SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

“Luto pelo SUS” nesta terça em Campos

Os profissionais da área de Saúde em Campos farão amanhã, a partir das 8h, um protesto a favor do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelos hospitais da cidade faixas indicam o “luto” pela falta de investimentos no sistema. O ato é nacional, mas diferente de algumas cidades do país, onde os profissionais vão suspender o atendimento, no município eles irão trabalhar com tarja preta nos braços e distribuir panfletos para informar à população. O coordenador da seccional Campos do Conselho Regional de Medicina, médico Makhoul Moussallem, participou do Folha no A de hoje e explicou que o movimento não é contra o SUS, mas a seu favor.
— Estamos em “Luto pelo SUS”. Decidimos não suspender o atendimento em respeito ao cidadão que espera meses por uma consulta ou exame pelo SUS. No entanto, toda a população tem que se indignar com o que anda acontecendo na saúde. Não podemos ver o SUS morrer sem que a gente não faça nada e pela primiera vez os hospitais também entraram nessa luta. Falam em má gerencia dos recursos, mas como administrar uma unidade hospitalar, quando o Governo Federal paga R$ 7 para uma cirurgia de fimose e R$ 1200 para uma cirurgia cardíaca complexa para toda uma equipe? — destacou o médico.
Também nesta terça-feira, a partir das 10h, será realizada uma reunião na Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC) para discutir os baixos salários pagos aos médicos e as precárias condições de trabalho oferecidas pelo SUS.
Além de mais verbas para a saúde pública, principalmente por parte da União, a categoria reivindica convocação imediata de todos os aprovados nos últimos concursos públicos ainda válidos; efetivação dos médicos contratados temporários; realização de concursos públicos com salário de R$ 9.188,72 (piso da Fenam); plano de cargos e salários e carreira de Estado para os médicos, principalmente na Estratégia de Saúde da Família (ESF); mais vagas para a residência médica; aumento da tabela SUS e melhoria das condições de trabalho nos hospitais, postos de saúde e maternidades.

Fonte: Folha da Manhã

domingo, 23 de outubro de 2011

Recrutado na porta, repórter vira fiscal do Enem




São Paulo - Apesar de o Ministério da Educação afirmar que o Enem tem uma equipe de fiscais cadastrados e previamente treinados, a realização do primeiro dia do exame contou com "voluntários" escolhidos sem critério, na porta do local do exame.

Veja fotos do primeiro dia do Enem 2011

Foto 57 de 192 - 22.out.2011 - Um fotógrafo contratado pelo UOL para fazer a cobertura do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 em Fortaleza entrou em algumas salas de prova da Uece (Universidade Estadual do Ceará) neste sábado (22). Sem ser avisado de que não poderia fazer imagens no local, ele seguiu fazendo fotografias, até que um fiscal de prova pediu para que o fotógrafo se retirasse -- o que ele fez prontamente
 
Pelo menos foi assim na manhã de ontem na Unip da Água Branca, zona oeste de São Paulo, onde cerca de 30 pessoas foram selecionadas em uma repescagem em que o único critério foi apresentar o documento original de identificação. O repórter Paulo Saldaña, do jornal O Estado de S. Paulo, foi um dos que, com RG na mão, entrou na fila e garantiu uma vaga para a fiscalização. No local, havia 8 mil candidatos inscritos.
 
Por volta de 8 horas as portas da universidade já estavam cheias. Muitos estavam lá a pedido de amigos, primos, tias e conhecidos que trabalhariam ou trabalharam na organização da prova. Elas receberam e-mail com recomendações sobre horários e tipo de vestuário: camisa branca e, caso estivesse frio, agasalho branco ou preto - o que pouca gente respeitou.
 
Primeiro entrou quem já tinha nome para a fiscalização. Quase meia hora depois, os organizadores da unidade voltaram para a portaria e recrutaram os não cadastrados e desconhecidos.
 
Um segurança anotou nomes e documentos. Alguns diziam que haviam tentado se cadastrar sem obter sucesso. Para o repórter, só perguntaram se tinha o nome na lista. Ele disse que não e foi prontamente contratado. Por cada dia de trabalho, os fiscais recebem R$ 65, além de alimentação com suco, mini goiabada e um salgado de presunto e queijo - muito criticado ontem na Unip.
 
Os recrutados foram levados às pressas para o anfiteatro, onde o treinamento já havia começado. Faltavam menos de duas horas para a abertura dos portões e centenas de fiscais deveriam dominar como aplicar a prova.
 
No palco, uma coordenadora detalhou como se portar em caso de cola, o que é ou não é permitido na sala, na mesa, embaixo da cadeira, a cor da caneta. Depois da palestra, respondeu a dúvidas e mostrou um filme com orientações sobre os procedimentos de entrega das provas, com informações como onde assinar os cadernos, o que orientar ao inscrito, como distribuir as provas. Apesar da qualidade do vídeo, havia rostos de dúvidas tão agudas quanto as do repórter. Era de fato muita informação.
 
Antes de indicar quem seriam os responsáveis por cada sala, a palestrante fez uma advertência importante. "Pessoal, já chegaram cinco fiscais embriagados. Se tiver alguém que foi para balada, que não está bem, por favor avise."
 
Muitos dos chamados não apareceram e assim que todos os pré-selecionados presentes tomaram seus postos, a coordenadora apontou uma pessoa da primeira fileira. Perguntou se ela tinha experiência em aplicação de concursos ou vestibulares. A mulher disse que não e, questionado, o repórter também confirmou sua inexperiência. A coordenadora fez mais duas tentativas, voltou a apontar o repórter e disse "vai você. Sala 563, bloco B".
 
A 563B tinha 76 inscritos, por isso eram três fiscais - apenas 49 fizeram o exame. Ali, apenas um dos três havia atuado em edições anteriores.
 
Pouco antes do meio dia, horário da abertura dos portões, havia salas com carteiras amontoadas - em uma delas, duas mulheres estavam desesperadas para organizar tudo. Alguns fiscais, também debutantes, ainda não entendiam bem se os candidatos deveriam assinar a lista de presença ao chegar ou ao sair. E se a lista ficava na porta ou na mesa no centro da sala.
 
Depois começou a busca pelo giz para as orientações na lousa. Os fiscais conseguiram um pequeno pedaço azul. A guerra seguinte foi para conseguir uma caneta - ao longo da prova, é necessário preencher uma série de informações sobre o exame. Os fiscais revezaram uma única caneta com duas salas.
 
