SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Volta às aulas após cinco dias de greve

Channa Vieira Foto: Michelle Richa 

Após cinco dias de greve, professores da rede municipal voltaram às salas de aula nesta segunda-feira (25). A equipe de reportagem da Folha da Manhã percorreu algumas escolas municipais na manhã desta segunda, onde foi possível identificar o movimento dos alunos nas unidades. Apesar do retorno das aulas, o estado de greve, segundo os profissionais, está mantido para que o governo possa cumprir com o prometido.
A equipe de reportagem esteve no Centro Educacional 29 de Maio, na Pecuária, Escola Municipal Professora Vilma Tamega, localizada no Centro, na Escola Municipal Maria Lúcia, na avenida 28 de Março e Wilmar Cava Barros, no Jóquei Clube. 

Fonte: Folha da Manhã.

sábado, 23 de maio de 2015

NOTA DE ESCLARECIMENTO!

Todos os atos e manifestações públicas do SEPE e dos profissionais de educação de Campos foram pacíficos, em momento algum houve por parte dos profissionais de educação, nem dos dirigentes sindicais, nenhum ato de vandalismo, ou qualquer ato, de desordem urbana, pois educadores estavam nas ruas. O exemplo que passamos foi de conquista de cidadania através da LUTA!

Ocupamos a sede da prefeitura, pois é um patrimônio público, um patrimônio do cidadão campista, portanto, um patrimônio do servidor público. Realizamos uma ocupação pacífica, sem agressões físicas, sem depredação, sem qualquer ato de vandalismo ao patrimônio que também é nosso. Infelizmente, pessoas foram infiltradas a fim de manchar o nosso movimento, como o rapaz que retirou a grade da prefeitura e o estudante que segundo informações, pichou o muro da sede da administração municipal. Gostaria de deixar claro que ambos não são profissionais de educação, muito menos servidores públicos. Existe uma informação ainda não confirmada de que o estudante que realizou a pichação estava apoiando à luta dos profissionais de educação, por isso, faço essa nota de esclarecimento, afirmando que tanto o SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, quanto os profissionais de educação que lá estavam lutando bravamente por seus direitos, porém de forma pacífica, REPUDIAM toda forma de violência e/ou qualquer ato de vandalismo. 

Somos responsáveis pelo momento histórico de mobilização, de protestos, de exteriorização das insatisfações de todo o funcionalismo municipal de Campos. Demos uma aula de cidadania! Mas de forma pacífica, sem violência!

