SOS EDUCAÇÃO EM CAMPOS

O Blog tem por objetivo ser um espaço aberto para a divulgação de notícias sobre educação, sociedade e cidadania em Campos e região. Tendo como referência a educação como principal fonte de promoção da cidadania.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Atenção, profissionais da rede estadual!!!

O Sepe convoca todos os profissionais de educação da rede estadual para comparecer a próxima assembleia da categoria, no dia 15 de Junho (Sábado) às 10h, no Clube Municipal (Rua Haddock Lobo 359 - Tijuca/ RJ). Na pauta do encontro, o debate sobre os rumos da mobilização dos profissionais das escolas estaduais e a luta pela garantia da emenda do Sepe incluída no projeto do reajuste para a Educação Estadualaprovada pela Alerj no dia 5 de junho e que determina que cada matrícula dos profissionais corresponda a uma escola. A plenária também discutirá o SAERJ, assim como as outras emendas propostas pelo Sepe e que não foram votadas pelos deputados na Alerj no dia da aprovação do PL 2200.
 
O Sepe Campos fornecerá transporte para garantir a participação da categoria na referida assembleia. Para reservar a sua vaga, basta entrar em contato através do Blog SOS Educação em Campos e confirmar presença.
 " Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!" Vamos à luta, educação estadual! A hora é essa!
 Atenciosamente,
 Cristini Marcelino - Coordenadora Geral/ Sepe Campos.

Assembleia da Rede Estadual - Dia 15/06 (Sábado)

http://seperegional2.blogspot.com.br/2013/06/assembleia-da-rede-estadual-sera.html

domingo, 9 de junho de 2013

Síndrome de Burnout: Professores à beira de um ataque de nervos

Comentário da Blogueira:

Já postei anteriormente sobre a Síndrome de Burnout, mas como os profissionais de educação infelizmente estão liderando o ranking de acometimentos dessa síndrome, achei pertinente compartilhar informações novamente.  Isso tudo ocorre por causa de vivermos constantemente em um alto grau de stress, por conta do ritmo alucinante de vida, entre outros fatores.
 
Sad-Teacher
A princípio é importante definir o que é stress, situação a qual todos nós estamos sujeitos ao longo de nossas atividades diárias. Diferentemente do que pensa a maioria das pessoas, o stress não é uma enfermidade, mas um mecanismo natural de reação do organismo as dificuldades, problemas e questões que se apresentam e que acabam de algum modo nos tirando da zona de conforto, da segurança que normalmente temos em nossos cotidianos.
É, portanto, necessário que tenhamos tais reações, como autêntico “mecanismo de sobrevivência”, a nos deixar alertas e guiar-nos em nossas ações frente ao inesperado. Isso acontece tanto em situações-limite, como por exemplo, um assalto ou um acidente de automóvel, quanto naquelas mais corriqueiras, como começar num novo emprego ou enfrentar uma discussão com o chefe no trabalho.

Quando nos vemos diante de tais situações acionam-se hormônios (cortizol e adrenalina), que regulam o organismo e fazem com que tenhamos dois tipos de ação frente aos quadros com os quais nos deparamos, a saber: ou enfrentamos ou fugimos. E o nosso cérebro registra a forma como reagimos e vai fazendo com que isso se torne a ferramenta mais frequente a ser utilizada, ou seja, se batemos de frente, ainda que aquilo de algum modo gere insegurança, sabendo dos prós e contras da situação, esta passará a ser a reação normal que teremos em outras situações-limite. Se corrermos da raia, fugindo da situação, será então esta a base operacional de nosso organismo quando colocados em xeque. Este stress, considerado nível 1, é portanto necessário ao ser humano.

O problema é que, além dele, há ainda 4 outros níveis de stress e, quanto mais “evoluímos” nesta escala, significa dizer que mais problemas temos. Vamos afundando porque deixamos os problemas tomarem conta de nosso cérebro e isso, certamente, vai prejudicando aspectos físicos, emocionais, profissionais…

O mais elevado de todos os níveis de stress é conhecido pelo termo “burnout”, que traduzido ao pé da letra significa “combustão”. É exatamente esta figura que caracteriza com precisão o que está acontecendo com uma pessoa acometida pelo burnout. É como se a pessoa fosse consumida pelos problemas e já não tivesse poder de reação.

Neste estágio as pessoas não tem vontade de trabalhar, demonstram clara ansiedade, estão sempre desanimadas, sentem efeitos físicos permanentes (como dores de cabeça, nas costas, no estômago…), adquirem doenças crônicas que mesmo aparentemente solucionadas com tratamentos e remédios retornam depois de algum tempo, começam a se afastar de seus colegas e familiares.