Assim que os inscritos começaram a entrar, um candidato surge com um RG xerocado. O repórter recorreu ao coordenador do corredor, que autoriza sua participação caso o papel seja confiável. Coube ao repórter a decisão e ele fez o exame. O manual com as instruções previa um toque de sirene para o início das provas. O sino tocou e os fiscais ainda distribuíam os cadernos. Ninguém consultado pela reportagem naquele corredor assinou o Termo de Compromisso sobre confidencialidade e frequência, o que, em tese, seria obrigatório. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em Porto Alegre, deficientes físicos reclamam de organização do Enem 2011



Especial para o UOL Educação
Em Porto Alegre

Em Porto Alegre, o segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terminou sem nenhum contratempo que pudesse prejudicar o exame. Entretanto, para alguns candidatos com necessidades especiais, a organização deixou a desejar.
“Há anos faço concursos, e este foi o pior de todos”, reclama Fabio Hermel, 39 anos, que é deficiente físico. O candidato afirma que os fiscais de sala - a quem presta elogios - tiveram que improvisar para que ele pudesse fazer a prova, na Escola Técnica Parobé, na região central da cidade.

“Botaram uns pedaços de madeira sob os pés da mesa para que eu pudesse entrar com a cadeira de rodas. Isso que pedi uma classe adaptada no momento da minha inscrição.”
O estudante, que pretende cursar gastronomia, disse que o prédio em que fez o teste não possuía rampas adequadas para a locomoção de cadeirantes e que os banheiros adaptados estavam deficientes, com barras de metal já soltas das paredes.
Mesma dificuldade viveu Julio Moura, de 43 anos. Apesar de ter solicitado uma mesa adaptada para fazer a prova – disposição garantida e confirmada pelo próprio Inep em telefonema para sua casa – , ele não encontrou sua solicitação atendida ao chegar, nesse sábado.
“O primeiro dia foi um desastre. Três colegas cadeirantes tiveram que trocar de sala durante a prova para realizar o exame nas mesas adaptadas para cadeira de rodas. Para não me atrapalhar na prova, dispensei a troca”, comentou.
Além disso, segundo Moura, no andar em que estava, apenas o banheiro masculino estava adaptado a cadeirantes. Alguns tiveram que improvisar na utilização do banheiro, com foi o caso de Brian de Souza, 16 anos, que passou dificuldades.
Antes do início da prova, outro cadeirante chegou a acionar a Brigada Militar quando viu que faria novamente o teste em uma classe não adaptada.
Sobre a prova, os estudantes tiveram alguma dificuldade em resolver as questões de matemática, conseguiram discorrer bem sobre o tema proposto na redação, mas elegeram a prova cansativa, devido à extensão de seus enunciados.
“Havia uma folha do caderno de questões com apenas duas perguntas. Os enunciados eram muito grandes. A prova de hoje [domingo] estava cansativa, mas achei a de ontem mais difícil”, comentou Adriele Pereira, de 22 anos.
A estudante acabou o colégio há dois anos e busca uma boa nota para se qualificar em um curso de enfermagem. Ela classificou como bem organizado o exame deste ano, ao contrário do Enem de 2011. “No ano passado fiquei com a prova amarela, que teve questões trocadas e erros de português. Então, como estava programado, solicitei para refazer a prova. O problema é que nunca me chamaram para fazer o novo exame.”

A crise da educação pública no Brasil!!!

A situação da educação pública no Brasil está caótica e se faz necessário uma resposta à esse crise no sistema educacional. Porém, essa resposta tem que ser muito pensada e planejada. É óbvio que aumentar os dias letivos não nos trará a tão sonhada qualidade na educação pública, pois afinal já passamos por essa experiência e nada foi alterado. Anteriormente o ano letivo contava com 180 dias, houve a ampliação para 200 dias letivos ( mantidos até hoje) numa tentativa frustada de melhorar a educação no país. No entanto o quadro encontra-se o mesmo, ou melhor, pior a cada dia.

No que tange o aumento da carga horária dos alunos na escola, já temos nos países desenvolvidos exemplos de que esse modelo de ensino é o melhor, mas requer investimento em infraestrutura e valorização dos profissionais de educação. A qualidade da educação perpassa por questões cruciais como investimento do poder público na educação, limitação no número de alunos por turma, autonomia pedagógica do educador e valorização profissional, através de salários dignos.

Portanto só teremos uma educação pública de qualidade no Brasil, quando a EDUCAÇÃO for prioridade!!!! 

E-mail enviado ao blog pela professora Adriana!!!

Caros Colegas
Vamos divulgar e lutar para que se encontre a melhor solução pra a educação e não o mais facil!
Se aprovado... mais uma vez os professores e  alunos serão enrolados pois isso não é qualidade na EDUCAÇÃO e sim um jeito de enganar a população  e mais uma vez os professores serem massacrados, desrepeitados...
 


Se você é Professor, da Rede Pública ou Particular, LEIA com Atenção!!!
 
Urgente e Atual
 
O ministro da Educação Fernando Haddad solicitou uma pesquisa científica sobre o aumento do número de horas do aluno na Escola e sua correlação com o aumento do Rendimento Escolar. No dia 21 de setembro (21/09/11) ele apresentou os resultados à imprensa, pois deseja um Grande Debate sobre o Assunto.
 
A pesquisa realizada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo revelou que mais tempo (mais horas) na Escola leva a uma melhoria dos resultados do aluno na aprendizagem e nas avaliações (ENEM, SAEB, etc.).
 
Até aí nenhuma surpresa, pois vários países desenvolvidos têm uma carga horária anual maior do que a brasileira e têm resultados melhores. O que vêm a seguir é que é preocupante.
 
Diante do resultado deste estudo, Ricardo Paes de Barros, subsecretário que coordenou a pesquisa apontou alternativas (que seriam, na verdade, Propostas) ao ministro:
 
Alternativa 1
 
Alternativa 1 – O Estudo de Ricardo Paes de Barros mostrou que um bom professor em sala de aula tem o impacto de 9,6 pontos no Saeb, 20 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e 68% de melhoria do desempenho do aluno. Mostrou também que a melhoria dos resultados acadêmicos pode ser feita com a diminuição das faltas dos alunos e dos professores durante o ano letivo. Esta proposta implica a) criar programas de formação e projetos de incentivo aos docentes, para que mais bem remunerados, preparados e  motivados, possam faltar menos e dar melhores aulas; b) modificar a atual LDB, diminuindo o percentual máximo permitido de faltas aos alunos (25%); c) Reduzir o número de faltas, abonos e licenças permitidas por lei aos docentes.
 
A Alternativa 1 requer modificação na legislação educacional e investimentos em Salários e em Programas de Formação Continuada para os Docentes (Formação Profissional, Especialização, Mestrado e Doutorado).
 
