SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

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sábado, 23 de maio de 2015

Mais imagens de um dia histórico!















Com muitas promessas e poucas mudanças, professores voltam às aulas

Estado de greve permanece e professores prometem acompanhar e cobrar tudo o que foi prometido


Após cinco dias de greve, manifestações e negociações, os professores da rede municipal de ensino de Campos voltam às salas de aulas na próxima segunda-feira (25). Com muitas promessas e poucas mudanças imediatas, os docentes continuam em estado de greve e na luta por melhores condições de trabalho e de salários. Nesta sexta-feira (22), eles fizeram um ato na Praça São Salvador, saíram em caminhada até a Prefeitura de Campos, onde permaneceram até cerca das 22h. Após clamar pela presença da prefeita Rosinha – sem serem atendidos – os grevistas definiram um grupo de representantes, que se reuniu com o secretário de Administração, Fábio Ribeiro, e o secretário de Educação, Fred Rangel. 
 
 
Segundo os professores, a conversa com a administração municipal foi positiva e teve “pequenos avanços”. Veja abaixo a lista das promessas:
 
 
1 - Contratação imediata de vigias, funcionários de limpeza e outros para 30 unidades de ensino em situação mais crítica (Campos possui 239 unidades de ensino municipais);
 
2 - Criar um calendário para reforma das unidades escolares, mediante consulta à Secretaria de Obras;
 
3 – Dialogar, na próxima semana, com a prefeita Rosinha sobre a possibilidade de não utilizar mais o material didático da Expoente;
 
4 – Dialogar, na próxima semana, sobre a possibilidade de revisão do Plano de Cargos e Salários;
 
5 – Dialogar, no início de setembro, sobre o reajuste salarial da categoria;
 
6 – Não cortar os cinco dias em que os professores ficaram sem trabalhar, com a condição de normalização das aulas nesta segunda;
 
7 – Dialogar com as empresas de ônibus sobre a possibilidade de fornecer uma carteirinha para os professores andarem de ônibus de graça;
 
 
Sobre o plano de saúde, que foi cortado, os representantes do governo municipal não comentaram na reunião. E sobre a convocação dos profissionais concursados, a informação passada pelos líderes do movimento é que a prefeitura informou não ser possível no momento.
 
 
Mesmo com as promessas, o encerramento da greve não agradou a todos os docentes, como é o caso da professora Graciete Santana. “Os avanços foram muito poucos e a sensação é de insatisfação. Temos que frisar neste momento que o governo não expira confiança e a situação nas escolas está caótica. O que vai acontecer ainda é uma interrogação, mas o que houve hoje é prova que o governo municipal estava desesperado com a possibilidade de ocupação da prefeitura. Nós continuamos em estado de greve e de olho nas promessas”, disse a professora Graciete Santana.
 
 
Para a professora Odete Rocha, é preciso fazer uma avaliação da situação atual. “Nós temos que ter responsabilidade e continuar em estado de greve até as reivindicações em pauta serem atendidas. As negociações continuam em andamento e não estamos abrindo mão de nada. Queremos ser atendidos em tudo, mas temos que avaliar o que é possível”, ponderou Odete.
 
 
Vereadores barrados na porta da prefeitura
 
 
Antes do grupo formado pelos representantes do movimento noticiar os resultados do diálogo entre grevistas e governo municipal, os vereadores da oposição Rafael Diniz, Fred Machado e Marcão estiveram na prefeitura para apoiar os professores. Eles foram informados de uma possível confusão e ao tentar entrar na prefeitura, foram impedidos por guardas municipais que afirmaram ter recebido a ordem do administrador do prédio, Júlio Oliveira. Os vereadores tentaram entrar pelas duas portarias, por mais de uma hora, mas foram impedidos a todo momento.
 
 
“Eles tentam impedir os representantes do povo de entrar na prefeitura. Enquanto isso, os vereadores da situação estão lá dentro. Isso é a ditadura Garotista”, desabafou o vereador Marcão.
 