A Síndrome de Burnout, assim como os quadros de stress em geral, associam-se ao trabalho, ao ritmo alucinante de vida que hoje prevalece, as cobranças e demandas da sociedade e do mundo profissional e, como resultado, afetam as outras instâncias da vida das pessoas, repercutindo na família, nas amizades, na vida social, no lazer…

A pessoa afetada quer “sumir do mapa”, passa a considerar errada a sua opção profissional, começa a considerar seriamente a ideia de mudar de trabalho e está emocionalmente fragilizada. Como se sente impotente diante das situações que ocorrem em seu trabalho começa a falhar com maior frequência, o que torna ainda mais frágil sua situação perante si mesma e, é claro, diante de seus pares. Precisa de atendimento psicológico e carece de descanso e mudanças em sua vida.

No caso dos profissionais da educação há muitos fatores que estão fazendo com que tais pessoas se tornem os líderes deste ranking tão negativo. Superaram socorristas, médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais, outras categorias de risco, ligadas a situações de grande stress em seu cotidiano. Os motivos para isso? É certo que o nível de cobrança aumentou muito por parte de todos os elementos com os quais se relaciona profissionalmente, dos gestores da escola aos alunos, dos pais a sociedade como um todo.

Só isso, no entanto, não explica, pois a competição internacional acirrada com a globalização torna maior a demanda em todos os segmentos profissionais. Podemos pensar também no fato de que os professores hoje não atuam apenas como profissionais da educação, muitas vezes fazem também o papel de pais, psicólogos, amigos…

Não bastasse isso, a comparação entre o trabalho das escolas implementada com os rankings e provas nacionais e internacionais, a despeito de sua clara intenção de promover uma revisão de procedimentos e melhorar o nível da educação pública e privada, também se tornou elemento que de algum modo pressiona os educadores na busca por “mais e melhores blues” na sua seara profissional.

Outro elemento igualmente estressante são as condições gerais de trabalho e os salários e benefícios. Como o holerite dos professores não corresponde em grau, número e gênero as atribuições que têm pela frente, a sua formação acadêmica e tampouco ao nível de exigência social de sua profissão, os salários tendem a terminar antes do mês e, para compensar, a correria aumenta, com várias escolas fazendo parte dos seus afazeres diários.

A insegurança nas escolas, com o aumento de casos de violência atingindo estes profissionais também não ajuda. Aumentam os relatos trazidos pela mídia de atentados contra a integridade física dos educadores. São fatores que se acumulam e que, certamente, não contribuem para uma vida tranquila dos professores em sua rotina de trabalho.

O que fazer? Buscar apoio na família e de terapeutas especializados é um caminho obrigatório. Somente a partir daquilo que estes profissionais, aliados aos familiares, trouxerem é que a situação poderá mudar. Outro aspecto primordial é a mudança dos hábitos diários, com a adoção de práticas que elevem sua qualidade de vida, como por exemplo: dieta balanceada, exercícios físicos regulares, prática de atividades de lazer, interação com família e amigos, participação em eventos culturais, integração a projetos de solidariedade…

A Síndrome de Burnout é quadro clínico grave e seus resultados podem ser devastadores para as pessoas que padecem deste mal. Antecipar-se a este stress é recomendável sempre que possível diagnóstico precoce, mas quando isso não acontecer, o ideal é que o tratamento comece o mais rapidamente possível.

Por João Luís de Almeida Machado

Reunião da Comissão de Educação será dia 13/6

         
Será debatida tese sobre exercício profissional em escolas públicas de favelas

Data: 13 de junho, quinta-feira
Horário: 18 horas
Local: auditório do CRESS

A conselheira do CRESS-RJ Francine Helfreich Coutinho dos Santos apresentará sua tese de doutorado: "Serviço Social e Educação: o exercício profissional dos assistentes sociais em escolas públicas de favelas" Francine é membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Favelas e Espaços Populares – REDES da Maré e professora da Escola de Serviço Social da UFF.
 
Fonte: Cress RJ.

Quem quer democracia nas escolas?

 