 
Alternativa 2
 
Alternativa 2 – Paes de Barros aponta que a Diminuição do número de alunos em Sala potencializa o rendimento de todos, ao permitir que os Docentes tenham mais tempo para auxiliar os alunos que apresentarem dificuldades. Nesta proposta: a) estabelecer qual é o número mínimo de alunos por sala e série; b) ampliar o número de salas e, consequentemente, de escolas; c) criar incentivos para a carreira docente, pois mais salas e mais escolas demandarão mais professores  mais bem preparados (hoje, desestimulados, muitos estão deixando a carreira docente).
 
A Alternativa 3 demanda investimento em infraestrutura e investimento no profissional da educação (Salários e Capacitação). Se a carreira docente for valorizada, atrairá e manterá nela os mais capacitados.
 
Alternativa 3
 
Alternativa 3 – Aumento do número de horas diárias do aluno na Escola. Essa proposta segue o modelo europeu (período integral) e implica em alguns investimentos: a) melhorar as cantinas escolares para que possam servir almoço aos alunos; b)readequação do currículo para que todo o período de permanência seja bem aproveitado; c) maior número de salas de aulas (hoje, os alunos do matutino e vespertino utilizam as mesmas salas); d) readequação e aumento da carga horária dos professores (o professor receberia o valor das aulas adicionais); e) aumento dos espaços esportivos e culturais da Escola (necessidades de uma Escola de Tempo Integral).
 
Ou seja, a Alternativa 3 requer significativos investimentos em infraestrutura. Entretanto, o aumento do salário dos professores seria apenas em função do aumento do trabalho (mais aulas, mais remuneração) e não de um aumento real no valor da hora/aula. É verdade que a Escola de Tempo Integral é um modelo seguido na Europa, mas lá o professor recebe melhores salários (quando comparados com outros profissionais de formação superior) do que aqui.
 
 
Alternativa 4
 
Alternativa 4 – Aumento dos dias letivos. Dos atuais 200 para 220 dias letivos. Sendo subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidência, Paes de Barros julga ser essa a alternativa mais atraente e interessante ao governo pois praticamente não haverá nenhum custo para os cofres públicos. Na prática, essa Alternativa levará: a) a um aumento dos dias letivos em detrimento de sábados e feriados; b) aumento da jornada de trabalho (em dias) sem o consequente aumento da remuneração (pois o governo já divide o salário anual em doze meses + o décimo terceiro); c) diminuição dos dias de recesso e férias docentes.
 
A Alternativa 4 não requer do Governo praticamente nenhum investimento – só uma mudança na Lei. Já para o docente, significa mais dias de trabalho, mais matéria a ser lecionada e mais avaliações, provas e trabalhos para corrigir e nenhum aumento ou remuneração adicional. Para o aluno, mais matéria, mais pressão por resultados e menos dias livres em casa.
 
 
Fique Atento e Pense Corretamente como PROFESSOR
 
A PIOR alternativa é a que AUMENTA os DIAS LETIVOS em 10% (no total serão 220 dias de aulas). Ou seja, a Alternativa 4 é a pior.
 
O Governo tem a intenção, segundo o ministro, de realizar um DEBATE com a SOCIEDADE para, em seguida, implementar a medida – aumento para 220 dias letivos.
 
Veja bem, nenhuma Proposta é perfeita, mas AS outras TRÊS ALTERNATIVAS são MELHORES do que o aumento dos 220 dias:
Alternativa 1 - Investir na Formação e Salários dos Professores e Diminuir a permissão para Faltas (docentes e discentes).
Alternativa 2 - Menos alunos por Sala e Professores melhor Preparados e Melhor Remunerados.
Alternativa 3 - Escola de Tempo Integral (ainda precisa de muitos ajustes, mas levará o governo à necessidade de INVESTIR muito para sua implantação).
 
CUIDADO, Professor
 
Como mais UMA PROVA de que o Governo não quer INVESTIR em Educação, o subsecretário da Pasta já está indicando o aumento dos dias como a MELHOR proposta para o GOVERNO. Isso é ÓBVIO, pois é a única alternativa que não requer investimentos.
 
O Governo tentará neste DEBATE jogar a população contra os professores que se opuserem aos 220 dias (Alternativa 4).
 
Mas na verdade, NÓS PROFESSORES sabemos que aumentar para 220 dias não vai mudar em NADA o quadro atual de descaso com que as autoridades tratam a Educação.
 
Além disso, a proposta de aumento dos Dias Letivos é a única que não apresentará nenhuma contrapartida positiva para o DOCENTE.
 
Há outras PROPOSTAS e ALTERNATIVAS melhores. Diga isso aos seus colegas e diretores. Diga isso aos seus vizinhos. Diga isso aos seus ALUNOS, sejam eles do Ensino Fundamental, sejam do MÉDIO,  do Superior, da Pós Graduação, do Mestrado ou do Doutorado.
 
TODOS OS PROFESSORES DEVEM SE UNIR neste Debate, pedindo ao Governo que aumente os INVESTIMENTOS na Educação do País.
 
É fato que Todos os Professores Conscientes querem MUDANÇAS na Educação. Mas queremos MUDANÇAS que realmente façam a DIFERENÇA, que AUMENTEM a QUALIDADE do Ensino e que FAÇAM o governo Investir naquilo que é mais precioso – a Educação de nossas Crianças.
 
NÃO ACEITE OS 220 DIAS. Os 220 dias serão um ENGODO para que o GOVERNO não gaste e não invista mais.
 
Queridos Professores e Professoras da rede Pública e Particular, de todos os níveis
 
Sejam conscientes - Repassem este  E-mail a todos os Docentes e Educadores que vocês Conhecem.
 
 
 
Abaixo, a notícia e a reportagem disponível na Internet
21/09/2011 - MEC apresenta proposta para deixar aluno mais 20 dias por ano na escola
 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta quarta-feira (21) em Brasília o resultado de uma pesquisa que levou o MEC a avaliar o aumento de até quatro semanas no calendário letivo da educação básica do país no sistema público e privado. Atualmente, o Brasil tem 200 dias, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) no ano letivo e carga horária de 800 horas. O ministro propõe um amplo debate sobre a ampliação da carga horária escolar para 220 dias ao ano.
 
“Sempre que o MEC se vê diante de uma evidência forte que algo pode melhorar a partir da descoberta de um estudo temos que perseguir este objetivo”, disse Haddad. O ministro vai discutir a proposta com secretários de educação estaduais e municipais. Ele espera concluir o debate este ano para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional em 2012 para votação. “Nenhum país com bom desempenho tem uma carga horária de 800 horas”, disse o ministro. “O Chile tem carga de 1.200 horas por ano e o nosso desempenho hoje é equivalente ao que o Chile tinha no ano 2000.”
 