 
Enquanto isso, um porta-voz da prefeitura afirmava que ninguém mais entraria no prédio. “Já estamos fechados e ninguém entra mais. O horário de expediente é até as 18h”, disse o homem. Como resposta, os vereadores afirmaram que se a prefeitura estava em funcionamento e com outros vereadores lá dentro, eles tinham direito de entrar. Mesmo assim, e com o clamor dos professores, os três representantes do povo não tiveram a entrada permitida.
 
 
Atos nesta sexta-feira
 
Mais de 600 professores e servidores municipais de Campos fizeram manifestação na Praça São Salvador na tarde desta sexta-feira (22). De preto, com nariz de palhaço e marcados com asteriscos, os profissionais lotaram o local com cartazes e apitos e utilizaram um mini trio elétrico para falar sobre as condições das escolas. Minutos após o início do ato, os manifestantes seguiram em caminhada pela cidade para a frente da Prefeitura de Campos, para a realização de uma assembleia para definir os próximos rumos do movimento. Já na prefeitura, os líderes do movimento surpreenderam ao anunciar que dez profissionais da educação estavam no prédio da prefeitura com barracas de campping e dispostos a passar a noite no local.
 
 
A imagem de um asterisco colada ou desenhada no corpo, usada por muitos, foi uma forma de demonstrar descontentamento com a fala do secretário de Educação Frederico Tavares Rangel. O secretário orientou os diretores, durante uma reunião nesta quinta (21), a marcarem um asterisco na frente do nome dos grevistas, para a prefeitura descontar os dias não trabalhados posteriormente. Os docentes também penduraram um varal com fotos que retratam as condições estruturais das unidades de ensino do município.
 
 
Durante a manifestação, grades do muro da prefeitura foram quebrados e uma pichação foi feita no muro. Segundo o Sepe, dois baderneiros infiltrados no movimento foram os responsáveis pelos atos de vandalismo. “Nós somos educadores e somos contra qualquer ato violento”, disse Carlos Santafé, coordenador do Sepe.
 
 
Reivindicações
 
Os professores estão reivindicando Plano de Cargos e Salários total, reajuste salarial, reposição das perdas salariais, condições dignas de trabalho, retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; redução da carga horária em 1/3; e a incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
 
Fonte: Terceira Via.
 
Priscilla Alves

NOTA DE ESCLARECIMENTO!

Todos os atos e manifestações públicas do SEPE e dos profissionais de educação de Campos foram pacíficos, em momento algum houve por parte dos profissionais de educação, nem dos dirigentes sindicais, nenhum ato de vandalismo, ou qualquer ato, de desordem urbana, pois educadores estavam nas ruas. O exemplo que passamos foi de conquista de cidadania através da LUTA!

Ocupamos a sede da prefeitura, pois é um patrimônio público, um patrimônio do cidadão campista, portanto, um patrimônio do servidor público. Realizamos uma ocupação pacífica, sem agressões físicas, sem depredação, sem qualquer ato de vandalismo ao patrimônio que também é nosso. Infelizmente, pessoas foram infiltradas a fim de manchar o nosso movimento, como o rapaz que retirou a grade da prefeitura e o estudante que segundo informações, pichou o muro da sede da administração municipal. Gostaria de deixar claro que ambos não são profissionais de educação, muito menos servidores públicos. Existe uma informação ainda não confirmada de que o estudante que realizou a pichação estava apoiando à luta dos profissionais de educação, por isso, faço essa nota de esclarecimento, afirmando que tanto o SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, quanto os profissionais de educação que lá estavam lutando bravamente por seus direitos, porém de forma pacífica, REPUDIAM toda forma de violência e/ou qualquer ato de vandalismo. 

Somos responsáveis pelo momento histórico de mobilização, de protestos, de exteriorização das insatisfações de todo o funcionalismo municipal de Campos. Demos uma aula de cidadania! Mas de forma pacífica, sem violência!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Servidores protestam em Campos


Nadia Abreu – Facebook
Servidores da Saúde – Foto Diony Barreto

Em um dia histórico, profissionais da Educação e Saúde de Campos se reuniram na Praça São Salvador e estão, agora, em frente à prefeitura de Campos. Eles protestam por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Não sem razão.  São muitas as denúncias nas duas áreas,  há anos. O Ministério Público Federal (MPF) flagrou em inspeções recentes irregularidades em várias unidades de saúde de Campos. Reclamações recorrentes na vida da população replicadas na imprensa.
Na educação não é diferente. Escolas sucateadas, falta de segurança entre outros problemas antigos prejudicam e muito uma categoria que deveria ser muito valorizada.
Enfim, não adianta ameaça. Adianta é conversar e resolver.

