da Ilha estão de sobreaviso. O mesmo vem acontecendo com os moradores da localidade de Lagoa de Cima e do Imbé. De acordo com o Chefe da Divisão de Prevenção a Desastres da Defesa Civil, tenente Rubens Gomes, as chuvas no Imbé interferem diretamente no nível da Lagoa de Cima e do Rio Ururaí.
A comunidade da Ilha do Cunha está alagada, assim como muitas ruas no Matadouro e na Tira Gosto. Na Avenida XV de Novembro, próximo ao Fórum, também há água. Também há alagamento no Parque Prazeres, na Avenida Francisco Lamego, na Orla de Guarus e na Rua dos Goytacazes também há bastante água na pista.
Imbé - Na primeira quinzena de março do ano passado, a defesa Civil Estadual, em uma ação conjunta com outros órgãos retirou de helicóptero, quatorze família de turistas que devido à chuva de mais de 10 dias interruptos, ficaram presos em Mocotó, região norte do Imbé. Durante a ação foram distribuídos também sacolões para os moradores, já que não havia acesso por terra. Ontem, segundo o Secretário da defesa Civil, Henrique Oliveira, informou que equipes da Defesa Civil foram ao local para fazerem uma analise real da situação. “Por enquanto a situação está sob controle, mas já que a previsão é de muita chuva, pelo menos para os próximos dois dias, a situação pode se complicar”, falou o Secretário.
Lagoa de Cima - As chuvas constantes interferiram no nível da Lagoa de Cima e do rio Ururaí. Algumas famílias foram removidas das áreas ribeirinhas. De acordo com o Chefe da Divisão de Prevenção a Desastres da Defesa Civil, tenente Rubens Gomes, os agentes tem encontrado dificuldades em remover os moradores mais antigos desses locais vulneráveis em Ururaí.
Fonte: Folha da Manhã

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Segue abaixo a lista de materiais que de acordo com o Procon NÃO PODEM ser solicitados pelas escolas

Confira a lista de materiais que não podem ser solicitados pelas escolas:
1. Álcool hidrogenado
12. Fita para impressora
23. Papel ofício (230 x 330)
2. Algodão
13. Fitas decorativas
24. Papel para impressoras
3. Bolas de sopro
14. Fitilhos
25. Papel para copiadoras
4. Canetas para lousa
15. Giz branco e colorido
26. Papel de enrolar balas
5. Copos descartáveis
16. Grampeador
27. Pegador de roupas
6. Cordão
17. Grampos
28. Plásticos para classificador
7. Creme dental
18. Lenços descartáveis
29. Pratos descartáveis
8. Disquetes
19. Medicamentos
30. Sabonetes
9. Elastex
20. Papel higiênico
31. Talheres descartáveis
10. Esponja para pratos
21. Papel convite
32. TNT (tecidos não tecido)
11. Estêncil a álcool e óleo
22. Papel ofício colorido
33. Tonner

Atenção pais: orientações na compra do material escolar

PROCON orienta pais de alunos sobre período escolar

Materiais escolares, contratos e aumentos devem ser analisados cuidadosamente

Início de janeiro é uma correria para os pais de alunos, pois neste período são realizadas as matrículas e as compras dos materiais escolares. Livros, cadernos, lápis, papéis são alguns dos itens cobrados pelos colégios. Como saber se os estudantes têm obrigação de fornecer todo o material e quais os direitos contratuais? O Procon/AL- órgão vinculado a Secretaria do Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos- esclarece como proceder.
Em relação ao material escolar é interessante ficar atento a lista. Segundo o superintendente do Procon/AL, Rodrigo Cunha, as escolas têm obrigação de fornecer com antecedência a relação dos materiais. “Desta forma os pais vão poder pesquisar os preços com tranquilidade e escolher o fornecedor de sua preferência. Em momento algum a instituição poderá cobrar alguma taxa de material. Caso esta prática ocorra é abusiva e o consumidor poderá acionar o Procon”, explica Cunha.
A entrega do material escolar pode ser feita parcelada, de acordo com uso do aluno e os pais devem fiscalizar. Inclusive pode requerer de volta o material que não foi utilizado durante o ano letivo e reaproveitá-lo para o ano subsequente. Já os de uso coletivo, como: copos descartáveis, papel higiênico, água potável e de limpeza não podem ser cobrados pelo estabelecimento. Pois são de compra obrigatória da escola.

