SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Governistas rejeitam Comissão para fiscalizar Concurso



A bancada governista, liderada pelo vereador Jorge Magal (PR), votou contra o requerimento do vereador Rogério Matoso (PPS) que solicitava a abertura de uma Comissão Provisória para fiscalizar o andamento do Concurso da Prefeitura. Segundo o vereador Magal, o pedido não tinha cabimento. “Eles acham que o Concurso não vai acontecer e querem uma Comissão para fiscalizar? É mais uma estratégia de uma oposição que só pensa em aparecer”, disse Magal.
Lamentando o fato, o vereador Rogério Matoso afirmou: “Em momento algum eu disse que o Concurso não iria acontecer. É exatamente por torcer pelo Concurso e ter escutado uma série de reclamações que eu pretendo criar uma Comissão e ficar de olho em tudo. Se vai ser tudo transparente, por que eles não querem uma Comissão?”, indagou Matoso. 

Fonte: Folha da Manhã.

Uma imagem vale mais do que mil palavras...


Rodoviários reivindicam e ônibus param novamente em Campos



A maior cidade do interior do estado do Rio de Janeiro amanheceu sem ônibus. Nos principais pontos de Campos, o que se viu durante esta terça-feira (17), foi uma cena nada convencional. A greve dos rodoviários foi decidida na noite desta segunda-feira (16), depois de uma assembleia realizada no sindicato que representa a categoria. Os profissionais reivindicam equiparação do piso salarial com os trabalhadores do Rio de Janeiro. Enquanto as empresas de Campos pagam R$ 1283,40, na capital, o salário chega a R$ 1578.36.
Com a decisão, todas as 14 empresas de ônibus deixaram de circular por tempo indeterminado. Segundo o presidente do sindicato dos rodoviários de Campos, Roberto Virgílio, cerca de dois mil profissionais cruzaram os braços até que as reivindicações sejam atendidas.
“A greve permanece e não sabemos quanto tempo vai durar. Estamos procurando junto ao sindicato patronal uma solução para o problema. Nós sabemos que a população fica prejudicada com essa paralisação, mas precisamos correr atrás dos nossos direitos e lutar por melhores condições salariais. Nossa intenção é chegar a um denominador comum”, finalizou.
Com a greve instaurada na cidade, as cerca de 100mil pessoas que utilizam coletivos no município, tiveram que contar com o transporte alternativo. Durante o período em que a equipe do site Campos Notícia esteve nas ruas, o que não faltaram foram reclamações.
“Isso é uma vergonha. Há bastante tempo a população vem sofrendo com a precariedade do transporte público em Campos. Depender de ônibus na cidade é contar com a sorte. Estamos contando com a sorte todos os dias”, desabafou Luiz Carlos, que mora em Guarus.
Dona Ângela Gomes mora na Penha e faz o trajeto todos os dias de ônibus rumo ao centro. Com a greve, o jeito foi esperar mais de 1 hora, já que as vans estão trafegando superlotadas. “Está muito difícil sair de casa. Quando todos os ônibus estão circulando já é complicado, sem eles, é quase impossível andar na cidade. Estamos torcendo para que haja uma solução. Não podemos ficar sem o transporte público”, desabafou.
O problema do transporte público em Campos já se arrasta por um bom tempo. Em recente matéria feita pelo site Campos Notícia, abordou-se a questão do cartão “Campos Cidadão”, o qual as empresas reclamam do constante atraso em relação ao repasse. Outro problema é o baixo número de coletivos na cidade. A Emut diz que faltam pelo menos 100 ônibus para sanar de vez as superlotações, mas até o momento, nada foi feito para resolver de vez a situação. Em Campos circulam algo em torno de 336 ônibus e 297 vans regularizadas, mas as mesmas não aceitam o cartão “campos cidadão” e, automaticamente, a população é quem paga a diferença.
Como as vans não aceitam o cartão, populares reclamam de abuso no valor das passagens. Em alguns casos, as empresas estariam cobrando quatro vezes mais do que o valor original da passagem. Sobre o problema, tivemos a seguinte resposta da Emut por telefone: “A Emut informa que uma intensa fiscalização está sendo feita para coibir abusos. Cerca de 20 profissionais estão em pontos estratégicos para evitar irregularidades. Qualquer abuso deve ser denunciado aos profissionais”, respondeu.
A equipe do site Campos Notícia tentou falar com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campos (Setranspas), Antônio Tatagiba, mas não o encontramos na sede e ainda não recebemos resposta a mensagem deixada na caixa postal. Também solicitamos uma resposta da prefeitura de Campos sobre o problema, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta ao e-mail enviado a assessoria de comunicação. 

Fonte: Site Campos Notícia.

Profissionais da rede estadual de Educação cobram dos deputados o apoio aos 36% de reajuste


 O governador Sérgio Cabral enviou à Assembleia Legislativa (Alerj) o projeto de Lei nº 1.423, que prevê a incorporação imediata das duas parcelas restantes da gratificação “Nova Escola” nos salários dos profissionais das escolas estaduais. Mas a medida pode representar uma ameaça às reivindicações de reajuste para a educação em 2012, já que entre as emendas incluídas no projeto pelos deputados da bancada governista estão propostas de reajustes de 4,5% para alguns setores, menos paras os professores da rede estadual, que ficariam sem reajuste salarial. A categoria não vai aceitar um índice zero de reajuste em 2012, já que a incorporação do Nova Escola não é um reajuste. 

Por causa disto, o Sepe vai intensificar a mobilização para sensibilizar os deputados a incluírem emendas que atendam às reivindicações da campanha salarial da educação, iniciada em fevereiro deste ano. 

 Nesta terça-feira (dia 17 de abril), dia previsto para a votação do PL, o Sepe convoca a categoria para a Alerj para acompanhar o andamento da votação e pressionar os deputados a garantirem as reivindicações da categoria: 36% de reajuste já; 1/3 de carga horária para atividades extraclasse, entre outras reivindicações – a educação estadual não aceita zero por cento de reajuste!