A pesquisa coordenada por Ricardo Paes de Barros, subsecretário da Secretaria de Asssuntos Estratégicos da presidência, mostrou que dez dias a mais de aula aumentam em 44% o aprendizado dos alunos e em sete pontos a nota dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Essa melhoria pode ser atingida aumentando a exposição do aluno ao conhecimento.
 
Segundo o pesquisador, o aumento da exposição pode ser feito com ampliação da jornada diária e com a diminuição das faltas dos alunos e dos professores durante o ano letivo. Mas a alternativa mais atraente, segundo Barros, é a que tem o menor custo. “Em termos de custo é melhor porque na outra alternativa (mais horas/aula por dia ou menos alunos por sala) você precisa aumentar o espaço na escola colocando restaurantes e espaços esportivos.”
 
A outra variável que provoca melhora é a qualidade do professor. “Tem um enorme impacto entre se consultar um bom ou um mau médico. Com o professor também é assim, mas a gente não valoriza a profissão e deixa o profissional mais experiente migrar para a rede privada”, destacou o pesquisador. Ainda de acordo com ele, o impacto no Saeb com professor experiente seria de 3,3 pontos.

sábado, 22 de outubro de 2011

Frase de SÁBADO!!!

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”

Paulo Freire

Candidatos reclamam da quantidade de textos e do cansaço no primeiro dia do Enem



Suellen Smosinsk
Em São Paulo

Candidatos ouvidos pelo UOL Educação em seis capitais brasileiras relataram que o primeiro dia de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi tranquilo, porém cansativo. Para alguns, as questões do exame deste ano estavam bem mais complicadas e com uma quantidade de textos maior em relação aos anos anteriores.
No bairro da Barra Funda, em São Paulo, primeiros candidatos a deixar o local de prova reclamaram do cansaço. "Comecei a fazer tranquilo, mas depois foi ficando cansativo e eu chutei bastante", disse Renan da Cunha Odone, 17.
Para Karen Bontempo, 17, a prova tinha muitas pegadinhas, algumas questões mais fáceis e outras bem difíceis: "comecei a perder a paciência e chutar tudo", contou.  A estudante achou as questões de humanas mais fáceis que as de ciências da natureza.
Um veterano de Enem também achou as provas desse ano mais complicadas. "É o terceiro ano que faço o Enem e pra mim foi o mais difícil. Espero que amanhã seja mais fácil", afirmou Diego Simões da Cruz, 20. Ele classificou a prova de ciências da natureza como "maçante".
Everaldo Mece da Silva, 25, fez o Enem em 2008 e achou a prova de hoje diferente e bem mais difícil. "Foi muito cansativo, no final já estava louco. Antes era mais curta". E teve candidato que achou a quantidade de textos desnecessária. "A prova é básica, tem muito texto que eu acho que foi exagero". O estudante também achou que o exame tinha poucos desenhos, o que tornava a prova mais cansativa. "Comparada com a do ano passado, achei a prova mais bem feita, mais focada", afirmou.
Em Curitiba, o primeiro dia do Enem foi marcado pela rapidez com que os alunos concluíram as provas. Os primeiros a sair levaram pouco mais de duas horas para entregar os testes e deixar a sala. "Estava tranquilo. Não tinha muita conta", disse o estudante Daniel Ulrich, 18.
Candidatos que realizaram a prova num centro universitário localizado no bairro Nova Granada, em Belo Horizonte, classificaram o 1º dia de provas como tranquilo, apesar de terem enfrentando enunciados grandes. Os primeiros alunos começaram a deixar o local de provas às 15h. A candidata Izabel Rosa, 33, afirmou que a prova estava “mais fácil que nos anos anteriores”.
O primeiro dia de provas em Porto Alegre foi tranquilo. Do lado de fora das salas de aula, a Brigada Militar não registrou nenhuma ocorrência grave. Já do ladro de dentro, os estudantes também classificaram o teste como fácil, porém cansativo. “A prova estava muito fácil, mas as questões eram muito grandes”, afirmou Luciano Bicolotto, 17 anos.
Para os estudantes que fizeram o exame no campus Federação da UCSal (Universidade Católica de Salvador), o nível de dificuldade da prova foi proporcional à faixa etária. Os mais novos ou os que ainda estão estudando classificaram a prova como “fácil, mas cansativa”, e os mais “velhos” disseram que as questões foram “muito difíceis”.
Os primeiros estudantes que saíram do local onde realizaram o Enem, às 14 horas de sábado, 22, do horário de Fortaleza (15 horas de Brasília), no Ceará, informaram que as provas, este ano, não apresentavam erros. Pelo menos 30 alunos deixaram as salas de aula da Uece (Universidade Estadual do Ceará) afirmaram que as páginas do exame estavam corretas. O estudante Natanael Pereira, 18,  presta o exame pela segunda fez e avaliou o nível das questões como médias. “Exigem atenção e, principalmente, interpretação. 

Fonte: Site Uol

ABSURDO: Pela erradicação do trabalho infantil já!!!

Justiça autoriza mais de 33 mil crianças a trabalhar em lixões

Reprodução
Contrariando a constituição, menores de 16 anos foram autorizados a trabalhar não só em lixões, mas em fábricas e obras
Contrariando a constituição, menores de 16 anos foram autorizados a trabalhar não só em lixões, mas em fábricas e obras
Juízes e promotores de Justiça de todo país concederam, entre 2005 e 2010, 33.173 mil autorizações de trabalho para crianças e adolescentes menores de 16 anos, contrariando o que prevê a Constituição Federal. O número, fornecido à Agência Brasil pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), equivale a mais de 15 autorizações judiciais diárias para que crianças e adolescentes trabalhem nos mais diversos setores, de lixões a atividades artísticas. O texto constitucional proíbe que menores de 16 anos sejam contratados para qualquer trabalho, exceto como aprendiz, a partir de 14 anos.

Os dados do ministério foram colhidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Eles indicam que, apesar dos bons resultados da economia nacional nas últimas décadas, os despachos judiciais autorizando o trabalho infantil aumentaram vertiginosamente em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na soma do período, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina foram as unidades da Federação com maior número de autorizações. A Justiça paulista concedeu 11.295 mil autorizações e a Minas, 3.345 mil.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, Luiz Henrique Ramos Lopes, embora a maioria dos despachos judiciais permita a adolescentes de 14 e 15 anos trabalhar, a quantidade de autorizações envolvendo crianças mais novas também é “assustadora”. Foram 131 para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos. Para Lopes, as autorizações configuram uma “situação ilegal, regularizada pela interpretação pessoal dos magistrados”. Chancelada, em alguns casos, por tribunais de Justiça que recusaram representações do Ministério Público do Trabalho.