Fonte: Na Curva do Rio.

“Servidores em Ação”

“Servidores em Ação”


Mesmo reconhecendo o direito de greve dos profissionais da rede municipal de Educação, o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, disse que o ponto dos grevistas será cortado, por se tratar de um movimento político. Mas a represaria parece ter aguçado outras categorias. Tanto que os servidores municipais da Saúde garantem que vão participar do ato hoje, às 15h, na Praça São Salvador. Eles também querem melhorias salariais e Plano de Saúde. 

Fonte: Folha da Manhã.

Continua greve de educadores













Com informações de Dulcides Netto e
Carolina Barbosa
Foto: Carolina Barbosa 

Mesmo após os secretários de Administração e Governos, Fábio Ribeiro e Anthony Garotinho, ameaçarem cortar ponto e regência do mês de maio, profissionais da Educação municipal prosseguem com a greve de ocupação. Segundo a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Norma Dias, que esteve no Programa Folha no Ar Entrevista, da Plena TV, a categoria realiza na tarde desta sexta-feira (22), a partir das 15h, um ato na Praça São Salvador, seguido de assembleia que irá definir os rumos da greve. Servidores municipais, entre eles os da Saúde, que se intitulam “Servidores em Ação”, também descontentes com o governo, confirmaram adesão ao protesto.
Desde segunda-feira (18), os profissionais cruzaram os braços na tentativa de ter às suas reivindicações atendidas. Os professores pedem concurso público para todos os funcionários, merenda escolar de qualidade, infraestrutura em todas as instituições, material didático de melhor qualidade pedagógica, valorização profissional com assistência à saúde, revisão do Plano de Cargos e Salários, reajuste salarial, reposição das perdas salariais e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
Na terça-feira (19), os secretários de Educação e Administração convocaram representantes do Sepe para uma reunião e apresentou propostas, que não foram aceitas pela categoria durante assembleia. De acordo com Norma Dias, a principal reivindicação e que teria motivado a greve dos professores, teria sido “empurrada” para setembro. Além disso, os profissionais também pedem melhores condições de trabalho, já que no início do ano a Prefeitura teria demitido centenas de funcionários que atuavam nas escolas como porteiro, auxiliar de serviços gerais e inspetor. Segundo os professores, eles tiveram que assumir também essas funções para que alunos não ficassem prejudicados.
— A situação ficou insustentável. As escolas foram abandonadas pela Prefeitura. Esperamos que o governo municipal procure a categoria e faça uma proposta convincente para que possamos ter condições de retornar ao trabalho. A população está sofrendo e a Prefeitura precisa resolver isso — destacou Norma Dias.

Servidores convocam para ato

Na manhã desta sexta-feira (22), quinto dia de paralisação da rede municipal de ensino, servidores do Ciep Arnaldo Rosa Viana total e Escola Municipal Professora Sebastiana Machado da Silva realizaram um protesto no Parque Aurora. Eles querem conscientizar a população dos motivos da greve realizada pela categoria e também convocar para a manifestação que ocorrerá na praça São Salvador.
Segundo informaram os funcionários, o Ciep Arnaldo Rosa Viana aderiu totalmente à greve. Já a Escola Municipal Professora Sebastiana Machado da Silva teve adesão parcial. Durante a manhã, os servidores se mobilizaram com cartazes no cruzamento da rua Doutor Beda e avenida Arthur Bernardes, mas o trânsito não ficou interrompido.
Na Creche Escola Heloísa Monteiro da Paixão, no Parque Guarus, a adesão à paralisação foi de 100% e os alunos continuaram sem aula na manhã desta sexta.
Fonte: Folha da Manhã.

Hoje, dia 22, grande ato da educação na Praça São Salvador às 15 horas!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Imagens do ato público unificado dos servidores

Imagens registradas momentos antes do protocolo do ofício solicitando audiência em caráter de urgência com a prefeita Rosinha Garotinho e o secretário Fábio Ribeiro.