Fonte: Site Primeira Edição

Compra do material escolar exige cuidado com lista abusiva, alerta Procon

Movimento em papelaria no período de volta às aulas: pais devem fazer as compras com atenção Foto: Arquivo

Extra Online
Os pais devem ter cuidado ao comprar os itens da lista de material escolar dos filhos, pois muitas vezes há exigências abusivas por parte das escolas, alertou o vice-diretor do Procon, Luis Cláudio da Costa, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, “material abusivo é todo aquele que não tem conexão com a atividade pedagógica”. Luis Cláudio da Costa explica ainda que a escola pode até pedir papel higiênico, por exemplo, desde que seja destinado a algum exercício educativo. É obrigação da escola informar em qual atividades de ensino o produto será usado.
O vice-diretor do Procon orienta que, mesmo em caso de produtos lícitos, o consumidor pode negociar com a instituição. “Se não estiver em condições de pagar, ele pode pedir para fornecer o material no decorrer do ano”, disse. Caso o problema não se resolva, ele pode acionar o Procon, que poderá aplicar as sanções necessárias.
O Procon de São Paulo lançou uma cartilha com dicas sobre os cuidados que devem ser tomados na hora das compras. Veja algumas:
Para ajustar os gastos ao seu orçamento, a pesquisa de preço é uma prática importante. Consulte diversos pontos de venda, como: papelarias, depósitos, lojas virtuais, lojas de departamento entre outros.
Confirme junto à escola se toda a lista é mesmo necessária
Verifique quais os produtos da lista você já possui em casa, e que podem ser reaproveitados, inclusive os já utilizados por outra criança
Promova e participe da troca de livros didáticos com pais que possuem filhos em idade escolar diferente
Reúna-se com outros pais para uma compra coletiva. Alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grandes quantidades
Nem sempre o material mais sofisticado é o de melhor qualidade ou o mais adequado. Em geral, materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados apresentam preços mais elevados
Atenção para a compra em vendedores ambulantes: o preço pode ser menor, mas não há emissão e nota fiscal e muitas vezes os produtos não possuem certificação do órgão responsável
A escola não pode: solicitar a compra de materiais de uso coletivo, tais como material de higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz e telefone; exigir a aquisição de produtos de marca específica; determinar a loja ou livraria onde o material deve ser comprado
Todo produto deve apresentar informações adequadas, claras, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, prazo de validade e preço, bem como os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores
Os produtos importados devem seguir as mesmas recomendações dos nacionais e as informações devem estar em língua portuguesa
Toda informação ou publicidade, veiculada por qualquer meio de comunicação, obriga o fornecedor a cumpri-la integralmente. Todo material publicitário deve ser guardado, pois ele integra o contrato
No ponto de venda, os preços devem estar afixados nos produtos ou nas gôndolas de forma que o consumidor possa facilmente visualizá-los
O prazo para reclamar de produtos não duráveis que apresentem algum problema é de trinta dias. Para produtos duráveis o prazo é de noventa dias
Nas compras realizadas pela internet, telefone ou catálogo o consumidor tem o prazo de sete dias para se arrepender. O prazo começa a ser contado do recebimento do produto ou da data da assinatura do contrato. O cancelamento da compra deve ser feito sempre por escrito e os valores eventualmente pagos devem ser devolvidos com correção monetária