 
Caio Andrade Bezerra da Silva *

Diante dos atuais rumos da educação pública no Brasil em geral e no Rio de Janeiro em particular, convém lembrar que encontra-se em vigor uma Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. A respeito dos Princípios e Fins da Educação Nacional, em seu Título II, o texto legal evoca as bandeiras da “liberdade” e da “solidariedade humana”, em vista do “pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Dentre os princípios estabelecidos pela legislação, destacam-se, ainda: a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”; o “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”; “respeito à liberdade e apreço à tolerância”; “valorização do profissional da educação escolar”; “gestão democrática do ensino público”.
Importa ressaltar que, considerando apenas os artigos 2º e 3º do referido texto, a palavra “liberdade” aparece três vezes, acompanhada de correlatas como “pluralismo”, “democrática”, “igualdade”, etc. Avançado? A má notícia é que a realidade, insistentemente diferente de tudo isso, é síntese de múltiplas determinações. E os fatos tem mostrado que algumas determinações são mais determinantes do que as letras mortas nos papéis. Vivo mesmo está o conflito de interesses contraditórios que permeiam a sociedade...
Não é exagero afirmar que hoje as escolas públicas apresentam um quadro acachapante de aparelhamento político pelo governo. Apesar de sofisticados e complexos, os mecanismos são incapazes de velar completamente suas vísceras: a imensa burocracia, desde o secretário de educação até os diretores das unidades escolares, passando por coordenadorias regionais, agentes de acompanhamento da gestão escolar, supervisores escolares, assistentes operacionais, etc., consiste de inúmeros “cargos de confiança”.
Em outras palavras, são funcionários indicados ou selecionados sem nenhuma imparcialidade, pagos para garantir a implementação da política “educacional” do governo ou, no máximo, em alguns casos, evitar incômodos. Grande parte desse séquito está disposto a cumprir qualquer papel sujo de capataz para não perder o cargo e a gratificação, tendo que voltar para as difíceis salas de aula. Em todos os níveis da hierarquia semieclesiástica, a justificativa geral é a mesma: “só estou cumprindo ordens”. E assim essas peças compõem uma monstruosa máquina de moer gente...
Essa dinâmica, contudo, está submetida a questões ainda maiores. A meritocracia, o produtivismo, a destruição da autonomia pedagógica e da gestão democrática, os pacotes prontos e fechados, a intensificação do trabalho, a ditadura das estatísticas, etc. apenas expressam as diretrizes proferidas pelo Banco Mundial e demais instituições que organizam o internacionalismo burguês para os mais diversos assuntos (diretrizes que, por algumas razões, prevalecem sobre a LDB).
Sob o comando do capital iniciou-se a reestruturação produtiva empresarial a partir dos anos 1970. Hoje se consolida a reestruturação produtiva do Estado e, por tabela, da Educação. Sem dúvida, trata-se da mercantilização absoluta e do treinamento de força de trabalho barata e acrítica, para atender às necessidades da acumulação capitalista. Nesse sentido, é evidente o lado que está ganhando...
Quem quer democracia nas escolas? Lute, organize-se e ajude o time dos incomodados a superar o time dos acomodados. Posicione-se. Faça críticas ao sindicato, mas não basta, também é necessário participar e construir. Não fique apenas esperando por alguém que lhe represente, não se submeta ao jugo dos opressores. Assuma a responsabilidade e atue coletivamente, enquanto membro da classe trabalhadora. Diretor não tem que ser representante do governo perante a comunidade escolar, mas sim representante da comunidade escolar perante o governo. Por eleições diretas para diretores, submetidos ao conselho escolar! Pelo poder popular nas escolas, contra as imposições do governo e a tirania do capital!
* Militante da Unidade Classista, monitor do NEP 13 de Maio, docente da rede estadual e diretor do SEPE Caxias.

Assinem a petição!




Link AQUI

sábado, 8 de junho de 2013

A falácia do programa “Mais Educação” do Governo Federal… e seus efeitos na Rede Pública Estadual de São Paulo!

 