Fonte: Sepe RJ

Mãe e avó de menina agredida por pai em MS pedem guarda provisória


Pedidos foram feitos após divulgação de vídeo com agressão contra menina.

Advogado do suspeito diz que ele está arrependido e triste pelo que fez.

Do G1 MS


A dona de casa de 30 anos, mãe da menina de 9 anos que aparece em um vídeo apanhando do pai, disse que vai entrar com pedido de guarda provisória da menina. A avó paterna, que cuidou da garota durante 6 anos, também já recorreu à Justiça para ter a guarda da neta. O pai, auxiliar de serviços gerais de 29 anos, está preso e foi indiciado nessa segunda-feira (16) por lesão corporal dolosa. Por meio do advogado, ele disse estar arrependido pelo que fez.
A Polícia Civil começou a investigar as agressões depois que recebeu, na sexta-feira (13), as imagens feitas por uma testemunha. No vídeo, o homem aparece agredindo a menina com chinelo, irritado porque ela mexeu em imãs da geladeira. Na gravação na íntegra, a menina aparece levando 33 chineladas do pai.
A dona de casa é mãe de outros 7 filhos, com idades entre 15 anos até 9 meses. Ela mora em Jardim, a 239 km de Campo Grande, e disse ao G1 que entregou a filha para o ex-companheiro quando a criança tinha 2 anos de idade. A dona de casa alegou que não tinha condições de criar a menina, pois iria morar em uma fazenda em Porto Murtinho. “Não tinha dinheiro nem para comprar leite nem fralda, achei que era melhor deixar ela com o pai”.
Ela disse que não fez qualquer acordo judicial para deixar a criança com o pai. A menina morava com ele e avó paterna, em Campo Grande. Segundo a dona de casa, no começo, o homem levava a garota para visitar a avó materna e que ninguém na família imaginava que houvesse alguma agressão.
A dona de casa disse que, durante o casamento, foi agredida pelo suspeito. “Eu apanhei muito dele, mas não imaginava que ele fosse fazer uma coisa dessas com ela, porque eu era só mulher, mas ela tem parentesco com ele”.
Segundo dados do Conselho Tutelar em Campo Grande, a avó paterna também entrou com pedido de guarda provisória. No conselho, a informação é que a menina era criada por essa avó, até que o suspeito casou e pediu para levar a filha para a casa dele. Até então, dos 2 aos 7 anos, quando a mulher cuidava da neta, a criança não teria sido agredida.
O conselho informou ainda que a mãe biológica tem registro de maus-tratos de outros filhos, em casos ocorridos em Barbosa (SP). Depois da prisão do pai, a menina foi levada para ficar com a avó paterna. A madrasta saiu de casa da família, como bebê de 2 anos, com receio de alguma retaliação.

Defesa
O advogado Ronei Barbosa Souza, que representa o auxiliar de serviços gerais, disse que o homem está arrependido de ter agredido a filha e reconhece que agiu de forma exagerada. “Ele está extremamente arrependido, está triste e admite que foi um ato impensado.” relata.

Souza explicou que entrou com pedido de liberdade provisória na segunda-feira (16). Em primeira instância, a Justiça em Campo Grande fixou multa de R$ 2 mil. O advogado diz que o cliente não tem condições de pagar o valor estipulado e, por isso, foi protocolado um habeas-corpus no Tribunal de Justiça em Mato Grosso do Sul (TJ-MS), solicitando a retirada da fiança.
O advogado disse que a Justiça deve ser feita, mas “na proporção do ocorrido”, nos trâmites legais. “Não se pode apontar o dedo para alguém. Ele é um pai, que ama a filha. Há vários pais que erram, mas não deixam de amar os filhos”. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Muita confusão durante aplicação do concurso público em Campos




Atrasos, ausência de informações e troca de provas em diversos pontos de aplicação do concurso público de Campos. Inscritos se revoltam com a desorganização. Os problemas acorreram tanto para o turno da manhã quanto para o da tarde. Os candidatos reclamaram do número de falhas do Centro de Produção da Uerj (Cepuerj). Revoltados, candidatos pedem cancelamento do concurso.
O atraso, segundo candidatos, começou desde a abertura dos portões. Cerca de 40 minutos, inscritos ficaram esperando na frente da Universo. Prova trocada foi outra reclamação.

Do blog do Cláudio Andrade:

"A Prefeitura de Campos dispensou licitação para a contratação da CEPURJ. Ela foi contratada por notória especialização. A licitação foi cancelada na época. Logo a responsabilidade é também da Prefeitura de Campos." 

Fonte: Site Campos Notícia.

Secretária pediu novo calendário a Cepuerj com provas em dois dias






Phellipe Moacyr
Embora tenha deixado claro que a Prefeitura de Campos não vai interferir nos procedimentos relacionados ao concurso público anulado no último domingo, a secretária de Planejamento, Ana Lúcia Boynard, afirmou, na tarde desta segunda-feira, durante entrevista ao programa Folha no Ar, do Grupo Folha, querer que as provas sejam aplicadas não em um, mas em dois dias. “Queremos no sábado à tarde e em dois turnos no domingo”, ressaltou ela, que aguarda até amanhã que o Cepuerj envie todo o calendário para a nova etapa do concurso que tem 53 mil candidatos. “Até quarta-feira, queremos o cronograma com todos os procedimentos relativos ao concurso”.


A secretária informou também que a opção pelo Cepuerj se deveu basicamente pelo histórico da instituição, que nunca tinha registrado episódio semelhante ao que aconteceu em Campos no último domingo. Em princípio, não há possibilidade de mudança de empresa para a realização do concurso, devido ao prazo, por ser ano eleitoral. Isso porque a Prefeitura de Campos tem até o dia 5 de julho para homologar o processo. “Não há tempo hábil para contratação de outra empresa”, disse ela.