Chuva forte acende preocupação da Defesa Civil com rio Ururaí

Conforme o anunciado pelos institutos de metereologia, na noite de sábado, um forte temporal com descargas elétricas atingiu o município de Campos e região deixando diversos bairros e trechos da cidade completamente alagados. De acordo com a medição da Defesa Civil de Campos, em pouco mais de uma hora, choveu 66,8 mm, causando muitos transtornos para população, e segundo o secretário municipal de Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, a chuva deste sábado foi a mais forte dos últimos dias. A Defesa Civil encontra-se em alerta máximo já que o Rio Ururaí está subindo rápido demais por conta das chuvas no Morro do Imbé e pela previsão de tempo instável para os próximos dias e de mais temporais para a região Norte e Noroeste do Estado. O secretário municipal de Defesa Civil, Henrique Oliveira, informou nesta manhã de domingo, que a forte chuva da noite de ontem , novamente provocou a subida do nível do Rio Muriaé ,que atinge toda região Norte e Noroeste. O Rio Paraíba do Sul também já subiu 9 centímetros e a previsão e de subir ainda mais nas próximas horas.

Segundo o secretário, há previsão de muita chuva para este domingo em toda região e a situação pode ser agravar ainda mais, principalmente, porque nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais está chovendo muito e essa grande quantidade de água vai desembocar na cabeceira do Rio Paraíba do Sul. A Defesa Civil vai continuar fazendo a medição de hora em hora e manter-se em alerta máxima.

Nas últimas horas, o Rio Ururaí voltou a subir e já encontra na cota de 3.2 metros, sendo que a cota para transbordar e de 3.80. A situação esta preocupante, segundo o secretário. As fortes chuvas provocaram o transbordo do Córrego de Santo Eduardo, localizado no distrito.

— Nós continuamos em alerta máximo. O Rio Ururaí está subindo e o Paraíba subiu muito pouco após o temporal deste sábado. A cidade, apesar de registrar alguns alagamentos em lugares onde isso ocorre tradicionalmente quando chove forte, já conseguiu escoar a água da chuva. Durante a madrugada, atendemos ocorrência de falta de energia em alguns pontos da cidade e de alagamento nos chamados “piscinões” que não conseguiram dar vazão a água da chuva. Alguns trechos da Rua Dr. Beda, da Avenida 28 de Março, da Sete de Setembro, da Rua do Gás, Alberto Torres com BR-101, além de várias ruas de Guarús e da região próxima ao Hospital Ferreira Machado ficaram completamente inundadas, mas a cidade reagiu bem e estamos atentos — afirmou Henrique Oliveira.

Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O conhecimento na ponta dos dedos

Por Lucila Cano
 
Na quarta-feira, 4 de janeiro, comemorou-se o Dia Mundial do Braile, em homenagem ao francês Louis Braille, nascido nesse dia no ano de 1809.
Para não se confundir o nome do sistema com o sobrenome do seu criador, convencionou-se grafar o primeiro com apenas um “l”, o que, nos dias de hoje, com tantos sinais e abreviações espalhados pelas redes sociais, pode parecer um preciosismo.
De volta a Braille, o educador, sabe-se que ele perdeu a visão aos três anos e, quatro anos depois, entrou para o Instituto de Cegos de Paris, no qual se formou professor aos 18 anos, em 1827.
O método criado por ele foi publicado em 1829, embora tenha sido oficialmente adotado tanto na Europa quanto na América somente em 1852, ano de sua morte.

Inclusão social e cidadania

O sistema Braile permite a formação de 63 caracteres diferentes, os quais representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, a musicográfica, a fonética e a informática, a partir da combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas. O sistema se adapta perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.
Braille o teria desenvolvido com base no que ouviu falar de um esquema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens à noite e em lugares sem luz.
Segundo informação da Fundação Dorina Nowill para Cegos, o sistema chegou ao Brasil em 1850, através do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi praticamente 100 anos depois, na década de 1940, que o Braile foi difundido.
Em 1946, com a criação da Fundação para o Livro do Cego no Brasil (atual Fundação Dorina Nowill para Cegos), a produção de livros em Braile passou a desempenhar importante papel na alfabetização de deficientes visuais e no consequente acesso deles ao conhecimento.
Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em Braile produzido pela fundação.
Apenas em 2011, foram impressos mais de 270 novos títulos em Braile. Ao todo, mais de 90 mil exemplares já foram distribuídos a cerca de 2.000 organizações e para as 5.000 bibliotecas públicas municipais do país, contribuindo para a inclusão social de 3,5% dos brasileiros (582.624 cegos e 6.056.684 com baixa visão), segundo o Censo 2010.