O Programa Mais Educação (PME), lançado desde 2007 pelo MEC, teria como finalidade, segundo o governo, fomentar a educação integral por meio do apoio a atividades socioeducativas no contraturno escolar. O objetivo principal do programa seria a formação integral de crianças, adolescentes e jovens por meio da articulação de ações e de projetos desenvolvidos na escola. No entanto, o que estamos vendo é um conjunto de políticas de destruição do sistema nacional de ensino público. O “Programa mais Educação” juntamente com outros projetos (Bolsa Escola, FUNDEB, IDEB, REUNI, PROUNI, FIES, etc) e seus congêneres estaduais são verdadeiras “máscaras” para disfarçar os péssimos resultados oriundos das políticas educacionais vigentes.
Esse programa deveria se chamar “menos educação”, pois, do ponto de vista da universalização da educação pública de qualidade – voltado aos interesses dos trabalhadores – tem sido a expressão concreta de uma política que procura, por várias formas, desconstruir o sistema nacional de ensino público.
Em primeiro lugar, ele tem contribuído para a precarização do trabalho dos profissionais envolvidos, corroborando tanto na perpetuação do desemprego como na precarização dos professores pertencentes à rede que são implantados. Isso se torna evidente quando observamos as relações de trabalho envolvidas na contratação de pessoal.
Cada profissional recebe cerca de sessenta reais (R$ 60,00) por turmas, podendo ministrar projetos com no máximo cinco (5) turmas, no contra turno escolar. Se fizermos as contas, o profissional poderá “ganhar” trezentos reais por mês. (Uma fortuna!)
Engana-se quem acreditar ser um professor o profissional contratado. Na maioria das vezes temos à contratação de estagiários, de “oficineiros” e/ou do uso crescente do trabalho voluntário (amigos da escola) oriundos das comunidades do entorno da escola. O que é mais grave: muitas escolas, por não conseguirem professores eventuais estão “colocando” em sala de aula os “oficineiros” e durante o período normal de aulas. Isso é um verdadeiro absurdo!
Enquanto isso centenas de professores com contratos precarizados não conseguem se manter na profissão (categoria “O” e “F”), muitos estão buscando outras formas de sobrevivência, deixando ano-a-ano o sistema educacional. É a verdadeira barbárie educacional!
Enquanto no início do ano letivo, muitos professores são penalizados pelas malditas provas de OFAs, sendo impedidos de dar aulas, no restante do ano letivo, o Estado contrata “oficineiros” para pajear os alunos que estão sem aulas devido às próprias políticas governamentais.
Um outro ponto emblemático é a adaptação de atividades desenvolvidas pelos “oficineiros” à infraestrutura precária da escola. No lugar da ampliação dos espaços escolares estamos presenciando o uso de instalações existentes na comunidade ou de lugares insalubres dentro das próprias escolas, podendo provocar graves riscos à saúde dos alunos e dos próprios profissionais evolvidos no programa.
Pedagogicamente o resultado desse programa, não tem sido positivo. No lugar da ciência, da aplicação das teorias do ensino-aprendizagem, impera o senso comum travestido de singularidades culturais locais. No lugar da escola voltada à educação integral, a escola convertida em “prisão integral”, destinada à ocupação do tempo livre com aquilo que é considerado capaz de garantir “proteção social”: artes, cultura, esporte, lazer. Na rede Estadual Paulista, em uma dobradinha Alkmin/Dilma (Programa Mais Educação /Escola da Família/ Projeto Pé no Chão) algumas escolas estão se transformando em verdadeiras “boates”, substituindo-se algumas aulas por “baladas” regadas à “funk” e à música eletrônica, com direito a reprodução de videoclipes sensuais. É a política do “pão e circo”, reprodutora da alienação em substituição aos referenciais teórico-pedagógicos gerador de transformação social e superação das desigualdades.
O que é mais absurdo, em nenhum momento, estamos “ouvindo falar” em bibliotecas, teatros, salas com acústica especial, equipadas e adequadas para o usufruto das artes. Mas de áreas da escola, anteriormente gramadas, ou com árvores, ou com entulho, mas livres para o movimentar-se autônomo, que são agora tomadas por cimento e concreto para a construção de um retângulo com medidas e demarcação padronizadas e universais: as quadras de esporte. Mesmo assim, nesses espaços, diante da falta de infraestrutura para a aprendizagem, a prática ou o treino do esporte estará sempre restrita ao futebol de salão e voleibol, com uma pequena variação a depender da formação e da disponibilidade dos chamados agentes locais.
Esses são apenas alguns apontamentos desse processo degradante no ensino público provocado por tais programas, que travestido de projeto de “Escola de Tempo Integral” tem provocado a desescolarização e o fortalecimento da precarização do trabalho docente.
Mas a realidade é perversa! As máscaras sempre caem! Por mais que se “pinte” uma escola alegre e envolvente, a “barbárie diária” submerge. Os projetos governamentais desmoronam mesmo diante das propagandas ilusórias governamentais: fervilham na mídia denúncias de salas de aulas superlotadas, infraestrutura precária, professores desmotivados pelos contratos precários e pelos baixos salários. Sabemos que não há bibliotecas, não há laboratórios (informática, química, ciências, etc), não há material esportivos, quadras precárias, quando existem), em algumas escolas convivem até com mau cheiro devido à falta de manutenção em seus ambiente internos.
Poderíamos enumerar centenas de outros problemas, se fizéssemos uma varredura minuciosa somente na rede estadual de São Paulo. Mas essa realidade não é visível a nível estadual. O que temos presenciado em São Paulo, na gestão Serra/Alckmin são apenas tentáculos do “monstro” criado a nível federal por FHC/Lula/Dilma.
Se analisarmos os pressupostos ocultos que orbitam o núcleo dos últimos PDEs, veremos a verdadeira face do Mesonychoteuthis. Elza Margarida de Mendonça Peixoto, em seu texto Conformação e contenção disfarçadas em “Mais Educação”, enumera e desnuda seus tentáculos. Para ela a concepção de educação, que está orientando o PDE aponta: “a) a negação da luta e classes, apagada pela tese da desigualdade social decorrente de discriminação e pelo objetivo vago redução das desigualdades; (b) negação da formação política no interior das lutas sociais substituída pela formação individualista crítica e criativa como tarefa da sociedade como um todo e não da formação escolar sólida; (c) desresponsabilização e diluição progressiva da responsabilidade do Estado com o custeio e condução da Educação Pública e transferência desta responsabilidade para um esforço social mais amplo; (d) enfraquecimento da noção de educação como ensino, entendido como transmissão do patrimônio cultural acumulado pela humanidade, e sua substituição pela vaga noção de construção da autonomia, isto é, formação de indivíduos capazes de assumir uma postura crítica e criativa frente ao mundo”.
Nesse sentido, conclui-se que a barbárie reinante é parte da estratégia da elite brasileira em perpetuar-se no poder usufruindo das benesses historicamente usurpadas da classe trabalhadora, controlando o sistema burocrático estatal (custos e dos gastos com a educação pública) e difundindo o ensino privado, ora exercendo o controle sobre os níveis dos salários, degradando o sistema público de ensino, ora investindo nos setores estratégicos, quando o referido processo de degradação interferir na manutenção das taxas de lucros. Isso expõe o descaso das elites brasileiras (patrões e governos) com os destinos dos jovens filhos da classe-que-vive-do-trabalho neste país.
Diante do exposto, é certo que não serão esses projetos supostamente “milagrosos”, como o “Mais Educação” aplicados a nível federal ou seus congêneres aplicados a nível estadual (Escola da Família/Pé no Chão) que salvará a educação pública. Muito pelo contrário, o caos educacional presente são resultados da aplicação das políticas educacionais reformistas (presentes em tais programas) que tem visado somente cumprir metas de desenvolvimento da educação estabelecidas por organismos financeiros internacionais, requisitos condicionais para o acesso aos empréstimos que resolvem as necessidades da burguesia brasileira, sem a menor preocupação com a qualidade da educação pública.
Nesse sentido, não podemos cair no “canto da sereia” dos governos e muito menos acreditar que projetos apedagógicos como estes servem à classe trabalhadora. Devemos cobrar investimentos estatais direto nas escolas (no mínio 10% do PIB) e incentivar o controle público dos recursos e dos projetos via Conselho de Escola e de Grêmio Estudantil. Isso será melhor viabilizado, quando nós, professores (as), desenvolvermos dentro de nossas escolas uma ação sindical forte, organizada pela base, pois a realidade vivida pela classe trabalhadora só pode ser modificada pela própria classe trabalhadora em luta contra a expropriação histórica dos direitos de acesso aos bens que produzem com o seu trabalho.
Um projeto de educação voltado à classe trabalhadora deve superar a redução de sua educação à preparação para o trabalho. Deve produzir novas formas de sociabilidades. Assim, uma política educacional séria deve ser aquela fundamentada na superação da exclusão, cujos princípios devem convergir para o usufruto daquilo que, historicamente, o nosso trabalho (enquanto classe trabalhadora) produziu. Queremos ter o direito ao usufruto da ciência, da literatura e das artes, ou seja, de tudo que os humanos construíram até hoje.
Por: Por Claudemir Mazucheli Canhin – Professor de Geografia na Rede Estadual de São Paulo e na Rede Municipal de São Paulo – Membro do MOEB (Movimento dos Educadores Organizados pela Base) – Socialista Livre – e autor/organizador do Blog: http://profcmazucheli.blogspot.com/.