“Essas crianças têm carteira assinada, recebem os salários e todos seus benefícios, de forma que o contrato de trabalho é todo regular. Só que, para o Ministério do Trabalho, o fato de uma criança menor de 16 anos estar trabalhando é algo que contraria toda a nossa legislação”, disse Lopes à Agência Brasil. “Estamos fazendo o possível, mas não há previsão para acabarmos com esses números por agora.”

ATIVIDADES INSALUBRES
Apesar de a maioria das decisões autorizarem as crianças a trabalhar no comércio ou na prestação de serviços, há casos de empregados em atividades agropecuárias, fabricação de fertilizantes (onde elas têm contato com agrotóxicos), construção civil, oficinas mecânicas e pavimentação de ruas, entre outras. “Há atividades que são proibidas até mesmo para os adolescentes de 16 anos a 18 anos, já que são perigosas ou insalubres e constam na lista de piores formas de trabalho infantil.”

No início do mês, o MPT pediu à Justiça da Paraíba que cancelasse todas as autorizações dadas por um promotor de Justiça da Comarca de Patos. Entre as decisões contestadas, pelo menos duas permitem que adolescentes trabalhem no lixão municipal. Também no começo do mês, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou as autorizações concedidas por um juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, no interior paulista.

De acordo com o coordenador nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes, procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Rafael Dias Marques, a maior parte das autorizações é concedida com a justificativa de que os jovens, na maioria das vezes de famílias carentes, precisam trabalhar para ajudar os pais a se manter.

“Essas autorizações representam uma grave lesão do Estado brasileiro aos direitos da criança e do adolescente. Ao conceder as autorizações, o Estado está incentivando [os jovens a trabalhar]. Isso representa não só uma violação à Constituição, mas também às convenções internacionais das quais o país é signatário”, disse o procurador à Agência Brasil.

Marques garante que as autorizações, que ele considera inconstitucionais, prejudicam o trabalho dos fiscais e procuradores do Trabalho. “Os fiscais ficam de mãos atadas, porque, nesses casos, ao se deparar com uma criança ou com um adolescente menor de 16 anos trabalhando, ele é impedido de multar a empresa devido à autorização judicial.”

Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não se manifestou sobre o assunto até a publicação da matéria.

Globo Universidade: Vídeo sobre tecnologia a serviço do homem!!!


http://redeglobo.globo.com/videos/globouniversidade/v/tecnologia-a-servico-do-homem-parte-1/1670654/#/Edições/20111022/page/1

O vídeo abaixo nos chama atenção para a importância do uso da tecnologia para o auxílio dos portadores de deficiências.


Alunos de Escola Municipal de Campos em protesto

Alessa Oliveira
Os Alunos da Escola Municipal Cemstiac, em Campos, fizeram um protesto nesta sexta-feira pela manhã contra a permanência da atual direção e problemas estruturais da instituição. Segundo eles, há uma ditadura imposta na escola e várias reuniões já foram feitas pela Prefeitura Municipal de Campos e os problemas ainda não foram resolvidos.  Os alunos se recusaram a entrar na sala de aula enquanto a atual Diretora estiver no cargo.

A Secretaria Municipal de Educação informou em nota que a diretora da instituição foi afastada do cargo, mas retornou. Segundo ela, a diretora está administrando a instituição da melhor forma possível e talvez os alunos estejam revoltados porque antes saiam cedo das aulas e agora estão saindo mais tarde.

Fonte: Folha da Manhã

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Com turno integral, cidade do PR zera evasão e revoluciona ensino

Com o modelo de ensino integral há 10 anos, cidade de Apucarana (PR) conseguiu zerar a evasão nas escolas municipais. Foto: Edson Denobi/PMA/Divulgação
Com o modelo de ensino integral há 10 anos, cidade de Apucarana (PR) conseguiu zerar a evasão nas escolas municipais
Foto: Edson Denobi/PMA/Divulgação
 
Enquanto o Ministério da Educação (MEC) estuda formas de aumentar o tempo dos alunos nas escolas do País, no interior do Paraná um município já se destaca por apresentar uma proposta semelhante. Há dez anos, os alunos de Apucarana passam até 8 horas por dia no colégio, com mais tempo para estudar e mais contato com os professores e com atividades esportivas e culturais, modelo defendido por especialistas em educação. Desta forma, as escolas da cidade conseguiram zerar a evasão e conquistar um desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de seis pontos, superior à média do País, que é de apenas 4,6 pontos para as séries iniciais.

Segundo o presidente do Conselho Nacional da Educação (CNE), Antônio Carlos Caruso Ronca, o projeto desenvolvido há uma década em Apucarana serve de exemplo de política pública para o País. "A implantação da escola integral acabou com a evasão. As crianças trocaram a rua pelo ensino", afirma.

O diretor-presidente da autarquia municipal de Educação da cidade, Cláudio Silva, comemora os resultados. "Não é somente a questão da evasão. Nós tiramos as crianças da rua, mas e aí, elas estão aprendendo? Os resultados nas avaliações oficiais mostram que sim. O desempenho das nossas escolas, da periferia ao centro, é superior a média esperada para o nosso País daqui dez anos", afirma. Segundo ele, o bom desempenho é resultado de uma combinação de fatores: além da ampliação da carga horária, os professores são capacitados para atuar no novo modelo pedagógico, a alimentação que os alunos recebem é diferenciada e os diretores das escolas são preparados para atuar como gestores.

Diretora da Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates, Eliane Zanin trabalha com metas e planejamento para garantir o aprendizado dos 238 alunos de um bairro carente da cidade. Ela administra uma estrutura com laboratório de informática, quadra de esportes coberta, sala de jogos, biblioteca, refeitório. "Temos tudo o que precisamos para desenvolver um bom trabalho, mas nem sempre foi assim", afirma a diretora ao destacar que nos primeiros anos do projeto, era preciso ocupar o salão de uma igreja porque não havia espaço para abrigar todos os estudantes em turno integral.

Para Claudio Silva, a infraestrutura não é o principal fator para o sucesso do turno integral. "Se ficássemos esperando as condições ideais, até hoje não teríamos feito nada. E se a estrutura fosse o primordial, os Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) do Rio de Janeiro teriam sido um sucesso", afirma ao fazer referência às escolas construídas pelo então governador do Rio, Leonel Brizola para implantar o turno integral.

Em Apucarana, as escolas fizeram parcerias com empresas e com a comunidade para desenvolver as ações. Segundo o presidente da autarquia de Educação, após dez anos, todas as instituições de ensino possuem quadra coberta de esportes, refeitórios e estrutura para abrigar os projetos. "Isso foi feito aos poucos. A prefeitura não tinha recursos para construir toda a estrutura de uma vez só, por isso foi feito um pacto com a comunidade", afirma.