Professores municipais de Campos, RJ, estão em estado de greve

14/05/2015 12h13 - Atualizado em 14/05/2015 12h13

Categoria diz entrar em greve de ocupação a partir de segunda-feira (18).
Na quarta (13), servidores protocolaram pedido de audiência com prefeita.

Dulcides NettoDo G1 Norte Fluminense
Sede da Prefeitura de Campos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)Sede da Prefeitura de Campos
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)
Os professores da rede municipal de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, estão em estado de greve desde quarta-feira (13). De acordo com a Coordenadora Geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Campos, Cristine Marcelino, a decisão foi tomada em assembleia com a presença de mais de 300 funcionários da categoria, que se não for atendida para uma negocição com a Prefeitura, vai entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (18).
Ainda na quarta-feira, os professores, juntamente com representantes de várias categorias do funcionalismo público, protocolaram na Prefeitura o pedido com urgência de uma Audiência Especial com a Prefeita Rosinha Garotinho e também com o secretário de Administração, Fábio Ribeiro.
Os profissionais estão reivindicando Plano de Cargos e Salários total, reajuste salarial, reposição das perdas salariais, condições dignas de trabalho, retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
"A nossa situação está insuportável. Até a próxima sexta-feira (15), estamos conversamos com pais e alunos e expondo as nossa reivindicaçãoes. Na segunda-feira, vamos estar em greve de ocupação, onde os professores irão para as escolas e não vão ministrar aulas", destacou Cristine Marcelino.
"Estamos sem plano de saúde e vale-transporte há mais de quatro meses. A que ponto chegamos. A Prefeitura precisa rever essa situação o mais rápido possivel", declarou a enfermeira Flávia Fechó.

Quando à solicitação da Educação, Fábio Ribeiro explica que na segunda-feira foi apresentada ao Sepe proposta de 100% de aumento de gratificação por regência, neste primeiro ano, e mais 50% no segundo, além de expansão de conquistas do Plano de Cargos implantado para os professores em 2010. No entanto, o secretário ainda não obteve resposta sobre a proposta apresentada.Em nota, a assessoria de Comunicação da Prefeitura disse que, o secretário municipal de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, recebeu documento de um grupo de manifestantes, com total de 22 assinaturas, com solicitações já tratadas pelo sindicato da categoria (Siprosep), que engloba hoje 17 mil servidores. Entre elas, Fábio Ribeiro destaca o Plano de Cargos, Carreira e Salários, incorporação de gratificação, entre outras. O documento pede, ainda, audiência com o secretário, que orienta os servidores a procurarem o Siprosep, já que as negociações estão sendo realizadas desta forma, entre governo e sindicato.

Fonte: Inter TV.

Servidores participam de ato unificado em frente à Prefeitura

Servidores participam de ato unificado em frente à Prefeitura

Após não ter êxito nas reivindicações dos seus direitos trabalhistas na Câmara de Campos, servidores municipais protocolaram quarta-feira (13), um ofício com pedido para uma audiência especial, em caráter de urgência, na Prefeitura de Campos. A ideia é debater a pauta de reivindicações com a prefeita Rosinha Garotinho (PR) e o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro.
Cerca de 50 funcionários de diversos segmentos que compõem o movimento “Servidores em Ação” promoveram um ato unificado em frente à sede do Governo Municipal, até mesmo com um abraço simbólico ao órgão, para reivindicar o reajuste salarial, reposição das perdas salariais e condições dignas de trabalho, dentre outras questões. Profissionais da rede municipal de educação estão em estado de greve por 72 horas, definido em assembleia realizada na noite da última terça-feira (12), que contou com a presença de mais de 300 profissionais. A partir da próxima segunda-feira (18), os funcionários garantem que vão entrar em greve por tempo indeterminado.
— Estamos reivindicando também o retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais. Podem ter certeza, na próxima segunda-feira estaremos em greve de ocupação, onde os profissionais de educação estarão nas instituições municipais, mas não ministrarão aulas — ressaltou a Coordenadora Geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Campos, Cristine Marcelino.
Durante o protesto na Prefeitura, que contou também com representantes da Saúde, Guarda Municipal, Administração e outros, a professora Natália Diniz disse que até alimentação estaria em falta nas escolas municipais.
— Mais de 800 profissionais que atuavam nas instituições, como porteiros e auxiliares em serviços gerais foram demitidos, até mesmo os motoristas que faziam o transporte do alimento para as escolas foram dispensados e o serviço está a cargo da direção de cada unidade de saúde. Os professores também fazem a limpeza e recebem os alunos na porta da instituição — destacou a professora.
Por volta das 16h, seis servidores entraram na Prefeitura e tentaram protocolar o ofício na Protocolo Geral do Município, mas o setor funciona apenas das 8h às 15h. Em seguida, os profissionais se dirigiram ao Gabinete da Prefeita e passaram também na secretaria de Administração e conseguiram entregar o documento.
A ideia é buscar uma solução já nos próximos dias para os temas que continuam pendentes como Plano de Saúde, reajuste salarial e Auxílio Alimentação.
A Folha tentou contato com as assessorias de Comunicação e Educação, sem sucesso.
D.N.
Fotos: Michelle Richa e Dulcides Netto