Durante a entrevista, a secretária se disse preocupada em dar uma resposta às pessoas que participaram do concurso e que por isso, vai cobrar celeridade do Cepuerj, inclusive sobre o calendário e os procedimentos a serem tomados. Segundo ela, cabe à instituição responsável pelo concurso chegar aos responsáveis pelo não envio de 20 provas que faltaram e que também gerou confusão. “A obrigação deles é encontrar os responsáveis”.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de todos os candidatos fazerem a prova em Campos, Ana Lúcia foi enfática: “Não vamos agravar mais nada. Não tenho que especular resposta do Cepuerj. Acho apenas que a prova poderia ser aplicada em dois dias, num sábado à tarde e em dois turnos num domingo”, ponderou, sem deixar claro se isso seria suficiente para que a prova fosse aplicada em Campos, para evitar que candidatos tivessem que se deslocar a outros municípios, um dos motivos que levou uma candidata a entrar na justiça pedindo a anulação do concurso, o que rendeu liminar que logo foi derrubada.

O concurso público realizado no domingo pelo Cepuerj, contratado pela Prefeitura de Campos, foi cercado de confusão e incertezas. Na parte da manhã, confusão na Universo e Faculdade de Direito, onde os candidatos reclamaram de atraso, falta de provas, suposto vazamento de informações, inscritos sem cartão de confirmação, remanejamento de salas e suposta violação de provas. À tarde, na Faculdade de Filosofia, também foi registrado tumulto e revolta de candidatos insatisfeitos com o andamento do processo, que acabou sendo anulado. Segundo Ana Lúcia, a decisão pela anulação da prova se deu quando a prefeita Rosinha Garotinho recebeu uma ligação, via celular, de uma candidata. “Ela foi tomada no momento em que a prefeita recebeu uma ligação de candidata de dentro da sala”, informou a secretária.
Em princípio, o concurso tem previsão de acontecer na primeira quinzena de maio, mas o calendário ainda será divulgado pelo Cepuerj, o que deve acontecer até esta quarta-feira, se depender da secretária de Planejamento. 

Fonte: Folha da Manhã.

Para advogados situação do concurso de Campos não deve ficar impune


Mario Sérgio


Para entendedores da justiça, a desorganização e a falta de informação para com os candidatos do concurso da Prefeitura Municipal foi uma situação grave e a sociedade merece explicações. De acordo com advogados da região, a situação não deve ficar impune e o mais cabível agora seria a realização de outra prova para resguardar o direito dos que fizeram o exame.
O advogado Túlio Fiori, que entrou com ação pedindo a suspensão do concurso na sexta-feira passada, disse que tudo indica que o erro foi da Cepuerj. “A falta de prova para alguns candidatos foi um dos principais indícios de que foi falha da organizadora”, afirmou. Ele contou ainda que mesmo com o acordo assinado com a prefeitura para que a prova não tivesse sido anulada, sua cliente foi prejudicada. “Na sexta, foi assinado um acordo para que minha cliente não fizesse a prova na capital fluminense. Porém, ela ficou das 15h às 16h20min sem prova. Nem o acordo foi cumprido”, disse.
Silesio Correa
De acordo com o advogado Andral Tavares Filho, a situação não pode ser esquecida. “Toda sociedade dever saber onde houve o erro. A situação é muito grave e exige explicações da prefeitura. O que não pode é deixar a população sem a definição da irregularidade”, opinou. Já para o ex-procurador da Câmara de Vereadores de Campos Robson Tadeu Maciel, o concurso não iria acontecer desde que houve o impasse da liminar. “O que se estabeleceu nesse certame foi uma insegurança, principalmente jurídica. Desde quando fiquei sabendo da suspensão e, logo em seguida, da volta na decisão, sabia que o concurso iria ser suspenso. Porém, acho que uma nova prova deve ser realizada o mais breve possível”, relatou. Robson disse ainda que espera que num próximo concurso, incertezas como esta não ocorra. “Torço para que no futuro seja tudo esclarecido antes, entre a prefeitura e a empresa contrata para realizar o processo e, também, em edital”, concluiu.

Fonte: Folha da Manhã.

Concurso: Cepuerj volta atrás e diz que maio é só "previsão"



Antonio Cruz
















Depois de informar que a nova prova do concurso público da Prefeitura de Campos, cancelado no último domingo, já teria como prazo a primeira quinzena de maio, o Centro de Produção da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Cepuerj), voltou atrás e informou que o período, inicialmente definido, é apenas uma "previsão", sem dar certeza de datas.
A informação inicial foi passada nesta tarde pelo coordenador do Cepuerj, Valtemir Santoro. Segundo ele, todos os candidatos receberam e-mails informando dos procedimentos que estão sendo tomadas para que o concurso possa ser processado sem problemas. “Infelizmente tivemos problemas e estamos fazendo o possível para minimizar a questão para os candidatos", disse Valtermir.
Uma nova etapa está sendo organizada. Até porque, tem a questão dos prazos, por ser ano eleitoral”, disse o coordenador, informando que no site do órgão, cujo endereço é: cepuerj.uerj.br, foi divulgada nota para orientar os candidatos.
Mais cedo, a secretária de Planejamento de Campos, Ana Lúcia Boynard informou que não há tempo suficiente para realizar a troca de instituição e falou ainda que queria um novo cronograma até a tarde de quarta-feira. Ana Lúcia pediu desculpas aos inscritos, o mesmo foi feito pela Cepuerj na sua nota oficial.