Na escola Professor Idalice Moreira Prates, as dificuldades do começo do programa deram lugar a um amplo espaço de lazer e educação. Hoje os alunos chegam para estudar às 7h30 e saem às 16h30. Fazem quatro refeições no colégio e intercalam as disciplinas da grade comum, como português e matemática, com oficinas de balé, karatê, arte, música, xadrez, literatura e informática.

"Quando você tem uma diversidade de atividades e sabe conduzir, as crianças têm um ganho enorme na aprendizagem", diz a diretora ao reforçar que a maioria dos professores é pós-graduado e recebem preparação para o planejamento pedagógico. Além disso, o salário também estimula: um educador em fase inicial ganha R$ 1,7 mil para trabalhar 40 horas, valor acima do piso nacional de R$ 1.187. Para garantir essa mudança na educação, a prefeitura investe cerca de 32% do orçamento na área (o mínimo exigido para os municípios é de 25%).

Com ensino prolongado, desempenho escolar melhora em Pernambuco
 
Algumas secretarias de educação estadual também estão criando seus próprios projetos de educação integral. Exemplo disso é a Secretaria de Educação de Pernambuco, que desenvolveu a campanha Educação Integral. No ano passado, o Estado passou a contar com 60 unidades funcionando em horário integral e 100 oferecendo jornada semi-integral. Todas as 160 escolas receberam o nome de Referência em Ensino Médio.
Uma das primeiras tentativas foi a da Escola de Referência Ensino Médio Cícero Dias, em Recife. I

Inaugurado em 2006, o colégio tem 45 alunos e uma jornada nove horas e meia. "Os alunos chegam aqui às 7h30 da manhã e só saem às 17h", conta Sueli Almeida, gestora da instituição.

Sueli explica que, além do conteúdo tradicional, os estudantes também têm ensino profissionalizante de Programação de Jogos Digitais e Multimídia. Ou seja, as aulas de matemática, por exemplo, são explicadas em cima da criação de games para o computador. "No primeiro ano, eles demoram para se adaptar, pois a maioria é acostumada com o ensino regular. Mas depois eles gostam muito, pois aqui eles vêem o estudo como algo para ser usado na vida profissional deles", diz a gestora.

A melhor no desempenho escolar pode ser vista em números. No Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe), que é aplicado anualmente pelo governo do Estado e mede o aproveitamento dos estudantes, as Escolas de Referência tiveram um índice maior de desempenho do que a maioria. O aumento do Idepe nessas escolas, de 2008 para 2010, foi de 0,7 pontos. Era 3,9 em 2008, passou para 4,2 em 2009 e chegou a 4,6 no ano passado, ultrapassando a meta de 4,5 projetada pelo Ministério da Educação.

Turno integral também melhora qualidade de vida dos alunos
 
Além do foco no desempenho escolar, o Ministério da Educação defende o turno integral baseado na melhoria da qualidade de vida como outra consequência desse formato de ensino. Como exemplo dessa crença, o MEC mostra o panorama das aulas de taekwondo, judô, capoeira e karatê, que são as artes marciais escolhidas pelas escolas no programa Mais Educação. Entre as 15 mil instituições que participam do programa de turno integral do ministério, 4.017 escolheram um tipo de arte marcial para oferecer a seus alunos. Os praticantes somam 828,7 mil.

De acordo com o coordenador de educação da Confederação Brasileira de Taekwondo, Rubilar Carvalho, a prática desse esporte ajuda o estudante a melhorar a concentração e o rendimento escolar, qualifica a convivência familiar e o círculo de amizades, atua na prevenção do uso de drogas e de agressões. Na prática, explica, a criança aprende que as técnicas são de defesa, nunca de agressão.

Na Escola Carneiro Ribeiro Classe II, em Salvador (BA), 65 estudantes praticam aulas de capoeira no programa de educação integral. Na avaliação do professor Sandro Alex Dias Oliveira, a socialização das crianças e as atitudes de respeito com colegas, professores e pais são evidentes no grupo. "Acontece uma transformação que é vista por nós e relatada pelos pais", conta.

Pesquisa aponta que apenas 500 municípios aplicam o ensino integral
 
Segundo pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Escola Pública de Horário Integral (Neephi), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), a pedido do MEC e divulgada em 2009, apenas cerca de 500 municípios brasileiros adotam uma carga maior de ensino em suas salas de aula. De acordo com o mapeamento, são cerca de 1,1 milhão de alunos em jornada ampliada, o que corresponde a 2% dos estudantes da educação básica. Os Estados com maior número de experiências integral são Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Pernambuco.

O estudo também investigou quais atividades eram desenvolvidas durante essas horas a mais na escola. As duas principais modalidades eram relacionadas à prática de esportes (65% dos casos) e a aulas de reforço (61%). Em seguida, foram relatadas oficinas de música, dança, teatro, informática, artesanato, tarefas de casa, entre outras.

Com informações da agência de conteúdo Cartola

MEC desiste de aumento de número de dias letivos por ano, diz secretária de Educação Básica


Rafael Targino
Em São Paulo

  • Twitter da secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda
A secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, anunciou nesta quinta-feira (20) pelo Twitter que o MEC (Ministério da Educação) desistiu da proposta de aumentar de 200 para 220 o número de dias letivos por ano. O "consenso", segundo ela, é "aumentar a carga horária" diária.
De acordo com Maria do Pilar, o texto a ser encaminhado para o Congresso vai propor o aumento na carga horária. Ela citou o exemplo do programa Mais Educação, que permite que escolas tenham até sete horas por dia de aula, mas disse que, a princípio, "podemos começar com 5 h/dia, no mínimo, para todas [as escolas]".
"Apos reunião no MEC no dia 18/10, com professores, alunos, gestores, parlamentares, pesquisadores, ficou claro que não teremos aumento dos dias letivos de 200 para 220. O consenso é aumentar a carga horária diária, e o Legislativo receberá  a proposta consensuada nesta reunião e assumida pelo MEC", afirmou a secretária na rede social.

Aprendizado

Um estudo apresentado pelo próprio ministério, em setembro, mostrou que um aumento de dez dias no ano letivo poderia elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. No entanto, um dos problemas para o eventual aumento no número de dias seria a atual estrutura física das escolas do país.

Fonte: Site Uol

Republicando postagem do Blog do Dignidade: Professora municipal denuncia merenda escolar!!!