Sucateamento da educação pública do RJ...

Sérgio Cabral e Wilson Risolia já fecharam 98 escolas estaduais

É inacreditável o que está acontecendo na educação do Estado do Rio de Janeiro. A situação é tão dramática que de acordo com relatório da Lei de Responsabilidade Educacional a "distorção idade-série" entre estados mostra que o Rio de Janeiro tem 43,4% dos alunos fora da série recomendada para a sua idade. Ou seja, estudantes atrasados no colégio. Pior que o Rio apenas Piauí, Sergipe, Alagoas, Maranhão, Pernambuco e Paraíba.

Não é à toa que no ENEM, o Rio de Janeiro é o penúltimo colocado.

Agora vocês vão se chocar com dados que mostram como está sendo destruída a educação por Cabral e seu secretário Wilson Risolia, economista especializado em mercado imobiliário.

A rede estadual tem 1.354 escolas.

Em 2011 havia bibliotecas funcionando em 1.142 unidades. No ano passado foram fechadas 142 bibliotecas. Agora são só 1.000.

Em 2011 funcionavam 1.264 laboratórios de informática. No ano passado foram fechados 115 laboratórios de informática. Agora são só 1.149.

Em 2011 existiam 675 laboratórios de ciências. No ano passado foram fechados 187 laboratórios de ciências. Agora são só 488.

Isso só comprova que o Rio de Janeiro só anda para trás. Alguém precisa fazer alguma coisa. O povo não aguenta mais, não vê a hora de Cabral ir embora levando junto a Gangue dos Guardanapos.