Leia Mais aqui: Após série de confusões, Prefeitura decide suspender concurso público
Confira a nota:
O Cepuerj, a fim de resguardar a transparência e isonomia dos candidatos, acatou a decisão da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes e deliberou pela suspensão do concurso público realizado no dia 15/04/12 nas cidades de Campos dos Goytacazes e do Rio de Janeiro.
O Cepuerj lamenta o ocorrido e pede desculpas aos candidatos que se dirigiram aos locais de prova. Entretanto, tal medida foi necessária para garantir a integridade do certame e dos próprios candidatos. Estamos apurando os fatos ocorridos em procedimento interno já iniciado.
Qualquer outro pronunciamento será realizado em momento oportuno, bem como novo calendário de prova a ser divulgado nas páginas de internet do Cepuerj, da Prefeitura de Campos dos Goytacazes e por e-mail aos candidatos inscritos.
Fonte: Centro de Produção da UERJ

sábado, 14 de abril de 2012

Confirmado: concurso público de Campos será realizado neste domingo

João Noronha

Os 53 mil inscritos no concurso público para a Prefeitura de Campos em áreas de nível médio, superior e carreiras na Educação farão as provas neste domingo nos turnos da manhã, de 9h às 13h e à tarde, de 15h às 19h, para preenchimento de 1.028 vagas. O processo seletivo chegou a ser suspenso pelo juiz Marcos Antônio de Moura Brito, da 3ª Vara Cível de Campos, que acatou pedido de liminar impetrada por dois candidatos do município que se sentiram prejudicados em ter que fazer provas na capital, mas a decisão foi revogada no final da tarde de sexta-feira, e confirmada pela secretaria municipal de Planejamento e Gestão e pela entidade promotora do concurso, o Centro de Produção da UERJ (Cepuerj). “Considerando-se as graves repercussões que o caso possa deflagrar, e, ainda, o acordo celebrado pelas partes às fls. 75, revogo a liminar anteriormente deferida. Determino ao impetrante que comunique esta revogação, a fim de evitar que algum candidato deixe de comparecer ao certame. Assinado Marcos Antônio Ribeiro de Moura Brito - Juiz Titular".

O Cepuerj manteve os 26 locais de realização das provas no município e cidades vizinhas, além de três no Rio de Janeiro.

A presidente da comissão do concurso público, Ana Lúcia Boynard, orientou os candidatos sobre os dados impressos nos cartões de confirmação, que informam o nome do candidato, o local e os horários de realização das provas, bem como apresentá-los junto com um documento oficial com foto, ao fiscal da sala.

— Os candidatos devem chegar com uma hora de antecedência. Todos podem ficar tranquilos, porque a Prefeitura, através de Centro de Produção da Uerj (Cepuerj), providenciou toda a estrutura para oferecer maior comodidade aos que vão fazer as provas, inclusive com esquema de atendimento em Saúde com apoio de equipes em ambulâncias — disse.

ESTRUTURA - Além do reforço do transporte de passageiros, a Guarda Civil Municipal está preparada para receber um grande número de pessoas para o concurso público da Prefeitura de Campos. Viaturas estarão posicionadas em pontos estratégicos e cerca de 80 guardas vão atuar em locais de maior movimentação, a fim de fornecer maior segurança para os candidatos.

— Através um sistema de comunicação, via rádio, será feito todo o monitoramento do movimento desses locais. Contaremos com o reforço do 8º Batalhão de Polícia Militar — informou o comandante da Guarda, Francisco Melo.

Fonte: Folha da Manhã.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Concurso de Campos suspenso por decisão da Justiça




De acordo com decisão do juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu o concurso público da Prefeitura de Campos, que tinha provas marcadas para o domingo (15), sob alegação de desrespeito ao edital de abertura. A assessoria jurídica da Prefeitura de Campos informou que está, neste momento reunida, para tentar reverter a decisão.

De acordo com a decisão da Justiça houve desrespeito ao edital, tendo em vista a prova objetiva (primeira etapa) estava prevista para ser realizada no município de Campos, não estando prevista a alteração do local da prova. No entanto, alguns candidatos teriam que fazer a avaliação em outras cidades. Segundo o juiz, “o número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes”.


A decisão teria sido tomada depois que uma candidata recorreu à Justiça ao ser informada que teria que fazer a sua prova fora de Campos.O juiz da 3 ª Vara Civel de Campos, Marcos Antônio Ribeiro de Moura, destaca na sua decisão que estão suspensas as provas para todos os candidatos e não só os que fariam as avaliações em outras cidades. O juiz pede que o Oficial de Justiça Plantonista comunique em caso de urgência a Prefeitura de Campos e ao Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj).


O concurso público da Prefeitura de Campos aconteceria neste domingo e têm 53 mil inscritos para as 1.028 vagas. As avaliações aconteceriam em dois turnos. Em Campos seriam 26 os locais de realização das provas, onde fariam provas candidatos de Campos e cidades vizinhas.

Dos 53 mil candidatos que confirmaram a inscrição, 31 mil deles são de Campos e da região. O Cepuerj informou anteriormente através do site oficial da Prefeitura que distribuiu os locais de acordo com as unidades disponíveis e com estrutura adequada para atender aos candidatos. O concurso engloba cargos de áreas de níveis médio, superior e para carreiras na área de Educação.