Merenda escolar terceirizada em Campos: Professora cobra fiscalização e faz denúncia

Imagem inserida pelo blog
Sou professora em uma creche do município e estou revoltada com a situação da merenda na minha creche. Tenho certeza que esse fato ocorre não somente em minha unidade,mas em muitas, porém não sabemos mais a quem recorrer, já que fomos informadas que desde que a prefeitura terceirizou a merenda, o acesso a cozinha e tudo o mais que nela está, fica restrito as funcionárias da guelli responsáveis pela mesma. Sendo assim, também a fiscalização da merenda, oque entra, sai e oque é servido para as crianças fica também a cargo das funcionárias da guelli (conveniente não?!, já que a supervisora da firma não vai a creche todos os dias e portanto não tem condição de fiscalizar oque se passa durante toda a semana na unidade), obedecendo muito raramente a um cardápio que fica exposto no refeitório. Deixo claro, que a direção não é conveniente com essa situação, pois por diversas vezes também interviu em favor das crianças para solucionar o problema, porém, não tem jeito, melhora um pouco e depois volta a mesma coisa. O fato mais recente que aconteceu, dentre muitos, foi o seguinte: veio na semana da criança, um lanche um pouco melhor, era um sanduíche de presunto e queijo, o fato é que cortaram o sanduíche ao meio, ou seja, não deram nem um inteiro as crianças, e quando alguns dos meus alunos quiseram repetir, fui informada que não podia haver repetição, porque a quantidade que veio estava a conta. !!!!... (Foi o mesmo que me dizer que eles adivinham a quantidade exata de crianças que irá a creche... será que isso é possível?)  Como assim????????? Tenho 20 alunos matriculados e no dia do lanche vieram apenas 10, e isso aconteceu em todas as turmas, faltou bastante criança nesse dia, porque foi um dia chuvoso, então para onde foi o lanche????? Pelo que me consta a firma manda o lanche de acordo com a quantidade de alunos matriculados na unidade e ainda acrescenta uma quantidade a mais para incluir professores e funcionários e mais uma sobra, então onde está indo parar tudo isso? Será que eles adivinham quantas crianças irão faltar no dia x? Impossível ne? Agora pergunto eu, e se ao invés de 10 viessem meus 20 alunos? eles não comeriam? Essa matemática que eles fazem não entra na minha cabeça. Poxa, se ainda fossem 20 alunos querendo repetir, talvez até fosse mais complicado mesmo, mas de uma turma de 20, aparecem no máximo 17 crianças por dia, pois sempre há faltas e desses que aparecem apenas 3 ou 4 pedem para repetir e ainda negam? Isso é um absurdo!!! No dia desse lanche que eles partiram o pão de forma ao meio e deram as crianças, observei que praticamente todos os funcionários da creche receberam o mesmo sanduíche, porém, inteiro, e não estou exagerando se disser que ainda comeram mais de uma vez... O problema não é dar aos funcionários, de modo algum, já que a firma os inclui na contagem para enviar a merenda (segundo eu soube), a questão é que, ao meu entender a PRIORIDADE é das crianças, e se para as crianças, que são a prioridade e que muitas vezes não tem oque comer em casa, é dado um pão partido ao meio, e é alegado que não há mais para repetir, como que para os funcionários, o pão pode ser dado inteiro? Gente é a metade de um pão de forma para uma criança de 3, 4 anos, que chega a creche muitas vezes sem comer nada desde o dia anterior (já que o público maior da creche são de crianças carentes), e essa é a minha indignação, porque sei que há o suficiente para dar um pouco a mais a essas crianças. Já que não havia o suficiente para as crianças, QUE SÃO A PRIORIDADE e que certamente necessitam mais do que eu, que graças a Deus tenho oque comer em casa, abri mão do meu lanche, e devolvi para que fosse dado então para uma criança que quisesse repetir, essa foi a minha forma de protestar. É fato que depois que a merenda passou a ser terceirizada, o número de repetições triplicou, e isso porque? É simples! Me informei, e soube que eles também recebem a mais por cada repetição feita pela criança. Não posso afirmar que eles inventam números para aumentar essa quantia, já que não tenho controle sobre isso, mas posso afirmar que sei um dos fatores que faz crescer exorbitantemente esse número que é o seguinte: o prato vem com uma quantidade muito pequena de comida, a carne quase não se vê, então consequentemente, as crianças comem a comida em um minuto e é claro, querem repetir!!! Simples! Se o prato viesse com a quantidade adequada de comida, tenho certeza que esse número de repetição cairia bastante. Ressalto que essa repetição da comida, é a única que observo ser possível, (mas as vezes também não pode ser feita), talvez porque fica difícil dizer que a quantidade é exata por se tratar de uma panela de comida, e que a quantidade varia de acordo com a porção que se coloca no prato né? Também, seria de mais... Como já havia dito, o cardápio fica exposto no refeitório e nele consta que duas ou três vezes por semana, deve ser servido um bolo, e nos outros dias, sucrilhos, biscoitos e pão com queijo... O pão com queijo até aparece, mas o biscoito é o campeão... As crianças comem biscoitos praticamente todos os dias, às vezes até recusam porque já estão enjoadas, se realmente o cardápio fosse seguido, seria mais diversificado e as crianças certamente não rejeitariam o biscoito, já que o bolo e o sucrilhos só aparece em ocasiões especias, digamos assim... Agora, resta saber, se afirma está enviando a merenda que consta no cardápio ou se são as funcionárias que não o segue, e se a firma realmente envia a merenda, fica uma outra questão, então para onde vai o sucrilho e o bolo? Mas infelizmente não há como saber, já que são as funcionárias responsáveis pela cozinha que recebem a merenda e a controla, e nós que não somos funcionários da guelli, só podemos observar e reclamar, isso quando você se coloca ou coloca um filho seu no lugar dessas crianças. Sei que para alguns isso passa despercebido mas sei também que alguns percebem e preferem não falar e que há ainda, aqueles que se vendem e se calam por muito pouco... tenho certeza que a prefeitura paga valores exorbitantes a essas firmas para que as crianças sejam bem alimentadas, porém, a falha na fiscalização, é evidente! É o caso de se repensar essa fiscalização para que no fim as crianças não sejam as grandes prejudicadas. 

Campos: Escola em situação precária põe em risco a vida de alunos e professores


Os pais registraram que as escoras estão em todo prédio. Já nas salas, as carteiras dos alunos estão organizadas para desviar dos paus.


do RJ INTER TV 1ª Edição



Imagine estudar em uma escola onde as paredes e teto estão escorados por madeiras e os pais não se sentem seguros par amandar os filhos para a escola. O colégio que os alunos estão com medo de estudar é a Escola Estadual Paulo Roberto Duarte Mendonça, em Ibitioca, distrito de Campos. A aluna Raiza Fernandes,11, conta que morava em outro bairro e que foi transferida para o colégio este ano em busca de um ensino melhor. Mas agora, o futuro dela é incerto. “Minha mãe falou que talvez eu e o meu irmão iremos parar de estudar, aí a gente vai para outra escola” , declara Raiza.