Capacitação de professores

Para Maria Glicélia Alves, pedagoga da Fundação Dorina Nowill, “a falta de informação é ainda o principal problema em relação ao Braile. Muitos professores acham que é simples ensinar o sistema a um aluno cego, mas a alfabetização tem as suas especificidades e o professor, para realizar essa tarefa com êxito, tem de buscar ajuda”.
“Entre 2000 e 2007, houve um aumento de 100% de alunos com deficiências em salas de aula no ensino fundamental. Nesse período, o número subiu de 221.652 para 463.856, de acordo com o Ministério da Educação. A grande maioria é de estudantes com baixa visão. Alunos com cegueira total aparecem em quinto lugar, depois daqueles que têm outros tipos de deficiência, como a auditiva e física”, relata Maria Glicélia.
Semestralmente, a Fundação Dorina Nowill realiza cursos presenciais de capacitação para professores em sua sede, em São Paulo (SP). O primeiro do ano será “Braile para Educadores – Apoio Essencial em Sala de Aula”, de 16 a 20 de janeiro.
A pedagoga conta que o curso oferece noções básicas do sistema Braile, enquanto técnica de leitura e escrita para acompanhamento e apoio do aluno com deficiência visual na sala de aula.
Ela lembra que a educação inclusiva evoluiu bastante nos últimos anos, mas ainda há muito que fazer. “A especialização do professor que trabalha com alunos deficientes é um desafio. Acima de tudo, a inclusão tem que começar na própria família do deficiente. O desconhecimento das necessidades da criança cega pode, muitas vezes, significar o seu isolamento de um mundo no qual todos têm os mesmos direitos e oportunidades.”

* Homenagem a Engel Paschoal (7/11/1945 a 31/3/2010), jornalista e escritor, criador desta coluna.

Fonte: Uol

Volume dos rios fluminense baixa mas, a situação é de alerta

Mariana Ricci

















Mesmo com o cessar das chuvas em vários municípios fluminenses, a população ainda está sofrendo com situação de emergência e alerta, devido às cheias dos principais rios da região: Pomba, Muriaé e Paraíba do Sul, que está na marca de 9.65m, de acordo com a última medição. Para as autoridades de Defesa Civil Municipal e Estadual o quadro é preocupante diante das previsões dos Institutos de Metereologia que apontam a possibilidade de um grande volume de chuvas na região Sudeste nos próximos dias. A preocupação da Defesa Cilvil agora é com a população de Ururaí já que a Lagoa de Cima está recendo muita água e subindo consideravelmente.

O governado do Rio, Sérgio Cabral, afirma que todas as cidades estão em alerta máximo. Cabral solicitou ontem quinta-feira (5) ao Governo Federal que forneça, de forma emergencial, 30 mil colchonetes e 5 mil cestas básicas aos moradores das regiões Serrana, Norte e Noroeste afetados pelas chuvas. Em reunião com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, no Palácio Laranjeiras, o governador Sérgio Cabral apresentou três projetos com foco na prevenção de enchentes que totalizam R$ 950 milhões e uma verba emergência de R$9 milhões para o Norte e Noroeste Fluminense e São Gonçalo.