Veja a decisão na íntegra:
Descrição: Compulsando os autos, verifico que, com efeito, o edital do concurso público referido pela impetrante em sua petição inicial prevê que a prova objetiva (primeira etapa do certame) está prevista para ser realizada no dia 15 de abril de 2012, no Município de Campos dos Goytacazes (item 8.1.1), sendo possível, a critério da administração, a mudança da data e do horário de aplicação da referida prova (item 8.2.2), tudo conforme documento de fls. 32 destes autos. As duas cláusulas do edital são complementam uma à outra: a primeira determina que a prova objetiva se realize obrigatoriamente nos limites do Município de Campos dos Goytacazes e a segunda permite à administração alterar o horário e a data da prova; a cláusula 8.1.2 não prevê a alteração do local da prova e não poderia mesmo fazê-lo sob pena de contrariedade ao disposto na cláusula 8.1.1. Assim, a administração deve obedecer às normas que ela própria se impôs, sob pena de infração ao princípio de que o edital vincula tanto a administração quanto os concorrentes, sendo, pois, vedada a realização de provas fora dos limites territoriais de Campos dos Goytacazes. O número inesperado de inscrições não autoriza a administração a desrespeitar as regras do edital, mormente porque há outras formas de se contornar o problema como, por exemplo, a designação de provas para datas diferentes. Registre-se, por oportuno, que a atitude da administração, além de infringir o edital do certame, viola o princípio da isonomia, sendo óbvio que os candidatos que fizerem a prova em Campos dos Goytacazes serão beneficiados, eis que não estarão submetidos ao desgaste de uma viagem de cerca de trezentos quilômetros e aos problemas de encontrarem uma acomodação condizente que, por certo, roubarão preciosas horas de estudo daqueles que forem obrigados a tanto. Os argumentos acima expostos traduzem a fumaça no bom direito. O perigo na demora decorre do risco de a impetrante deixar de realizar a prova ou ter de realizá-la em condições de inferioridade relativamente aos candidatos de Campos dos Goytacazes. A impetrante requer, em sede liminar, sejam as autoridades coatoras instadas a lhe garantirem a realização da prova em Campos dos Goytacazes ou, sucessivamente, que sejam obrigadas a suspender a aplicação da mesma. O primeiro pedido, embora, a princípio, pareça oferecer a solução mais prática, não pode ser acatado, vez que os demais candidatos que forem obrigados a se deslocar ao Rio de Janeiro poderiam, posteriormente, alegar ofensa ao princípio da isonomia e o concurso acabaria questionado nos tribunais, o que convém evitar. Isto posto, concedo a liminar para determinar a suspensão da prova objetiva a ser aplicada em 15 de abril de 2012, relativamente a todos os concorrentes, inclusive aqueles designados para prestá-la em Campos dos Goytacazes, cientes as autoridades impetradas de que a sua realização, além de acarretar as penas da desobediência, provocará a nulidade da primeira etapa do concurso, ficando vedada designação de outra prova objetiva até que todos os candidatos sejam alocados em Campos dos Goytacazes. Intimem-se as autoridades coatoras dos termos da decisão concessiva da liminar, notificando-se elas para que, no prazo de dez dias, prestem as informações que julgarem necessárias. Cientifiquem-se o Município do Rio de Janeiro e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, pessoas jurídicas às quais se encontram vinculadas as autoridades apontadas como coatoras, o que deve ser feito através de seus respectivos órgãos de representação judicial, enviando-lhes cópia da inicial sem documento, para que, querendo, ingressem no feito. Intime-se o impetrante dos termos desta decisão. Cumpra-se por Oficial de Justiça Plantonista dada a urgência do caso.

Fonte: Folha da Manhã

Aluno com renda familiar superior a 20 salários mínimos não poderá participar do Fies



Do UOL, em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) publicou uma portaria no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12) que estabelece a renda familiar mensal de até 20 salários mínimos para que o estudante possa se cadastrar no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Até então, as regras para participação no programa não estipulavam uma renda máxima – o candidato deveria comprovar somente a porcentagem de comprometimento da renda familiar com o pagamento do curso.

Veja no quadro como ficam as regras do Fies

% do financiamento Comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com encargos educacionais Renda familiar mensal bruta
100% Igual ou superior a 60% Até dez salários mínimos
75% Igual ou superior a 40% e inferior a 60% Até 15 salários mínimos
50% Igual ou superior a 20% e inferior a 40% Até 20 salários mínimos
  • Nota: O salário mínimo brasileiro é de R$ 622
Na segunda-feira (9), a presidente Dilma Rousseff afirmou que de janeiro até o início de abril, mais de 140 mil estudantes contrataram o Fies. “Isso significa que vamos atingir quase o mesmo número de contratos, em quatro meses, do que tudo que fizemos no ano passado”, disse. Atualmente, 500 mil universitários participam do programa.
O Fies é destinado a financiar prioritariamente estudantes de cursos de graduação. O inscrito só começa a pagar o empréstimo depois de terminar a faculdade. O prazo de quitação do financiamento é de três vezes o tempo de uso do benefício, acrescido de 12 meses. A taxa de juros é de 3,4% ao ano.
Para candidatar-se ao Fies os estudantes devem estar regularmente matriculados em instituições de ensino não gratuitas cadastradas no programa, em cursos com avaliação positiva no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior ). O Fies é operacionalizado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
A inscrição para o Fies pode ser feita pela internet em qualquer época do ano. Os dados do estudante são analisados por uma comissão da própria faculdade ou universidade escolhida. Atualmente, mais de 1.500 instituições de ensino superior estão credenciadas no programa.

Professores fazem manifestação contra política educacional da prefeitura e por melhores salários no Rio de Janeiro



Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro

Cerca de 100 pessoas, entre professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro e integrantes do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio), realizaram hoje (12) uma manifestação em frente à prefeitura, no centro da capital fluminense, reivindicando itens como o reajuste salarial de 20% e plano de carreira unificado. Em função da manifestação, as escolas municipais tiveram uma paralisação de 24h.
A coordenadora do Sepe, Susana Gutierrez, explicou que um dos principais motivos da paralisação é a luta contra a política educacional da prefeitura. De acordo com Suzana, o município do Rio institui o planejamento e a avaliação de alunos obedecendo métodos que são impostos por fundações, organizações não governamentais ou institutos privados, "transformando as escolas em fábricas" e perdendo sua autonomia pedagógica.
"Parte da verba que deveria ir para a educação, vai para institutos e fundações privadas. A gente acredita que isso não melhora a aprendizagem dos alunos, pelo contrário, são projetos que negam conhecimentos para eles. Nós temos uma luta em defesa da escola pública", acrescentou.
Ainda segundo a coordenadora do Sepe, cerca de 500 crianças com idade média de cinco anos, que estudam nos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) do Complexo da Maré, na zona norte da cidade, ainda não começaram o ano letivo por falta de professores, merendeiras e agentes auxiliares de creche, que não foram convocados pela prefeitura.
Suzana ressaltou que à medida em que as escolas tentam solucionar um problema, outros vão surgindo."É só a prefeitura convocar que esses profissionais podem ir para a escola. Em alguns casos, somente um professor atende duas turmas. Os alunos ao invés de terem as 4h30 letivas, que deveriam ter, eles estão tendo 2h15. Isso não ajuda os profissionais, pois ficam sobrecarregados, e nem o desenvolvimento pleno desses alunos", disse.
Já o professor de história da rede municipal de ensino, José Luiz de Souza, destacou a carga excessiva de trabalho para os professores e principalmente para os merendeiros de escolas. Segundo ele, em 1.056 escolas municipais há somente três merendeiros por turno para servir as refeições.
"Já que nós vamos ter a Copa do Mundo e a Olimpíada nessa cidade, a gente queria pelos menos uma resposta digna, condizente com os mega eventos que irão acontecer aqui. Se estão tendo gastos vultuosos com esses eventos, nós queremos também que aconteça gastos vultosos no campo da educação. É o que não vem acontecendo e a prefeitura nem sinaliza melhorias", protestou.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação não entrou em contato até o fechamento desta matéria.