Governo do estado vai lançar plano de saúde para 460 mil servidores

Djalma Oliveira
 
O governo do estado está acertando os últimos detalhes para abrir o credenciamento de empresas interessadas em oferecer planos de assistências médica e odontológica ao funcionalismo. Em visita à Redação de Vidro do EXTRA, na Praça Quinze, nesta sexta-feira, o secretário de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, disse que, entre o fim deste mês e o início do próximo, será lançado um edital para convocar as operadoras interessadas. As que cumprirem os requisitos poderão oferecer o serviço aos 460 mil servidores ativos, inativos e pensionistas, que poderão incluir dependentes.
Segundo Sérgio Ruy, a previsão é que, a partir de agosto, os funcionários que aderirem já sejam atendidos pelas empresas credenciadas. Será possível escolher o plano de saúde, o odontológico ou ambos.
A quitação das mensalidades do plano de saúde dos servidores estaduais não será feita por meio de desconto no contracheque, como acontece na Prefeitura do Rio. “Será emitido um boleto para pagamento no banco”, explicou Sérgio Ruy Barbosa. Apesar de esse sistema de pagamento ter maior probabilidade de inadimplência — se comparado ao desconto em folha —, o secretário garantiu que o preço do plano será melhor do que o cobrado pelo mercado.
O plano não deverá ter coparticipação, ou seja, o servidor não terá que pagar parte do valor de exames e consultas, quando precisar desses serviços. A ideia do estado é oferecer diversos tipos de planos, desde o mais básico, com as coberturas mínimas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até outros mais completos e, consequentemente, mais caros para o funcionário estadual.
Leia mais notícias de Servidor no Twitter @AnoteePoupe
 
 
Comentário da Blogueira:
 
O governo do Estado não irá fornecer planos de saúde para os servidores, conseguirá apenas um desconto no valor de mercado, mas quem custeará serão os próprios servidores estaduais.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Tabela dos salários da rede estadual com o ínfimo reajuste de 8%

Sindicato apela por lei que beneficia os professores

Medida aprovada pela Assembleia Legislativa prevê que profissionais com carga de 16h deem aulas só em uma escola

Caio Barbosa
Rio - O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) fará apelo ao governador Sérgio Cabral para não vetar a emenda aprovada pela Assembleia Legislativa que determina que professores com carga horária de 16 horas semanais passem a trabalhar em apenas uma escola.

O secretário de Educação, Wilson Risolia, pediu a Cabral que vete a emenda, alegando que há risco de os alunos ficarem sem aula. Em nota, a secretaria argumentou que os deputados “não pensaram nos alunos” ao aprovar a emenda do deputado Marcelo Freixo (Psol).

A proposta, segundo a nota, seria um “mundo ideal”, mas não pode ser implementada “de uma hora para outra”, pois deixaria alunos sem professores. O estado tem 1 milhão de alunos, 74 mil professores e 1.314 escolas.

“Inicialmente, o secretário Risolia disse que realocaria os professores em outras funções na mesma escola. Não é o ideal, mas é melhor do que lecionar em vários locais, como ele quer agora. É importante manter o vínculo do professor com a comunidade”, disse Marcelo Fontana, diretor do Sepe.

Segundo a Secretaria de Educação, “há docentes que alegam trabalhar em quatro, cinco escolas, mas contabilizam nesse quantitativo colégios particulares”.
De acordo com a nota, “o cidadão, quando faz o concurso, sabe que não é para uma determinada escola, mas sim para um município ou uma regional específica”.
 
Fonte: O Dia Rio.

Luta pelas 30 horas na PCRJ

Próxima reunião dia 11/6, terça-feira na sede do CRESS-RJ


Assistentes sociais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro agendaram nova reunião para o próximo dia 11/06 (terça-feira) às 18h. O objetivo é definir as próximas ações conjuntas na luta pela jornada de 30 horas.
...

Nos dias 24 e 25 de junho, a Prefeitura realizará o seminário "O trabalho social nas políticas públicas", onde estará presente Adilson Pires, secretário da SMDS. Será um espaço fundamental para conquista de visibilidade da reinvindicação da categoria. A proposta inicial é que os profissionais levem faixas, adesivos e outros materiais que demonstrem a insatisfação da categoria e que pressionem a PCRJ a finalmente cumprir a lei!!

A Lei 12.317, aprovada em 2010, já foi implantada em diversas instituições. A Prefeitura do Rio, porém, até agora recusa-se a cumprir a lei. Não há uma previsão ou proposta oficial de implantação da jornada de 30 horas.
 
Fonte: Cress RJ.

Filie-se ao Sepe! Fortaleça o seu sindicato!