Lição de cidadania e mobilização












Dulcides Netto
Fotos: Valmir Oliveira

Após dar uma lição de mobilização e cidadania ao governo Rosinha, forçando o avanço nas negociações da reposição salarial de 2015, os professores municipais de Campos, com apoio de outros servidores, decidiram voltar às salas de aula na próxima segunda-feira, dia 25. O estado de greve, no entanto, está mantido para que o governo possa cumprir o que prometeu.
Após mobilizar mais de 500 pessoas, que se concentraram na praça São Salvador às 15h de ontem, de onde saíram em passeata até a sede da Prefeitura, com direito a acampamento nos jardins de Rosinha, uma comissão de 10 integrantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) foi recebida pelos secretários de Administração, Fábio Ribeiro, e de Educação, Frederico Tavares Rangel, e do vereador Mauro Silva. Do lado de dentro e de fora, houve muita tensão.
Primeiro, os professores não queriam entrar, convocando os secretários para discutir do lado de fora com os manifestantes. Depois, quando aceitaram formar uma comissão e entrar, o governo não quis aceitar a presença da professora Odisséia Carvalho, alegando que a diretora do Sepe é política. Dobrado mais uma vez em sua vontade, a administração Rosinha teve que conversar também com a ex-vereadora do PT.
Enquanto isso, do lado de fora, guardas municipais, supervisionados pelo comandante do órgão Wellington Levino, quiseram a todo custo tirar os professores, que estavam acampados, de dentro da Prefeitura. Neste momento, um homem identificado como Thiago Seixas criou um tumulto, fazendo com que uma grade da sede do governo municipal se soltasse e até mesmo spray de pimenta fosse lançado nos professores. O rapa, que seria infiltrado, já que não é servidor municipal, foi detido por guardas e policiais militares. Uma professora que pulou o muro para oferecer apoio às colegas que estavam dentro da Prefeitura alegou ter sido agredida. O Sepe também se comprometeu a pintar uma parede, que foi pichada durante o ato. 
— A gente repudia esse tipo de atitude. Não foi nenhum professor que praticou isso. O Sepe, se necessário, vai pintar a parede da Prefeitura — declarou o diretor do Sepe, Carlos Santafé.
Na tentativa de participarem das negociações entre o Sepe a Prefeitura, vereadores de oposição ao governo, Rafael Diniz, Marcão e Fred Machado foram barrados na porta da Prefeitura. A alegação foi de que o expediente do órgão já havia terminado. Porém, vereadores da situação, Thiago Virgílio e Genásio, estavam na parte de dentro da Prefeitura.
Em nota, a Prefeitura disse que o spray de pimenta não teria sido acionado pela equipe da Guarda Civil, que usaria outro tipo de dispositivo. Mas que, mesmo assim, uma sindicância será aberta para apurar, uma vez que o equipamento é pesado antes de ser utilizado.
Falta de estrutura de escolas foi criticada
Durante o ato, considerado histórico para os manifestantes, docentes, alunos e responsáveis, vestindo preto e com nariz de palhaço destacaram a falta de infraestrutura nas escolas municipais. De acordo com eles, as unidades estão abandonadas e em algumas delas professores e alunos estariam contraindo dengue, devido à falta de limpeza e higiene, já que centenas de profissionais de educação foram demitidos pela Prefeitura. Servidores da Saúde, da Federação dos Estudantes de Campos, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e docentes do Instituto Federal Fluminense (IFF) ofereceram apoio aos manifestantes.
As propostas da Prefeitura, acatadas pela categoria, foram: reingresso de funcionários administrativos (porteiro, auxiliar de limpeza) em pelo menos 30 escolas; planejamento para elaborar calendário de reforma das unidades de ensino; revisão no Plano de Cargos e Salários para todos os profissionais de educação; pontos e regências mantidos durante a greve, desde que os professores façam reposição de aulas. Sobre reajuste salarial, permanece o que foi discutido na quarta-feira (20): as negociações serão reabertas no dia 10 de setembro. Já sobre o material didático oferecido às escolas ser escolhido pelo Sepe, será decido na próxima semana. Por fim, sobre a convocação de concursados, a Prefeitura disse que não tem disponibilidade. Professores pediram também que o secretário de Administração, Fábio Ribeiro, mandasse para o Sepe uma lista da arrecadação dos royalties e das contas pagas pela Prefeitura.
Em 2011, Rosinha também acampou na sede
Os professores que acamparam ontem em protesto contra a Prefeitura parecem ter “aprendido a lição” com a própria prefeita Rosinha Garotinho. No dia 28 de setembro de 2011, após ser informada oficialmente de que estava cassada, Rosinha se recusou a deixar a sede da administração municipal, onde acamparia na unidade onde passaria a noite e só deixaria a sede do governo municipal depois de conseguir uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reassumir o mandato. A prefeita chegou a dizer que dali só sairia presa e foi acompanhada de correligionários, que permaneceram com ela até a situação ser revertida a seu favor.
— Estão cometendo mais uma injustiça comigo e com a população de Campos. Não estamos conseguindo governar a cidade. Por duas vezes me tiraram da Prefeitura por conta de uma entrevista que dei para o Garotinho, em 2008, antes de começar o processo eleitoral. Da outra vez esperei quase sete meses para retornar à Prefeitura, mas sei que, agora, não vou sair daqui — desabafou, na ocasião, colocando a culpa de sua breve saída ao então governador Sérgio Cabral (PMDB), naquela altura, seu ex-aliado político.
O processo de cassação, na ocasião, havia se dado por abuso de poder econômico em razão de uso indevido de veículo de comunicação social (rádio “O Diário”) por ela e o marido Anthony Garotinho, em 2008 — ano eleitoral.