FEDEP realiza seminário


 No dia 14 (sábado), o Fórum Estadual de Defesa da Escola Pública realiza seu seminário de estruturação, com o tema: "Rumos, ações e perspectivas" – das 9h às 17h, no Colégio Pedro II (Unidade São Cristovão). O evento é aberto e gratuito. 

 Para confirmar sua inscrição e para mais informações, contate: • ADCPII: Tel: 2580-0783/3860-1194 - E-mail: adcpii@gmail.com 

 Eis mais detalhes do evento: 

OBJETIVO:
 • Organizar o FEDEP e planejar estrategicamente suas ações para o ano de 2012. 

 PROGRAMAÇÃO:

 9 h - Mesa de Abertura 

 CONJUNTURA E EDUCAÇÃO 
 • Resgate Histórico das Ações do FEDEP: sua fundação e suas atividades 
 • Educação no Brasil hoje, o PNE e outros desafios 
 • Educação ambiental e sociopolítica: a Rio+20 sob a perspectiva da sociedade - Profª Marcela Pronko (FIOCRUZ) e Profª Cláudia Piccinini (Faculdade de Educação da UFRJ) 

 Local: Auditório da UESC I (‘Pedrinho’) 

 12h - Almoço (nas dependências do CPII) 

 13h – Discussão em grupos /Formação de GTs

 GT1 - Mobilização, Comunicação e Formação - Campanhas permanentes, seminários e debates, cartilhas, manifestos e cursos, agenda de luta, ações no conjunto da sociedade, inserção na mídia e meios de comunicação. 

 GT2 - Educação Ambiental – A educação corporativa e os projetos ambientais desenvolvidos nas escolas, a relação do FEDEP com a Rio+20.

 GT3 - Estrutura do FEDEP - Coordenação, organicidade e articulações com diversos movimentos sociais e entidades sindicais, participação estratégica e organizada em conferencias, fóruns deliberativos e eventos de caráter político e/ou acadêmico. 

 GT4 - Ações parlamentares e jurídicas - Audiências públicas, articulação com parlamentares, manifestações coletivas, descentralização.

 16h - Plenária Final Local: Auditório da UESC I (‘Pedrinho’) - Campo de São Cristóvão, 177 - Rio de Janeiro.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Maioria dos ministros do STF vota por liberar aborto de feto sem cérebro



De dez ministros no julgamento, sete votaram - seis a favor e um contra.
Decisão só será definitiva ao final porque ministros ainda podem mudar voto.

Débora SantosDo G1, em Brasília

Com o voto do ministro Ayres Britto nesta quinta (12), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou, mesmo antes do final do julgamento, favorável à permissão do aborto de feto sem cérebro.
Dos dez ministros que analisam o tema, seis votaram a favor da liberação e um contra - Dias Toffoli não participa do julgamento porque se declarou impedido, já que, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.

Embora com maioria, o resultado do julgamento ainda não é definitivo. Até o final da sessão, qualquer ministro pode decidir modificar o voto.
Britto - favorável à liberação - foi o primeiro ministro a votar nesta quinta, no segundo dia de julgamento da ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.
Na quarta (11), votaram pela liberação do aborto de anencéfalos Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ricardo Lewandowski foi contra. Também votarão os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, ministro Cezar Peluso.
A ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde pede que o Supremo permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez. Por lei, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe.
O entendimento do STF valerá para todos os casos semelhantes, e os demais órgãos do Poder Público serão obrigados a respeitá-la.
Plenário do STF durante julgamento do aborto de feto sem cérebro (Foto: Nelson Jr. / STF)

Plenário do STF durante julgamento do aborto de feto sem cérebro (Foto: Nelson Jr. / STF)
A maioria dos ministros entendeu que a decisão de interromper a gravidez do feto sem cérebro é direito da mulher, que não pode ser oprimida pela possibilidade de punição.
"Não se pode tipificar esse direito de escolha [da mulher] como caracterizador do aborto, proibido pelo Código Penal", afirmou Ayres Britto ao justificar seu voto. Segundo ele, "o feto anencéfalo é uma crisálida que jamais, em tempo algum, chegará ao estágio de borboleta porque não alçará voo jamais".
Para o relator do caso, Marco Aurélio Mello, é inconstitucional a interpretação segundo a qual interromper a gravidez de feto anencéfalo é crime previsto em lei. Para ele, o termo aborto não é correto para casos de anencefalia, pois não há possibilidade de vida do feto nessas condições.
“Não é escolha fácil. Todas as opções são de dor. Exatamente, fundado na dignidade da vida, neste caso, acho que esta interrupção não é criminalizável. [...]O útero é o primeiro berço do ser humano. Quando o berço se transforma em um pequeno esquife a vida se entorta”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
Para o ministro Luiz Fux, "impedir a interrupção da gravidez sob ameaça penal equivale à tortura."
Alguns ministros ressaltaram que o Supremo não está discutindo a legalização do aborto de modo geral ou obrigando mulheres grávidas de fetos anencéfalos a interromper a gestação. A Corte discute se é crime interromper a gestação de um feto que, de acordo com a avaliação de especialistas, não tem chances de vida fora do útero.
“Faço questão de frisar que este Supremo Tribunal Federal não está decidindo permitir o aborto”, disse Cármen Lúcia.
“O Supremo, evidentemente, que respeita e vai consagrar aquelas mulheres que desejarem realizar o parto ainda que o feto seja anencefálico”, afirmou Luiz Fux.