Veja o que foi aprovado pela Alerj no PL do reajuste


A Alerj terminou na quarta-feira, dia 5, a votação do PL 2200 que reajusta o salário da educação - o reajuste de 8% aprovado na terça (04) foi mantido, tendo sido derrubado pela bancada governista todos os destaques para aumentar este índice. O reajuste é válido para todos os profissionais, incluindo os aposentados; os animadores culturais também receberão o reajuste.

A direção do Sepe acompanhou toda a votação e lutou pela aprovação das emendas propostas pela categoria - tendo sido aprovada a nossa emenda que determina que cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola.

Veja o que foi aprovado em plenário:

1) Reajuste de 8% a ser pago no salário de junho;

2) Abono dos dias da greve de advertência de 16 a 18 de abril - atenção, se alguma escola tiver sofrido código 30 (falta sem motivo) em outra paralisação convocada pelo Sepe em 2013 deve entrar em contato com o Sepe, informando os detalhes;

3) Cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola.

Propostas aprovadas no Colégio de Líderes da Alerj com a presença do Sepe, Seeduc, Seplag e
Casa Civil:

1) Pagamento de difícil acesso para os funcionários administrativos;

2) Extensão do reajuste de 8% para os animadores culturais através de decreto.
 
Fonte: Sepe RJ.

Relatório do Sepe sobre a audiência pública na ALERJ


No dia 5 de maio de 2013, foi realizada audiência pública na Alerj, solicitada pela Comissão de Educação, para discutir o relatório anula da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). A audiência contou com a presença do secretário de Educação Wilson Risolia, subsecretário de Gestão de Pessoas, Luíz Carlos Becker, o procurador do estado e vários superintedentes da Seeduc, entre eles a professora Patricia Mota. Contou também com a presença de vários deputados, a direção de Sepe/RJ e da Uppe.

A audiência teve início com o secretário Risolia apresentando dados que demonstravam a situação da rede estadual relativa ao número de matrículas no ensino médio, o avanço tecnológico, a o sistema “vitorioso” de avaliação externa Saerj e a colocação do estado do Rio no Ideb, o investimento financeiro na rede pública etc.

Vários deputados fizeram questionamentos, discordando de alguns dados da Seeduc, demonstrando inclusive a diminuição da procura pelo ensino médio em mais de 50%. A exceção foi o deputado André Correa, líder da bancada do governo, que defendeu o governo e secretário com todo empenho, argumentando inclusive que o estado hoje paga o maior salário do Brasil.

A direção do Sepe iniciou sua avaliação questionando a entrevista concedida pelo secretário à imprensa, em que ele afirma que solicitaria ao governador o veto à emenda do Sepe aprovada no dia anterior, que garante uma matrícula, uma escola. Cobramos um posicionamento favorável de secretário e denunciamos o fato de vários professores estarem trabalhando em 4, 5 e até 8 escolas com a famigerada otimização de turmas em qualquer período do ano.

Lembramos que essa situação pode ser resolvida com concurso público e organização da grade curricular. A partir daí várias questões foram apresentadas, com um balanço bastante negativo desse governo com relação à educação pública, as principais foram: o fechamento de 49 escolas, a diminuição da procura pelo ensino médio com a queda de 120 mil alunos nesse segmento, os baixos salários que levam aos pedidos de exonerações dos professores, numa média de 2 por dia, totalizando em 2013 até o momento 340 professores.

Destacamos a proposta irrisória de 8% como reajuste para os profissionais de educação e que o salário do estado é bem menor que de vários municípios.

Cobramos ainda a incorporação das gratificações para garantir a paridade para os aposentados. A partir daí apresentamos nossas emendas e cobramos o posicionamento favorável dos deputados, especialmente com relação ao enquadramento por formação para os funcionários administrativos.

Para finalizar, questionamos a fala do secretário com relação às licenças médicas dos profissionais de educação. O secretario Risolia foi taxativo dizendo que essa medida era impossível de ser implementada. Entretanto, comprometeu-se na audiência a marcar essa reunião para discutir o assunto.
Fonte: Sepe RJ.

Votação do PL do reajuste terminou nessa quarta

A Alerj terminou na quarta-feira, no começo da noitevotação do PL 2200 que reajusta o salário da educação - o reajuste de 8% aprovado na terça (04) foi mantido, tendo sido derrubado pela bancada governista todos os destaques para aumentar este índice. O reajuste é válido para todos os profissionais, incluindo os aposentados; os animadores culturais também receberão o reajuste.

A direção do Sepe acompanhou toda a votação e lutou pela aprovação das emendas propostas pela categoria - tendo sido aprovada a nossa emenda que determina que cada matrícula do profissional da educação deve corresponder à lotação em apenas uma escola.

Amanhã daremos mais detalhes do que foi aprovado.

A direção do Sepe informa que em breve vai divulgar um calendário de lutas, com a data da próxima assembleia.
 
Fonte: Sepe RJ.