Fonte: Folha da Manhã.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Professores municipais de Campos, RJ, estão em estado de greve

14/05/2015 12h13 - Atualizado em 14/05/2015 12h13

Categoria diz entrar em greve de ocupação a partir de segunda-feira (18).
Na quarta (13), servidores protocolaram pedido de audiência com prefeita.

Dulcides NettoDo G1 Norte Fluminense
Sede da Prefeitura de Campos (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)Sede da Prefeitura de Campos
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos)
Os professores da rede municipal de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, estão em estado de greve desde quarta-feira (13). De acordo com a Coordenadora Geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Campos, Cristine Marcelino, a decisão foi tomada em assembleia com a presença de mais de 300 funcionários da categoria, que se não for atendida para uma negocição com a Prefeitura, vai entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (18).
Ainda na quarta-feira, os professores, juntamente com representantes de várias categorias do funcionalismo público, protocolaram na Prefeitura o pedido com urgência de uma Audiência Especial com a Prefeita Rosinha Garotinho e também com o secretário de Administração, Fábio Ribeiro.
Os profissionais estão reivindicando Plano de Cargos e Salários total, reajuste salarial, reposição das perdas salariais, condições dignas de trabalho, retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; e incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
"A nossa situação está insuportável. Até a próxima sexta-feira (15), estamos conversamos com pais e alunos e expondo as nossa reivindicaçãoes. Na segunda-feira, vamos estar em greve de ocupação, onde os professores irão para as escolas e não vão ministrar aulas", destacou Cristine Marcelino.
"Estamos sem plano de saúde e vale-transporte há mais de quatro meses. A que ponto chegamos. A Prefeitura precisa rever essa situação o mais rápido possivel", declarou a enfermeira Flávia Fechó.

Quando à solicitação da Educação, Fábio Ribeiro explica que na segunda-feira foi apresentada ao Sepe proposta de 100% de aumento de gratificação por regência, neste primeiro ano, e mais 50% no segundo, além de expansão de conquistas do Plano de Cargos implantado para os professores em 2010. No entanto, o secretário ainda não obteve resposta sobre a proposta apresentada.Em nota, a assessoria de Comunicação da Prefeitura disse que, o secretário municipal de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, recebeu documento de um grupo de manifestantes, com total de 22 assinaturas, com solicitações já tratadas pelo sindicato da categoria (Siprosep), que engloba hoje 17 mil servidores. Entre elas, Fábio Ribeiro destaca o Plano de Cargos, Carreira e Salários, incorporação de gratificação, entre outras. O documento pede, ainda, audiência com o secretário, que orienta os servidores a procurarem o Siprosep, já que as negociações estão sendo realizadas desta forma, entre governo e sindicato.

Fonte: Inter TV.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Unidade Classista apoia a mobilização do profissionais de educação da rede municipal de Campos

Foi realizada ontem, mais uma grande manifestação da educação de Campos em prol dos direitos da categoria. A Unidade Classista demonstrou o seu apoio ao movimento que é legítimo, como sempre fez em todas as lutas da rede municipal, sempre se fazendo presente em todos os anseios dos profissionais.
Em reunião extraordinária, a direção majoritária do Sepe Campos, que é composta pela CUT/PT, deliberou que o sindicato, representante legal dos profissionais de educação do município abandonaria à categoria à sua própria sorte, uma atitude omissa e arbitrária. Pois o sindicato é uma ferramenta de luta do trabalhador! A Unidade Classista, que faz parte do campo minoritário do Sepe Campos, juntamente com a Intersindical, foram veementes na defesa da categoria e estiveram presentes no ato público e prontos para participarem da audiência que fora marcada com a secretária de educação Marinéa Abud desde o dia 30 de agosto. No entanto, a direção majoritária do Sepe (CUT) encaminhou ofício à SMECE, na manhã de ontem cancelando a referida audiência e atravancando  a luta da categoria.
Centenas de profissionais aguardavam à audiência e como o governo municipal não cumpriu com o acordo firmado, a categoria fechou as duas vias da Av. 28 de março em frente à SMECE e depois fez uma grande passeata até à BR 101, culminando também com o fechamento da rodovia federal.