Divergência
O ministro Ricardo Lewandowski, que abriu a divergência após cinco votos favoráveis à liberação do aborto, afirmou que o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo.

"Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse Lewandowski.

Fonte: Site Globo

Concurso público de Campos: secretária diz que houve erro de sistema


Do Blog do Claudio Andrade



A secretária municipal Ana Lúcia Boynard noticiou no programa “De olho na cidade” apresentado por Vítor Montalvão e Granger Ferreira que houve uma pequena distorção. Segundo ela, a questão se limita ao distrito de Travessão.

Segundo a agente pública, o sistema reconheceu o distrito de Travessão como bairro e não leu o restante, ou seja, cidade de Campos dos Goytacazes.

A secretária disse ainda que está aguardando uma ligação da CEPUERJ para que a situações pontuais sejam corrigidas e os candidatos remanejados. Segundo ela, todos farão as provas em Campos dos Goytacazes.

Vamos aguardar.

Obs: E os candidatos que fossem direto para Campo Grande sem procurar a secretaria correspondente, acreditando nas informações do cartão?

Professora, indignada com Concurso da Prefeitura de Campos!!!



Mais uma vez a prefeitura fazendo a gente de palhaço. A prova do
concurso público que será realizada no dia 15/04/2012, para mim e
muitos colegas será realizada no Rio de Janeiro em Campo Grande, vê
se pode, somos moradores de Morro do Coco,e com certeza deve haver
mais pessoas, como vamos nos deslocar para Campo Grandre RJ ? É um
absurdo o que estão fazendo com nós candidatos uma falta de respeito.
Já procurei um advogado e amanhã vamos correr atrás dos nossos
direitos. Já sou professora da rede, e ia fazer para Pedagoga, se
realmente a prova for no Rio vou perder o meu dinheiro porque não
posso me deslocar p' lá tenho filhos peq. Gostaria de te pedir uma
força para colocar este problema na mídia. Obrigada!

A identidade da professora foi preservada.


Programa Mais Educação tem início em escolas de São João da Barra



Três escolas municipais de São João da Barra deram início neste mês de abril ao Programa Mais Educação, do Governo Federal. Criado pela portaria Interministerial 17/2007, o programa consiste em aumentar a permanência do aluno na escola e consequentemente o seu desempenho escolar. É destinado para os alunos com baixo rendimento, mas é aberto a todos que se interessarem. No total, mais de 1000 alunos estão sendo contemplados no município.
As escolas que já estão atuando com o programa são a E.M. Professora Dionélia Gonçalves dos Santos, o CIEP Brizolão 265 Gladys Teixeira e a E.M. Amaro de Souza Paes. Os alunos participantes ficam integramente na escola pelo menos duas vezes na semana. É obrigatória a frequência em Letramento ou Matemática e as demais modalidades são opcionais, podendo participar de aulas de natação, informática, coral, capoeira, karatê, futsal e dança.
As atividades recreativas e culturais atraem os alunos para dentro da escola, desenvolvendo neles o espírito de cidadania e comprometimento com os estudos. As aulas do programa acontecem no contra turno da matrícula escolar e são ministradas
por monitores capacitados, contratados pela própria escola.
— Implementamos o Mais Educação neste mês e a participação dos alunos está sendo grande. Eles se interessam pelas atividades extra-curriculares e frequentam o reforço em português ou matemática. Tenho certeza que vamos conseguir resultados positivos com isso — finalizou Deciane Campos Graça, coordenadora municipal do Mais Educação em São João da Barra. 

Fonte: Folha da Manhã.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Com 5 votos a favor, STF suspende julgamento de aborto de anencéfalos



Dos 6 que votaram, somente 1 foi contra liberar aborto de feto sem cérebro.
Julgamento será retomado nesta quinta; 4 ministros ainda precisam votar.

Débora SantosDo G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (11) o julgamento de ação que pede a liberação do aborto de feto sem cérebro após o voto de seis ministros. Cinco votaram a favor da liberação - Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Apenas Ricardo Lewandowski foi contra - veja como votou cada ministro.
Faltam ainda os votos dos ministros Ayres Britto, Gilmar Mendes, Celso de Mello e do presidente do STF, ministro Cezar Peluso. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar porque, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente a favor da liberação.
O julgamento será retomado na tarde desta quinta-feira (12), às 14h, segundo o presidente do Supremo. A interrupção ocorreu porque parte dos ministros precisava participar de sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta.
Ministros do Supremo durante julgamento sobre aborto de feto sem cérebro (Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)

Ministros do Supremo durante julgamento sobre aborto de feto sem cérebro (Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)
O plenário do STF iniciou nesta quarta a análise da ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pedindo que o Supremo permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez. De acordo com o Código Penal, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe.
O ministro relator, Marco Aurélio Mello, considerou inconstitucional a interpretação que trata como crime interromper a gravidez de feto anencéfalo.
O ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação que pede liberação do aborto para feto anencéfalo (Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)

O ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação que
pede liberação do aborto para feto anencéfalo
(Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)
De acordo com Mello, o termo aborto não é correto para casos de anencefalia pois não há possibilidade de vida do feto nessas condições.
“Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível. O feto anencéfalo é biologicamente vivo, por ser formado por células vivas, e juridicamente morto, não gozando de proteção estatal”, afirmou o relator.
Para os ministros que acompanharam o relator, a decisão de interromper a gravidez do feto sem cérebro é direito da mulher, que não pode ser oprimida pela possibilidade de punição. A decisão do STF valerá para todos os casos semelhantes e os demais órgãos do poder público serão obrigados a respeitá-la.
“Não é escolha fácil. Todas as opções são de dor. Exatamente, fundado na dignidade da vida, neste caso, acho que esta interrupção não é criminalizável. [...] O útero é o primeiro berço do ser humano. Quando o berço se transforma em um pequeno esquife a vida se entorta”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
O ministro Luiz Fux durante o julgamento (Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)