Fonte: Folha da Manhã

Defesa Civil diz que nível de água pode chegar a três metros em Três Vendas

Antonio Cruz














Além das ruas tomadas pela água, a tristeza e a indignação completam o cenário atual da localidade de Três Vendas, em Campos. O local onde antes havia residências, igrejas e comércios, ficou completamente inundado após o rompimento da BR 356, que servia como um dique, na manhã de quinta-feira (5). Cerca de 2 mil pessoas foram retiradas de suas casas antes que a água as invadisse, mas ainda restaram outras 2 mil que, por medo, não aceitaram sair e deixar seus pertences à mercê de possíveis saqueadores. A água só deve começar a escoar em Três Vendas em uma previsão de 45 a 60 dias, após a chuva cessar na nascente do Rio Muriaé, em Minas Gerais.
A BR 356 foi afetada pelas forças das águas pela terceira vez nos últimos quatro anos e agora, 20 metros de asfalto foram abaixo. De acordo com o supervisor da unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Guilherme Fraga Freitas, o Dnit investirá cerca de R$ 1,5 milhão para reerguer a estrada e adequar o dique de contenção. A obra deverá começar assim que a situação estiver normalizada na área.
Antonio CruzA população está assustada com a rapidez com que a água atingiu o distrito de Três Vendas. Algumas pessoas saíram às pressas e deixaram alguns utensílios e animais de estimação para serem retirados mais tarde. Quando voltaram, o nível da água já havia ultrapassado a altura das janelas.
A Defesa Civil Municipal e o Corpo de Bombeiros disponibilizaram, nesta sexta-feira (6), cinco barcos para o resgate do restante dos moradores, mas os móveis, roupas e eletrodomésticos não puderam ser retirados e fez um acordo com os moradores para que não cortasse a energia na localidade, desde de que eles não saiam nem entrem em casa à partir das 22h.
— Na quinta-feira, antes da invasão da água, montamos uma estrutura com diversos caminhões para levar os pertences da população, mas os moradores que optaram em permanecer, após a cheia, não podem mais salvar os seus bens materiais, já que os poucos barcos disponíveis agora não têm a capacidade de carregar nada além das pessoas — explicou o subsecretário da Defesa Civil em Campos, Major Edson Pessanha.

Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Imagens da cheia do Rio Paraíba

Vista do Rio Paraíba na orla de Guarus

Ontem o Rio Paraíba atingiu a marca de 11 metros

Avenida Bartolomeu Lizandro em Guarus parcialmente inundada na tarde de ontem

Rio Paraíba ao alcande das mãos

Trecho da Rodovia Campos Itaperuna invadida pelo Rio Paraíba

Rodovia Campos-Itaperuna

Mínimo investido por ano em aluno do ensino público básico sobe para R$ 2.096 em 2012

O valor mínimo investido pelos governos por aluno do ensino básico público por ano será de R$ 2.096,68 em 2012. O total, divulgado na semana passada pelo MEC (Ministério da Educação), é 21,75% maior que o de 2011, quando o investimento mínimo foi de R$ 1.722,05.

Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas e os Estados têm liberdade para investirem valores acima dele. Aqueles que não conseguem atingir este patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).

Este ano, segundo a tabela publicada pelo MEC, recebem a ajuda da União Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí e Pernambuco. Segundo a memória da lei orçamentária apresentada em setembro ao Congresso, Minas Gerais e Paraná também iriam receber a complementação. No entanto, segundo Vander Borges, coordenador-geral de operacionalização do Fundeb, na época, haviam sido utilizados dados desatualizados. Os valores são determinados a partir do Censo Escolar.

Ainda segundo Borges, a complementação de receitas chegará, em 2012, a R$ 9,4 bilhões.

Investimento por aluno

O valor investido por aluno já era considerado insuficiente para uma educação de qualidade em 2011. Cálculos do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), feitos com base no PIB (Produto Interno Bruto), mostram que o valor no ano passado já deveria ser de, no mínimo, R$ 2.194,56.

Fonte: Uol

Saúde libera R$ 350 mil para Norte e Noroeste

Oito municípios do interior do Estado do Rio de Janeiro, atingidos pelas chuvas deste início de ano, vão receber R$ 350 mil da Secretaria de Estado de Saúde para viabilizar ações emergenciais e dar continuidade ao atendimento de suas unidades hospitalares. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5/1) pelo secretário de Saúde, Sérgio Côrtes. A verba extra do Programa de Apoio aos Hospitais do Interior (PAHI) será destinada às cidades de Aperibé, Cardoso Moreira, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Santo Antônio de Pádua e São Fidélis.