Simone Queiroz tem dois filhos estudando no colégio e ligou para a equipe do RJ Inter TV, preocupada e desesperada com a condição da escola em relação a segurança dos filhos e dos coleguinhas deles. “ Esse é o único meio para reivindicar os meus direitos, quando a mídia vem tem aquele impacto”, declara a mãe.


A equipe do RJ não foi autorizada a entrar no colégio, mas de fora foram flagradas escoras de madeira sustentando o prédio. Em fotos, os pais registraram que as escoras estão em todo prédio, inclusive no refeitório. Já nas salas, as carteiras dos alunos estão organizadas para desviar dos paus.


O pátio está cheio de carteiras quebradas, lixo e pedaços de madeiras, que podem ser utilizados como escoras. Os pais e estudantes ainda disseram que as aulas no segundo andar estão suspensas. E um esquema de revezamento entre as salas que estão funcionando foi proposto pela direção. A aluna Aline Rodrigues, 14, fala um pouco de como tem sido a rotina das aulas no colégio. “ Tem turmas que estudam duas vezes por semana e as outras três vezes”, afirma a estudante.


A quadra de esportes também não pode ser usada pelos alunos, toda estrutura está comprometida pelas rachaduras e um buraco no chão. E é nessa escola que depende o futuro de crianças como a Raiza Fernandes, que conta como imagina sua vida no futuro. “ Eu penso em ter uma vida muito realizada, assim eu poderia melhorar a minha vida, eu vou trabalhar em um trabalho melhor que todos. Eu quero ser médica, para ajudar as pessoas”, declara a estudante.


Resposta da secretaria Estadual de Educação


A produção do RJ Inter TV entrou em contato com a secretaria Estadual de Educação para que algum responsável desse uma entrevista ao vivo no RJ Inter TV Primeira Edição, mas ninguém pode vir.


Em nota, a secretaria informou que a escola já foi vistoriada por uma empresa de obras do estado e que em 15 dias um relatório deve ficar pronto. A assessoria disse ainda que como medida preventiva, duas salas foram interditadas Segundo a análise previa, não há risco de desabamento e os alunos e funcionários da escola estão seguros.

Escola estadual caindo aos pedaços em Ibitioca!!!

Escola com problemas estruturais é vistoriada por técnicos da EMOP


Mesmo com problemas estruturais, os alunos da Escola Estadual Paulo Roberto Duarte Mendonça, localizada em Ibitioca, distrito de Campos, estão freqüentando as aulas, mas o Governo do Estado promete em 15 dias uma solução para o problema após vistoria de técnicos da Empresa de Obras Públicas (Emop).

No prédio foram colocadas escoras no teto e nas paredes, que corre risco de desabar a qualquer momento, segundo os alunos que ali estudam. De acordo com a aluna Bruna Batista, 16 anos, que cursa o 6º ano do Ensino Fundamental, existe um esquema de revezamento de aulas na escola, fazendo com que os alunos estudem apenas duas ou três vezes na semana, devido aos problemas das salas de aula.

A estudante Thayane de Souza Silva, 13 anos, disse que os problemas no prédio da escola acontecem porque a quadra de esportes fica na parte superior do colégio e o peso das crianças praticando os exercícios pode ter abalado a estrutura da construção. “As rachaduras são enormes, colocaram esses pedaços de madeira para segurar a escola... Meus pais não querem me deixar vir estudar”, disse a menina.

Para piorar, a quadra está passando por reformas no piso e as crianças precisam ir às aulas mesmo em meio à poeira. A direção da escola não permitiu a entrada da equipe da Folha da Manhã no prédio e informou que não há autorização para os funcionários darem entrevista.

A Secretaria de Estado de Educação esclarece que a Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), responsável pelas intervenções estruturais, vistoriou as dependências da escola e emitirá um relatório final em 15 dias. Como medida preventiva, duas salas de aula foram interditadas. No entanto, a secretaria disse ainda que é necessário esclarecer à população que, de acordo com a análise prévia da Emop, não há riscos à segurança de alunos e funcionários da unidade e que todas as providências necessárias serão tomadas tão logo o levantamento seja concluído. Nesta semana ainda, a Defesa Civil Municipal esteve na unidade e confirmou que as medidas adotadas pela Emop e pela escola estão adequadas. No dia 26 de outubro, às 14h, haverá uma reunião geral no colégio com a presença do gerente da Emop e dos responsáveis dos alunos para dar esclarecimentos sobre a atual situação do prédio da escola.

Fonte: Folha da Manhã

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Concurso Público da rede estadual!

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro, abriu inscrições hoje, 6 de outubro, para o concurso público destinado ao provimento de 3.321 vagas e formação de cadastro de reserva de Professores Docentes I com carga horária semanal de 16 horas e de 30 horas.
INSCRIÇÕES
Segundo a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), responsável pela realização do concurso, as inscrições serão recebidas até o dia 6 de novembro, no site www.ceperj.rj.gov.br, ou de forma presencial no Posto de Inscrição da Ceperj, que fica na Avenida Carlos Peixoto nº. 54, Térreo, Botafogo, Rio de Janeiro, das 10h às 16h. A taxa será de R$ 40,00 para candidatos ao cargo de Professor de 16 horas e de R$ 65,00 para Professor de 30 horas.
VAGAS E BENEFÍCIOS
Os profissionais contratados deverão atender a demanda de diversas cidades do Rio de Janeiro e as vagas estão distribuídas por disciplina da seguinte maneira:
  • Professor de 16 horas - (322 vagas) Artes, (30) Biologia, (129) Ciências, (cadastro reserva) Educação Física, (2) Espanhol, (718) Filosofia, (cadastro reserva) História, (89) Inglês e (640) Sociologia.
  • Professor de 30 horas - (395) Física, (525) Geografia, (223) Matemática, (cadastro reserva) Português e (248) Química.
A remuneração será de R$ 877,91 para Professor com jornada de 16 horas e de R$ 1.646,07 para Professor com carga horária de 30 horas.
PROVAS
Esse concurso constará de prova objetiva e avaliação de títulos, previstas para o dia 18 de dezembro, e o resultado final da avaliação de títulos e a classificação dos candidatos aprovados será divulgado em 26 de janeiro de 2012. Os candidatos começarão a ser convocados logo após a publicação do resultado.

Fonte: PCI Concursos