O ministro Luiz Fux durante o julgamento (Foto:
Carlos Humberto / SCO / STF)
“É tão justo admitir que a mulher aguarde nove meses para que dê a luz ao feto anencefálico e também representa a Justiça não se permitir que uma mulher que padece dessa tragédia de assistir durante nove meses a missa de sétimo dia do seu filho seja criminalizada e colocada no tribunal de júri como se fosse a praticante de um crime contra a vida”, afirmou o ministro Luiz Fux.
“O crime de aborto quer dizer a interrupção da vida e, por tudo o que foi debatido nesta ação, a anencefalia não é compatível com essas características que consubstanciam a ideia de vida para o direito”, declarou a ministra Rosa Weber.
Alguns ministros ressaltaram que o Supremo não está discutindo a legalização do aborto de modo geral ou obrigando mulheres grávidas de fetos anencéfalos a interromper a gestação. A Corte discute se é crime interromper a gestação de um feto que, segundo a opinião de alguns especialistas, não tem chances de vida fora do útero.
“Faço questão de frisar que este Supremo Tribunal Federal não está decidindo permitir o aborto”, disse Cármen Lúcia.
“O Supremo, evidentemente, que respeita e vai consagrar aquelas mulheres que desejarem realizar o parto ainda que o feto seja anencefálico”, afirmou Luiz Fux.
A decisão que o Supremo tomar deve ser seguida por todas as instâncias da Justiça e pelos órgãos públicos, conforme a legislação em vigor. Caso alguém se recuse a aplicar a decisão, a gestante pode recorrer por meio de uma reclamação diretamente no Supremo para garantir o direito de abortar.
A decisão do Supremo, no entanto, não impede o Congresso Nacional de aprovar uma lei que ratifique a decisão do STF ou que defina regras específicas sobre o aborto de anencéfalos.



Divergência
O ministro Ricardo Lewandowski, que abriu a divergência após cinco votos favoráveis à liberação do aborto, afirmou que o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo.

"Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse Lewandowski.
O advogado Luís Roberto Barroso, que defendeu a liberação do aborto no caso de anencefalia (ausência de cérebro) (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

O advogado Luís Roberto Barroso, que defendeu a
liberação do aborto no caso de anencefalia
(ausência de cérebro) 
(Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

Interrupção 'não é aborto'
O advogado Luís Roberto Barroso, que defende os interesses da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde no processo, afirmou durante o julgamento que "não é aborto" a interrupção da gravidez nesses casos. Para ele, como o feto não tem cérebro "não há vida em sentido técnico".

"A interrupção nesses casos não é aborto. Então, não se enquadra na definição de aborto do Código Penal. O feto anencefálico não terá vida extra-uterina. No feto anencefálico, o cérebro sequer começa a funcionar. Então não há vida em sentido técnico e jurídico. De aborto não se trata", afirmou Barroso durante sua sustentação oral no plenário do STF.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concordou com a tese apresentada pela defesa da entidade. "Nada justifica uma restrição tão intensa ao direito à liberdade e autonomia reprodutiva. A mulher tem restrição desproporcional a um direito fundamental de elevada importância na escala de valores constitucionais. A proibição da interrupção da gravidez nessas trágicas circunstâncias tende a agravar e prolongar essa dor", completou Gurgel.
Para a presidente do Movimento Nacional de Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, se o aborto de anencéfalos for aprovado pela Corte, "será um ponto negativo para o país".
"O problema maior seria a ampliação do aborto. Hoje discute-se sobre anencéfalos, depois vão permitir outros tipos de aborto. Isso não pode acontecer". Segundo Lenise Garcia, a entidade que representa mantém contato com grávidas de bebês anencéfalos. "Pelo que constatamos, as mães que abortam os bebês sofrem mais do que aquelas que lutam até o fim pela vida das crianças', disse.


'Ser com sentimentos'
Os pais de uma criança de 2 anos, que teve anencefalia (ausência de cérebro) diagnosticada durante a gravidez, acompanharam, com a filha, o julgamento nesta quarta.

Apesar do diagnóstico de anencefalia, Vitória nasceu com um resquício de cérebro e couro cabeludo (acrania), conforme especialistas ouvidos pelo G1. Eles informaram que trata-se de uma "sobrevida vegetativa" e a mãe poderia ter pedido a interrupção da gravidez por conta do diagnóstico.
"Ela é uma criança com deficiência neurológica e precisa de estimulação, porém ela não é um vegetal, não é uma coisa. Ela é um ser humano com sentimentos", disse a mãe.
Manifestantes contrários ao aborto de anencéfalos diante da sede do STF, em Brasília (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

Manifestantes contrários ao aborto de anencéfalos diante da sede do STF, em Brasília (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)


Anencefalia
Além das questões jurídicas, o plenário do Supremo debate o que diz a ciência sobre a anencefalia. Em 2008, especialistas e entidade da sociedade civil apresentaram no Supremo durante audiência pública conceitos e opiniões sobre o assunto.

O relator do caso citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), referentes ao período entre 1993 e 1998, segundo os quais o Brasil é o quarto país no mundo em incidência de anencefalia fetal, atrás de Chile, México e Paraguai.
A chamada anencefalia é uma grave malformação fetal que resulta da falha de fechamento do tubo neural (a estrutura que dá origem ao cérebro e a medula espinhal), levando à ausência de cérebro, calota craniana e couro cabeludo. A junção desses problemas impede qualquer possibilidade de o bebê sobreviver, mesmo se chegar a nascer.
Estimativas médicas apontam para uma incidência de aproximadamente um caso a cada mil nascidos vivos no Brasil. Cerca de 50% dos fetos anencéfalos apresenta parada dos batimentos cardíacos fetais antes mesmo do parto, morrendo dentro do útero da gestante, de acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Um pequeno percentual desses fetos apresenta batimentos cardíacos e movimentos respiratórios fora do útero, funções que podem persistir por algumas horas e, em raras situações, por mais de um dia. O diagnóstico pode ser dado com total precisão pelo exame de ultrassom e pode ser detectado em até três meses de gestação.

Rede Municipal do Rio faz paralisação de 24 h amanhã!!!