O Programa de Apoio aos Hospitais do Interior é um grande sucesso dentre os projetos da Secretaria de Estado de Saúde, já que a liberação de recursos está vinculada ao cumprimento de metas por parte dos gestores municipais. Atualmente, quase 90% dos municípios que receberam recursos do PAHI cumpriram o que pactuaram com o Governo do Estado.


- Sou um defensor de mais recursos para a área da Saúde como um todo, mas esses recursos
precisam estar vinculados a metas quantitativas e qualitativas para que haja garantias reais de que a população verá o resultado desta destinação. Já destinamos através do PAHI mais de R$ 50 milhões para que municípios do interior com até 50 mil habitantes invistam em seus hospitais. Agora, por conta das emergências das chuvas, estes municípios poderão resolver questões imediatas de falta de profissionais, medicamentos e insumos - destacou o secretário Sérgio Côrtes.


Para definir estes repasses emergenciais através do PAHI, a Secretaria estadual de Saúde avaliou o número de habitantes dos municípios, além do tamanho e a situação de suas redes de saúde, que, em algumas cidades, tiveram unidades invadidas pela água. Essa análise vem sendo feita ao longo desta semana pelas equipes técnicas de Vigilância e Atenção à Saúde da secretaria e complementada com a visita do secretário Sérgio Côrtes a quatro municípios do Norte e Noroeste Fluminense nesta quarta-feira (4/1).


- Mais do que recompor suas estruturas, muitas prefeituras registraram aumento no número de atendimentos e precisam arcar com plantões extras. Há casos, por exemplo, em que a dificuldade de acesso às cidades tem impedidos que médicos e enfermeiros cheguem para trabalhar - afirmou.

Fonte: Folha da Manhã

Mil e duzentas famílias precisam sair de suas casas em Três Vendas

Mil e duzentas famílias da localidade de Três Vendas, próxima a Sapucaia, tiveram que salvar seus pertences das fortes águas, oriundas do Rio Muriaé, que fez ceder o asfalto na BR 356 e abrir uma cratera de 20 metros no local, além de romper, no início da manhã, o dique-estrada, localizado na rodovia, que foi interditada pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (Dnit). O acesso para Três Vendas estava sendo feito pela estrada de Travessão ou Outeiro. Informação importante é que o nível do rio Paraíba continua baixando e está em 10,64m.
A localidade começou a ser mobilizada, antes mesmo de ser invadida pelas águas. Fato que ocorreu no final da tarde. Equipes da Defesa Civil municipal e Estadual, Corpo de Bombeiros, com apoio de dois helicópteros, soldados do 56º Batalhão de Infantaria (BI), efetivo da Guarda Municipal e funcionários da secretaria municipal de Serviços Públicos estiveram engajados para remover cerca de quatro mil pessoas de Três Vendas.
O secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões coordenava as equipes, do local mais alto da localidade, onde as águas não avançaram. “Neste local mais alto, o Governo do Estado, além de alimentos e 700 colchonetes, está disponibilizando 250 barracas, a fim de serem montadas de acordo com a disponibilidade das pessoas. As famílias tiveram opções, como acampar em barracas, ir para casa de parentes ou até mesmo alojar em abrigos. Duas escolas no distrito de Travessão, uma na localidade de Outeiro e outra no município de Cardoso Moreira estão disponíveis. Daremos todo apoio necessário”, informou o secretário.
O medo de perder o que tinha, tomou conta da população da localidade. Moradores foram para laje das residências, para tentar salvar os móveis. A doméstica Ana Márcia Faria, de 57 anos, corria contra o tempo e ajudava a colocar os eletrodomésticos num caminhão, disponibilizado pela secretaria de Serviços Públicos. “O sofrimento é muito grande. Acordamos com esse desespero. Todo ano acontece isso e nada é feito para evitar. Preciso salvar minha vida e o pouco que tenho. Aqui ajudamos uns aos outros para que todos sejam salvos”, ressaltou a doméstica.
A Prefeita Rosinha Garotinho, esteve sobrevoando, com técnicos da Defesa Civil, em um dos helicópteros do Corpo de Bombeiros, verificando a situação que encontrava a localidade. Rosinha esteve, também, próximo a cratera que se formou na BR356. O secretário de Obras, Edilson Peixoto afirmou que vai ser tentado, por parte da prefeitura, fazer em uma estrada vicinal transversal à BR 356 um dique de contenção, com pedras e terra, para desviar o fluxo do rio Muriaé.
Esta não é a primeira vez que a enchente toma conta da localidade de Três Vendas. Em 2008, cerca de cinco mil pessoas ficaram desabrigadas e desalojadas, ocasionado pelo rompimento de trecho do dique do rio Paraíba do Sul que, somado às águas do transbordo do rio Muriaé, inundou toda a área. Quatro pessoas morreram por conta da tragédia. Já em 2009, Três Vendas foi uma das mais atingidas com a enchente no município. Dois pontos da BR 356 foram interditados e a população tentava passar a pé e cruzavam com água pela cintura. A pista estava cheia de erosão e vários buracos por causa da correnteza.

