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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Em Campos, recursos do petróleo não ajudam a melhorar o desempenho no Ideb

 

Escola Municipal João Borges Barreto, no bairro Ururaí, em Campos: rede municipal não teve um bom desempenho no Ideb 2011
Escola Municipal João Borges Barreto, no bairro Ururaí, em Campos: rede municipal não teve um bom desempenho no Ideb 2011 Foto: EXTRA/Thiago Freitas / EXTRA/Thiago Freitas
Roberta Hoertel
 
Enquanto o município de Campos se orgulha do progresso econômico e desenvolvimento na área petrolífera, os resultados obtidos no Ideb 2011 não dão motivos para comemorações. Governada desde 2009 por Rosinha Garotinho, a cidade ficou em último lugar no estado na avaliação que levou em conta o desempenho de alunos do 1 ao 5 anos do ensino fundamental. Do 6 ao 9 anos, o resultado é um pouco melhor: está entre as 21 piores. Campos é a terceira cidade mais rica do Rio.
Em relação às escolas, a cidade tem duas da rede estadual entre as 14 piores no estado, com base nos resultados de alunos do 6 ao 9 anos. Já do 1 ao 5 anos), das 20 piores escolas do estado, sete estão em Campos.
A rotina escolar pode explicar o fracasso. Ir à aula na rede municipal é sempre uma dúvida para os alunos. A falta de professores constante quebra a rotina de estudos. Luciano Carneiro acaba de matricular a filha na rede municipal e já sofre com os problemas. A menina, no 4 ano da Escola Municipal Vilma Tamega, no Centro, começaria as aulas no início da semana. Até ontem, a professora não havia comparecido.
— As salas estão sempre cheias. Aí, falta professor, e eles juntam uma turma de 30 com outra de 50 alunos, com níveis diferentes. Não tem como desenvolver o ensino assim — diz o pai da jovem, que reclama também da estrutura das escolas.
Sindicato pede ações para melhorar
Na análise dos números da educação, a briga entre o sindicato dos professores e a prefeitura agrava ainda mais a situação em Campos.
— As diretoras das escolas são indicadas, não por mérito, mas por interesse. Não há eleição como já foi solicitado e aprovado. Dessa maneira, nunca conseguiremos melhorar — afirma Cristini Marcelino, diretora do sindicato.
Secretária de Educação desde 2010, Joilza Rangel assume o problema da ausência de professores nas salas de aula, mas atribui o fato ao excesso de licenças médicas. Sobre o Ideb, a secretária afirma que, apesar da má colocação, comparado aos anos anteriores, o índice da região foi motivo de comemoração:
— Avançamos 63%. Comparado com o que encontrei, já foi um grande salto.

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