Segue abaixo imagens do movimento em frente à SMECE:





















 


Em estado de greve, professores param a BR 101 e decidem usar preto

Professores da rede municipal de ensino estão em estado de greve. A decisão foi tomada na tarde dessa segunda-feira (23), em assembleia em frente a secretaria de Educação, após o governo municipal não atender representantes do Movimento Educadores de Campos em Luta e dois diretores de Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe). A audiência estava marcada para acontecer na segunda, às 15h. Desde às 14h, utilizando um trio elétrico, cerca de 500 profissionais se manifestaram em frente a sede da secretaria. No fim da tarde, os profissionais fecharam a BR-101 por 30 minutos, entre o cruzamento da avenida Alberto Torres com a rua Rocha Leão. Ex-guardas civis municipais, afastados em 2008, apoiaram a manifestação e reivindicaram para que a situação da categoria seja atendida pela prefeitura. Nessa terça-feira, os manifestantes, ex-guardas e professores, devem se reunir novamente em frente à Câmara de Vereadores de Campos, às 17h.
De acordo com a representante do Movimento Educadores de Campos em Luta, Joailda Corrêa, os profissionais voltarão a se reunir, em assembleia, no próximo dia 1º, às 18h, no Instituto Federal Fluminense (IFF) e durante o estado de greve, os profissionais estarão de preto, simbolizando o luto na educação. “As escolas não têm material de limpeza, alimentação e estão caindo aos pedaços. Queremos uniformes, merenda e educação de qualidade par os nossos alunos. Além disso, propomos reajuste salarial, infraestrutura e dignidade aos profissionais”, relatou Joailda.
A secretária municipal de Educação, Cultura e Esportes, Marinéa Abude, informou que a audiência foi cancelada depois que o Sepe enviou ofício informando que não compareceria, sem justificar os motivos. Sobre a questão salarial, o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro, informou que o piso salarial dos professores da rede é superior ao piso nacional. Além disso, outros benefícios estão sendo concedidos como 10% de regência e os 100% aos profissionais de Educação do Regime Especial de Trabalho (RET). Sobre investimentos em infraestrutura, 17 novas escolas e creches foram construídas e cerca de 190 unidades estão sendo recuperadas. O município também investe em material didático, uniforme e merenda de qualidade. Sobre falta de material, a informação não procede. “A prefeitura realizou concurso público para vagas reais e já convocou mais de 600 aprovados e realizou processo seletivo para preenchimento de vagas temporárias, além de ter implantado o Plano de Cargos e Salários”, disse a nota.

Ex-guardas também estiveram no protesto
Junto à manifestação dos professores, ex-funcionários da Guarda Civil Municipal, afastados do cargo desde 2008, reivindicaram que não receberam os direitos trabalhistas, como rescisão, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou férias, após o afastamento da função. Os profissionais tentam há anos re-verter a situação para receber os seus direitos.
De acordo com o presidente da Associação de Apoio aos Servidores Seletivos do Município de Campos, Jorge Viveiros, os guardas têm a carteira assinada como funcionário público e ainda possuem matrícula na prefeitura.
A Secretaria Municipal de Administração e Gestão de Pessoas informou que o município recebeu, em agosto de 2008, determinação judicial para o desligamento dos servidores arrolados em contrato irregular. O município cumpriu a decisão judicial, porque ordem judicial tem que ser cumprida.
Dulcides Netto
Valmir Oliveira