Fonte: Folha da Manhã

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inundações em Campos

Segue abaixo fotos da Avenida 15 de Novembro no Centro, da Avenida Presidente Vargas na Pecuária e da comunidade da Ilha do Cunha, essa última foi inundada, deixando muitos moradores desalojados.

Bairros de Campos são inundados pela cheia do Rio Paraíba II






Bairros de Campos são inundados pela cheia do Rio Paraíba I






Um novo ano e os mesmos dilemas...

Paraíba ultrapassa 10m em Campos e Norte e Noroeste tem 7651 desalojados



Alessa Oliveira


O ano de 2012 já começa com tragédia nas regiões norte e noroeste. Até às 20h desta terça-feira, o Rio Paraíba do Sul já media 10,20 metros, ultrapassando 60 cm da cota de transbordo, após isso, outra régua teve que ser colocada para que o monitoramento continuasse a ser feito pela Defesa Civil. Em São Fidélis, moradores do distrito de Colônia, foram orientados a deixar as casas. As famílias foram levadas para casas de parentes. Já em Cambuci, os subdistritos de Funil e Frecheira foram atingidos deixando desabrigados e desalojados. Em Itaocara, São Francisco do Itabapoana (SFI) e São João da Barra (SJB), a Defesa Civil de cada município está em alerta. Ao todo, o resultado dos estragos causados pela chuva na região Norte e Noroeste Fluminense é de 733 desabrigados e 7873 desalojados.
De acordo com o secretário de Defesa Civil, Henrique Oliveira, em Campos, 131 moradores da Ilha do Cunha estão desabrigados, onde começaram a ser transferidos, na parte da manhã, para a Creche Estadual José do Patrocínio, na Pecuária e o Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) do Parque Esplanada. “O número de famílias abrigadas pode chegar a 40, nesta quarta-feira (4), devido ao aumento do nível do rio Paraíba do Sul, que ultrapassou os 10 metros, já na parte da tarde”.

 Fonte: Folha da Manhã

Um novo ano...


Novos desafios, novos negócios, novas oportunidades…
Deixe as portas e as janelas abertas para os novos fluidos…
Não deixe que as barreiras do limite obstrua o seu modo de pensar…
Acredite nas capacidades infinitas para VOCÊ evoluir sempre.
Cultive a perseverança, a compreensão dos fatos na direção de seus interesses !
Lamentações, restrições e reclamações são improdutivas.
Solucionamos nossos problemas quando não fugimos deles e os resultados aparecem quando VOCÊ acredita que VOCÊ é quem faz a possibilidade do possível acontecer.
Busque frases sorridentes e amigas para as situações inevitáveis e, procure sempre celebrar as pequenas vitórias que VOCÊ conquistará ao longo deste ano…

Um feliz 2012, cheio de realizações!!!

O Blog SOS Educação em Campos deseja a todos os seus seguidores um Feliz 2012!!!