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Imagens da manifestação de ontem (dia 06/05) em frente à Câmara!


Ontem foi o 3º dia consecutivo de protestos e manifestações contra o veto do reajuste anual de todo o funcionalismo público de Campos, veto este que foi votado na sessão da Câmara realizada no dia 28 de abril, véspera de feriado, pelos vereadores da base governista e em acordo com o atual presidente do SIPROSEP, Sérgio Almeida. Esse último, afirmou que os servidores municipais optaram pelo PCCS em detrimento do reajuste anual em uma assembleia, no mínimo questionável, pois  a referida assembleia não teve ampla divulgação e nem mesmo foi informado pelo presidente o quantitativo de presentes e nem apresentada nenhuma ata e listagem de presença dos servidores. 

As manifestações iniciaram nesta segunda-feira, com uma grande concentração de funcionários públicos municipais da educação, saúde, guarda municipal e continuaram na terça-feira, onde foi acordado com o Presidente da Câmara, Edson Batista, que na quarta-feira, haveria uma Tribuna Livre, onde 4 representantes do movimento seriam ouvidos na Câmara, acordo esse que não foi cumprido. Pois ontem, dia da Tribuna Livre, apenas 1 representante do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) foi ouvido em cima de um trio elétrico, pois as portas da Câmara estavam mais uma vez fechada. A Câmara , a "Casa das Leis", rasgou a Constituição, a Carta Magna do país, a "Casa do Povo" fechada para o povo! A Câmara estava mais uma vez trancada por cadeados, pois segundo, o presidente da Câmara, ouve denúncias de que a Câmara seria apedrejada pelos manifestantes. Puro denuncismo barato, pois todas as manifestações foram pacíficas!

Além das portas fechadas, os demais representantes dos outros segmentos, foram vetados e não tiveram direito à voz, na referida Tribuna Livre, que mais parecia um comício eleitoral, a julgar pelo quantitativo de comissionados convocados (DAS).

 Mediante tudo isso, várias indagações sem resposta: a bancada governista da Câmara onera o cofre público com a contratação de um trio elétrico da Afonson, a prefeitura de Campos gasta R$ 400 mil em publicidade e quase o mesmo valor em contratação de veículos, resumindo ambas as despesas citadas acima beiram R$ 1 milhão (exceto a contratação do trio, cujo valor até agora não foi divulgado) e no entanto afirmam que a máquina está passando por uma grave crise econômica???
A prefeitura esbanja o dinheiro público e o servidor  é quem vai pagar pela suposta crise dos cofres públicos de Campos???

O reajuste anual dos servidores públicos está previsto no Art. 37 da Constituição Federal, portanto, a Câmara Municipal, o Governo dos "inhos", com o apoio do SIPROSEP, rasgaram a Constituição! O PCCS é um direito do servidor, assim como o reajuste anual, portanto, não é moeda de troca, não é escambo, é LEI! É DIREITO! E tem que ser cumprido! Por isso estamos nas ruas em prol dos nossos direitos e pelo cumprimento da lei.

Nenhum direito a menos!