Relatório: 98 escolas fecharam; 64% dos colégios não tem laboratório de ciências

Índice de alunos do Ens. Médio do Rio atrasados beira o dos estados do Nordeste

Maria Luisa de Melo
 
Um relatório da Lei de Responsabilidade Educacional da Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro divulgado esta semana revela que o número de escolas da rede estadual extintas chegou a 98 até o final do ano passado. A informação consta na página número 25 do documento. A assessoria da Secretaria estadual de Educação, por sua vez, diz que o dado refere-se às unidades que teriam sido municipalizadas. Isto é, entregues à Prefeitura do Rio por serem de Ensino Fundamental. 
Além disso, o documento revela que diminuiu o número de escolas da rede estadual que possuem bibliotecas, laboratórios de informática e de Ciências, considerados por especialistas, como fundamentais para o desenvolvimento dos alunos dos ensinos Fundamental e Médio.
Ainda de acordo com o relatório, das 1354 escolas existentes na rede estadual, 1 mil tem bibliotecas. Outras 354 não possuem. No ano passado, o número era de 1142 escolas com bibiotecas. Outro dado que chama a atenção é a diminuição do número de escolas com laboratórios de informática. Em 2012, o número era de 1264. Este ano, caiu para 1149. 
Secretário apresentou esta semana dados da Secretaria estadual de Educação
Secretário apresentou esta semana dados da Secretaria estadual de Educação
O mesmo aconteceu com os laboratórios de ciências: em um ano, passaram de 675 para 488. Isto é, houve redução de 187 laboratórios deste tipo. Assim, este ano, apenas 36,04% escolas da rede contam com tais espaços para o ensino de disciplinas como Química.
Com relação a infraestrutura, o único item que apresentou melhora foi a construção de quadras poliesportivas. Em um ano, o número aumentou de 1220 para 1234.
Presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Comte Bittencourt diz que mesmo com a obrigatoriedade da secretaria apresentar um relatório anual há dúvidas sobre alguns dados.
“No relatório, a secretaria apresenta que entre um ano e outro, houve a diminuição no número de matriculas no ensino médio. Mas o que isso representa? Ocorreu evasão? Não houve matrícula? Esse diagnóstico nós não temos”, diz.
Comte acrescenta que o secretário Wilson Risolia se comprometeu a construir dez novas escolas até o início do próximo ano.
"Há equívocos do governo estadual no nestas municipalizações e descompartilhamentos de escolas. No entanto, os deputados estaduais estão cobrando melhorias. Em reunião, o secretário estadual de Educação prometeu construir dez escolas até o início do ano que vem", pondera.
Alunos atrasados
Uma análise do quadro de comparação da "distorção idade-série" entre estados mostra que o Rio de Janeiro tem 43,4% dos alunos fora da série recomendada para a sua idade. Ou seja, estudantes atrasados no colégio.
Com 43,4%, o Rio de Janeiro está atrás apenas dos estados Piauí (54,2%), Pernambuco (44,4%), Alagoas (51,3%), Maranhão ( 44,9%), Sergipe (53,8%)e Paraíba (43,6%). Em contrapartida, no último ano, o Rio foi o estado que mais reduziu tal disparidade. 
De acordo com o secretário Wilson Risolia, houve melhora na taxa de rendimento e a redução da defasagem idade/série caiu de 60% para 43% no último ano.
Só 15% dos professores tem pós-graduação:
O percentual de mestres com pós-graduação lato sensu é de apenas 15%. Quando o assunto é mestrado, a taxa despenca para 2,5%. Para Doutorado,  o percentual é de apenas 0,5%. 
Sobram vagas em duas séries
O primeiro ano do Ensino Médio é o que tem maior número de vagas ociosas, segundo o documento. Seguido pelo 6º ano do Ensino Fundamental (18.492) e pelo Ensino de Jovens e Adultos (18.384).
 
Seeduc responde:
O relatório entregue aos parlamentares é público e amplamente divulgado pela Secretaria de Estado de Educação, e demonstra transparência por parte da Seeduc. Os números, que são atualizações dos dados da rede estadual de ensino, são reflexos das municipalizações e descompartilhamentos de unidades escolares com as redes municipais, que, em casos como o da cidade do Rio de Janeiro, vêm assumindo os alunos do Ensino Fundamental.
Quando, no relatório, está escrito sala em efetiva utilização, quer dizer que são as onde há alunos. Não quer dizer que o menor número signifique não não haja a sala, mas sim que há sala ociosa e, por isso, a transferência de estudantes que estavam em prédios compartilhados. Por isso, o descompartilhamento. O relatório mostra, ainda, que há 82.576 vagas ociosas. Ou seja, nas escolas e salas de aula da rede estadual, há, ainda, vagas para 82.576 estudantes. Ou seja, não houve fechamento de colégios nem os alunos ficaram sem estudar.